1140: Eclipses, super-luas e chuvas de meteoritos. O que “guardam” os céus para 2020

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(CC0/PD) Buddy_Nath / pixabay

Seis eclipses, três super-luas e três chuvas de meteoritos. Estes são alguns dos eventos astronómicos que vão encher os céus em 2020.

A revista Forbes criou uma lista com os principais eventos astronómicos deste ano, publicando uma espécie de “guia” para quem não quer perder nada nos céus em 2020. De acordo com a publicação, este vai ser um bom ano para ver este tipo de fenómenos.

Três super-luas

As super-luas, que poderão ser vistas entre Março e Maio deste ano, são alguns dos fenómenos listados pela Forbes. A menos de 360.000 quilómetros do centro da Terra, estas “gigantes” luas poderão ser vistas em três momentos.

De acordo com os especialistas, e para ver o seu tamanho que aparenta ser maior, é necessário olhar para leste no nascer da lua e para oeste quando esta se opões.

Só quando a lua está próxima do horizonte, explicam os cientistas, é que é possível ver o seu tamanho e brilho adicionais. Eis as datas em que estes fenómenos poderão ser vistos:

  • 9 de Março – super-lua de verme
  • 8 de Abril – super-lua rosa
  • 7 de Maio – super-lua de flor

Ano cheio de eclipses

Os eclipses terão também bastante protagonismo nos céus em 2020, sendo quatro destes fenómenos do tipo penumbral, fenómeno que acontece quando a Lua atravessa a penumbra da Terra, frisa o portal Russia Today.

Estes episódios deixarão à vista dos observadores uma Lua cinzenta clara e poderão ser vistos nos dias que se seguem:

  • 10 de Janeiro – Eclipse “Wolf Moon Eclipse” (Ásia, Austrália, Europa e África). Será o eclipse mais profundo do ano (90%);
  • 5 de Junho – Eclipse “Strawberry Moon” (Ásia, África e Austrália). 57% da Lua será coberta pela escuridão da Terra. Será difícil observar o fenómeno.
  • 5 de Julho – Eclipse “Moon of Thunder” (América do Sul, América do Norte e África). Será praticamente impossível observar este eclipse, uma vez que apenas 35% da Lua será coberta pela escuridão do nosso planeta;
  • 29 a 30 de Novembro – Eclipse “Ice Moon” (América do Norte e do Sul, Austrália e Leste asiático). Durante este evento, 83% da lua será coberta.

Mas há mais: a 14 de Dezembro será possível ver um “buraco no céu” – um eclipse solar total que terá lugar na América do Sul, passando pelo Chile e Argentina. Os cientistas estimam que a sombra central da Lua demorará 24 minutos para atravessar estes países.

Por sua vez, um outro eclipse, apelidado de “Anel de Fogo do Solstício”, vai acontecer em 21 Junho. Serão necessários óculos especiais para observar o fenómeno, que poderá ser visto na Etiópia, Omã e Tibete e terá uma duração muito curta de apenas 23 segundos.

Chuva de meteoritos

Em 2020 haverá também três chuvas de meteoritos, de acordo com a Forbes:

  • 21 a 22 de Abril – Chuva de meteoritos Lirídeas (Lua estará 1% iluminada);
  • 16 a 17 de Novembro – Chuva de meteoritos Leonidas (Lua estará 5% iluminada);
  • 13 a 14 de Dezembro – Chuva de meteoritos Geminídeas (Lua estará 1% iluminada).

Júpiter e Saturno vão brilhar

Júpiter e Saturno vão protagonizar dois eventos astronómicos em 2020, ambos no mês de Julho. Tratando-se de um planeta interno (os mais próximos do Sol), a Terra fica entre o Sol e cada planeta externo durante um dia em cada ano.

Neste dia em particular, o planeta na “oposição”, tal como é este momento apelidado pelos astrónomos, poderá ser observado a partir da Terra no seu momento mais brilhante. Em 2020, Júpiter e Saturno poderão ser vistos nesta posição no mesmo mês e na mesma semana: 14 e 20 de Julho, respectivamente.

Outro evento que a Forbes destaca não ocorre desde 2000 e, depois de 2020, só poderá ser visto em 2040. Este episódio em particular vai acontecer a 21 de Dezembro, quando ambos os planetas vão aparecer juntos logo após o pôr do sol.

Trata-se da “grande conjunção”, como explicam os astrónomos: Júpiter e Saturno estarão a 1.180 mil milhões de quilómetros um do outro e 1.427 mil milhões e 2.607 mil milhões de quilómetros da Terra, respectivamente. Ainda assim, e apesar das distâncias, os três planetas parecerão quase um só mundo.

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Por ZAP
3 Janeiro, 2020

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