1304: O céu nocturno de Setembro em 2020

No mês de Setembro, podem ser observados 3 fenómenos astronómicos:

  • – a ocultação de Marte, o planeta Marte a 0,03ºS da lua pelas 6 horas no dia 6.
  • – Vénus a 4ºS da lua pelas 6 horas no dia 14.
  • – Saturno a 2°N da lua pelas 22 horas no dia 25.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Setembro de 2020

Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Leão, movendo-se depois para a constelação de Virgem. Encontra-se na direcção Oeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,1 a -1,1. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Gémeos, movendo-se depois para a constelação de Caranguejo e mais tarde para Leão. No dia 14, Vénus estará a 4°S da lua pelas 6h. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,1 a -3,9.

Marte será visível durante a noite na constelação de Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 6, Marte estará a 0,03°S da lua pelas 6h. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,7 a -2,4.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,4 a -2,6.

Saturno será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. No dia 25, Saturno estará a 2°N da Lua pelas 22h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,3 a 0,4.

Fig. 1 – Céu visível às 06:00 horas do dia 1 de Setembro em Lisboa mostrando os planetas: Vénus e Marte.

Fig. 2 – Céu visível às 22:00 horas do dia 15 de Setembro em Lisboa mostrando os planetas: Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Setembro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

Fases da Lua em Setembro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Setembro

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Ago 2020

 

Avatar

 

1281: O céu nocturno de Agosto em 2020

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Agosto de 2020

Mercúrio será visível ao amanhecer até dia 11 na constelação de Gémeos, movendo-se depois para a constelação de Caranguejo, e  voltará depois a ser visível ao anoitecer a partir do dia 29 na constelação de Leão. Encontra-se na direcção Nordeste ao amanhecer e na direcção Noroeste ao anoitecer.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,5 a -1,9. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Touro, movendo-se depois para a constelação de Orionte e Gémeos.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,3 a -4,1.

Marte será visível durante toda a noite na constelação de Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,0 a -1,7.

Júpiter será visível durante a noite na constelação de Sagitário. No dia 2, Júpiter estará a 1,5°N da Lua pela 1h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,7 a -2,6.

Saturno será visível durante a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,1 a 0,3.

Fig. 1 – Céu visível às 21:30 horas do dia 1 de Agosto em Lisboa mostrando os planetas: Júpiter e Saturno.

Fig. 2 – Céu visível às 05:30 horas do dia 15 de Agosto em Lisboa mostrando os planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vénus e Marte.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Agosto

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das δ Aquáridas e das Perseidas em Agosto

Fig. 3- (figura do IMO) mostra o radiante das Perseidas entre meados de Julho a finais de Agosto, o radiante encontra-se na constelação de Perseus.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas será visível até 23 de Agosto. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Em 12 de Agosto de 2020 ocorre a actividade máxima da famosa chuva de meteoros das Perseidas entre as 14h e 17h  de quarta-feira que infelizmente não será visível em Portugal. Contudo valerá a pena observá-las à noite nos dias próximos do pico e até ao dia 24 de Agosto. A melhor altura de observação será entre as 22h do dia 12 e as 0h30 do dia 13 antes do nascimento da lua. O instante da fase de Quarto Minguante ocorreu no dia 11 às 17h45min. A constelação de Perseus aparecerá acima do horizonte a Nordeste.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das δ Aquáridas e das Perseidas em Agosto

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoroides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Agosto

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Agosto

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

31 Jul 2020

 

Avatar

 

1262: O céu nocturno de Julho em 2020

No inicio do mês de Julho, na noite de dia 5, podem ser observados 3 fenómenos astronómicos:

  • o eclipse penumbral da lua, o máximo deste eclipse ocorre pelas 05h30 (veja aqui toda a informação).
  • a lua cheia na constelação de Sagitário, o instante de fase de lua cheia ocorre pelas 05h44.
  • Júpiter a 1,9°N da lua pelas 23 horas.

Fig. 1- Máximo do Eclipse Penumbral da Lua às 05:30 horas do dia 5 de Julho em Lisboa mostrando a constelação de Sagitário e os planetas Júpiter e Saturno.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Julho de 2020

Mercúrio será visível ao amanhecer a partir do dia 9 na constelação de Gémeos. Encontra-se na direcção Nordeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 3,0 a -0,5. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível durante a madrugada na constelação de Touro.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,5 a -4,3.

Marte será visível à noite na constelação de Peixes, movendo-se depois para a constelação de Baleia e voltando novamente para Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,5 a -1,0.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. No dia 5, Júpiter estará a 1,9°N da Lua pelas 23h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -2,7.

Saturno será visível toda a noite na constelação de Capricórnio, movendo-se depois para a constelação de Sagitário. No dia 20, Saturno estará em oposição pelas 23h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,2 a 0,1.

Fig. 2 – Céu visível às 22:30 horas do dia 1 de Julho em Lisboa mostrando os planetas: Júpiter e Saturno.

Fig. 3 – Céu visível às 05:30 horas do dia 15 de Julho em Lisboa mostrando todos os planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Julho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das ζ Perseidas, das β Táuridas, das δ Aquáridas e das Perseidas em Julho

Nesta altura ocorrem as chuvas de meteoros diurnas: a famosa ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se verem a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source).

O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão recta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários activos têm os seus radiantes.

Fig. 4- (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a Julho, o radiante do ANT em Junho encontra-se na constelação de Sagitário.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas ocorre entre 12 de Julho e 23 de Agosto, e a actividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia de 29 de Julho. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Também neste mês de Julho inicia a famosa chuva de meteoros nocturna das Perseidas que ocorre entre 17 de Julho e 24 de Agosto.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das ζ Perseidas, das β Táuridas, das δ Aquáridas e das Perseidas em Julho

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoroides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Julho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Julho

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 6 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Jun 2020

 

Avatar

 

1247: O céu nocturno de Junho em 2020

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de Junho de 2020

Mercúrio será visível ao anoitecer até dia 22 na constelação de Gémeos. Encontra-se na direcção Noroeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,0 a 3,0. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Touro.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,6 a -4,4.

Marte será visível durante a noite na constelação de Aquário, movendo-se depois para a constelação de Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,0 a -0,5.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,6 a -2,7.

Saturno será visível durante toda a noite na constelação de Capricórnio. No dia 9, Saturno estará a 3°N da Lua pelas 3h. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,4 a 0,2.

Fig. 1 – Céu visível às 22:00 horas do dia 1 de Junho em Lisboa mostrando as estrelas mais brilhantes: Arcturo, Vega. e Capela.

Fig. 2 – Céu visível às 05:00 horas do dia 1 de Junho em Lisboa mostrando os planetas Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Junho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Ariétidas, das ζ Perseidas, das β Táuridas e dos Bootídeos de Junho em Junho

Nesta altura ocorrem as chuvas de meteoros diurnas: Ariétidas, a famosa ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Carneiro, como as de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se verem a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source).

O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão recta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários activos têm os seus radiantes.

Fig. 3 (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a Julho, o radiante do ANT em Junho encontra-se na constelação de Sagitário.

Para além das chuvas de meteoros diurnas, nesta ocasião a Terra também cruza a órbita do cometa 7P/Pons-Winnecke e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros dos Bootídeos de Junho. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Boieiro (o radiante).

A sua actividade decorre entre 22 de Junho a 2 de Julho e a actividade máxima decorre no dia 27 de Junho pelas 23 horas, não há previsões para a THZ com a indicação do número de meteoros por hora. A observação da actividade máxima não será muito favorável, pois nesta ocasião o céu também está iluminado pelo crescente luar, uma vez que o instante de fase de Quarto Crescente ocorre no dia 28 de Junho pelas 09:16 horas. A constelação do Boieiro será visível ao anoitecer e até às 4 horas da madrugada.

Fig. 4 – Céu visível às 23:00 horas do dia 27 de Junho em Lisboa mostrando a constelação do Boieiro e os planetas Marte, Saturno e Júpiter. (Clique na imagem para obter maior resolução.)

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Ariétidas, das ζ Perseidas, das β Táuridas e dos Bootídeos de Junho em Junho

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoroides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Junho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Junho

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 6 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

31 Mai 2020

 

Avatar

 

1233: O céu nocturno de Maio em 2020

A Super Lua de Maio

A Super Lua de Maio de 2020 ocorrerá na quinta-feira dia 7, quando a Lua se encontra simultaneamente em fase de Lua Cheia e a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita.

Na quinta-feira dia 7 às 11h45 (hora de Lisboa) a Lua estará em fase de Lua Cheia, tendo já atingido o perigeu na quarta-feira dia 6 às 03h02 (a 359653,77 quilómetros da Terra). No dia 7 a Lua nasce às 20h50. Nessa altura, a Lua vai parecer maior do que o habitual, não apenas devido à ocorrência de Super Lua, mas também porque estando próxima do horizonte vê-se mais ampliada, o que é apenas uma ilusão de óptica.

No dia anterior, dia 6, a Lua nasce às 19h35, depois de ter passado no perigeu mas antes do instante de Lua cheia, e parecerá também maior do que o habitual.

A melhor ocasião para se observar a Super Lua é no instante do seu nascimento, e o local ideal para se observar a Super Lua é aquele que tenha o horizonte desimpedido na direcção SE, pois a lua nasce com o azimute 70º contado de Sul para Este.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de maio de 2020

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 10 na constelação de Touro. Encontra-se na direcção Noroeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -1,7 a 0,0. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Touro. Encontra-se na direcção Noroeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,5 a -3,6.

Marte será visível durante a madrugada na constelação de Capricórnio, movendo-se depois para a constelação de Aquário, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 15, Marte estará a 3°N da Lua pelas 3h. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,4 a 0,0.

Júpiter será visível durante a madrugada na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,3 a -2,6.

Saturno será visível durante a noite na constelação de Capricórnio. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,6 a 0,4.

Fig. 1 – Céu visível às 21:00 horas do dia 1 de Maio em Lisboa mostrando o planeta Vénus.

Fig. 2 – Céu visível às 05:45 horas do dia 1 de Maio em Lisboa mostrando os planetas Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Maio

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das η Aquáridas e Ariétidas em Maio

A Terra cruza a órbita do cometa 1P/Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

A sua actividade decorre entre 19 de Abril a 28 de Maio. As previsões indicam que as η Aquáridas estão num dos seus períodos provavelmente mais activos entre 2020 e 2022 no seu eventual ciclo de 12 anos, por isso o ZHRs estimado pode vir a ser aproximadamente de 50 meteoros por hora. Não será possível acompanhar a sua actividade máxima na noite do dia 5 de Maio que ocorre pelas 22 horas, pois a constelação do Aquário só começa a nascer por volta das 3 horas da manhã a sudeste, altura em que é possível a sua observação. Nesta ocasião o céu também está muito iluminado pelo luar, uma vez que o instante de fase de Lua Cheia ocorre no dia 7 de maio pelas 11:45 horas.

Também nesta altura em meados de Maio inicia a chuva de meteoro das Ariétidas que é diurna. A sua actividade decorre entre 14 de Maio a 24 de Junho. A constelação de Carneiro encontra-se próxima do Sol, e isso faz com que esta chuva de meteoros seja difícil de se ver olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das  η Aquáridas e Ariétidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em maio

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Maio

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Abr 2020

 

Avatar

 

1213: O céu nocturno de Abril em 2020

A Super Lua de Abril

A Super Lua de Abril de 2020 ocorrerá na quarta-feira dia 8, quando a Lua se encontra simultaneamente em fase de Lua Cheia e a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita.

Na quarta-feira dia 8 às 03h35 (hora de Lisboa) a Lua estará em fase de Lua Cheia, tendo já atingido o perigeu na terça-feira dia 7 às 18h08 (a 356906,557 quilómetros da Terra), e estando os 2 acontecimentos apenas desfasados entre si de 08h28. No dia 7 a Lua nasce às 19h32. Nessa altura, a Lua vai parecer maior do que o habitual, não apenas devido à ocorrência de Super Lua, mas também porque estando próxima do horizonte vê-se mais ampliada, o que é apenas uma ilusão de óptica. No dia seguinte, dia 8, a Lua nasce às 20h47 e continuará a parecer maior do que o habitual.

A melhor ocasião para se observar a Super Lua é no instante do seu nascimento, e o local ideal para se observar a Super Lua é aquele que tenha o horizonte desimpedido na direcção E, pois a lua nasce com o azimute 89º contado de Sul para Este.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Abril de 2020

Mercúrio será visível ao amanhecer até dia 17 na constelação de Aquário, movendo-se depois para a constelação de Peixes. Encontra-se na direcção Sudeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,1 a-1,7. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Touro. No dia 17, Vénus estará a 10°N de Aldebarã pelas 21h. Encontra-se na direcção Sudoeste. No dia 28, Vénus atingirá o seu máximo brilho pelas 02h. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,3 a -4,5.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Capricórnio, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 16, Marte estará a 2°N da Lua pelas 6h. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,8 a 0,4.

Júpiter será visível durante a madrugada na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -2,3.

Saturno será visível durante a madrugada na constelação de Capricórnio. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,7 a 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 21:00 horas do dia 1 de Abril em Lisboa mostrando o planeta Vénus.

Fig. 2 – Céu visível às 06:30 horas do dia 1 de Abril em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Abril

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Líridas e η Aquáridas em Abril

A partir de meados de Abril iniciam as Líridas, são umas das chuvas de meteoros de menor intensidade, têm uma duração de visibilidade de apenas 10 dias (entre 14 a 30 de Abril), com a actividade máxima de apenas 18 meteoros na THZ (Taxa Horária Zenital), o pico desta chuva de meteoros ocorre às 08:00 hora do dia 22 de Abril, sendo já de dia. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. As Líridas são conhecidas desde os tempos antigos, pois há registos chineses antigos deste enxame de 687 a.C., os cronistas relataram “as estrelas caiem como chuva”.

As Líridas estão associadas aos restos de poeira deixados pela passagem do cometa Tatcher e estas partículas entram na nossa atmosfera provocando este fenómeno de chuva de meteoros. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Lira (o radiante).

Fig. 3 – A deslocação da posição do radiante das Líridas entre 14 a 30 de Abril.

Também a partir de meados de Abril a Terra cruza a órbita do cometa 1P/Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. A sua actividade decorre entre 19 de Abril a 28 de Maio. Será muito difícil observar as η Aquáridas, pois esta constelação só começa a nascer depois das seis horas da manhã a sudeste, próxima da altura do crepúsculo civil. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Fig. 4 – A deslocação da posição do radiante das η Aquáridas entre 19 de Abril a 28 de Maio.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Líridas e η Aquáridas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Abril

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Abril

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 6 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Mar 2020

 

Avatar

 

1134: O céu nocturno de Janeiro em 2020

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Janeiro de 2020

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 22 na constelação de Capricórnio. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -1,0 a -1,3. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Capricórnio, movendo-se depois para a constelação de Aquário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,8 a -3,9.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Balança Escorpião e Ofiúco, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 17, Marte estará a 5°N de Antares pelas 4 horas. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,9.

Júpiter será visível ao amanhecer a partir do dia 8 na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,8 a -1,9.

Saturno será visível ao amanhecer a partir do dia 25 na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 18:00 horas do dia 1 de Janeiro em Lisboa mostrando o planeta Vénus.

Fig. 2 – Céu visível às 07:00 horas do dia 1 de Janeiro em Lisboa mostrando o planeta Marte.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Janeiro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Quadrântidas em Janeiro

No início de Janeiro ocorre uma das melhores chuvas de meteoros no hemisfério norte – as Quadrântidas – com actividade máxima no pico de 120 meteoros por THZ, ou seja, 120 meteoros por hora se o radiante estiver no zénite.  No entanto esta chuva de meteoros é pouco conhecida porque a sua actividade é normalmente de curta duração, com o pico a durar apenas 4 horas. Este ano não será possível observar o pico em Portugal, porque este ocorre já de dia, às 08:20 horas do dia 4 de Janeiro, com a Lua na fase de Quarto Crescente.

O nome Quadrântidas resulta da constelação obsoleta “Quadrans Muralis” (Quadrante Mural, assim designado em honra do Quarto de Círculo de Tycho Brahe), hoje parte da constelação do Boieiro. O radiante da chuva é próxima da Ursa Maior, entre as constelações do Dragão e do Boieiro, numa zona onde no passado se encontrava uma constelação já extinta: Quadrante Mural, criada em 1795 pelo astrónomo Jérôme Lalande e posteriormente abandonada pela Associação Internacional de Astronomia.

Ver tabela abaixo.

Fig. 3 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Quadrântidas entre Dezembro a Janeiro, que encontra-se na constelação de Boieiro, e entre as constelações do Dragão e da Ursa Maior.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Quadrântidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoróides.

Fases da Lua em Janeiro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Janeiro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

O Eclipse Penumbral da Lua a 10 de Janeiro

No dia 10 de Janeiro de 2020 vai ocorrer um Eclipse Penumbral da Lua.  Ao anoitecer de sexta-feira dia 10, a lua começará a entrar na penumbra pelas 17h06. O inicio deste evento não será visível, pois a lua ainda estará abaixo do horizonte. Passados 15 minutos será possível observar o seu nascimento com o eclipse penumbral a decorrer. Às 19h10, ocorre o meio do eclipse e poucos minutos depois dá-se o instante de Lua Cheia pelas 19h21. A lua permanecerá na penumbra até às 21h14.

A lua em Lisboa nasce às 17h21 de dia 10 e põe-se às 08h32 de dia 11, o que quer dizer que, se as condições climáticas assim o permitirem, será possível observar o nascimento da lua já com o eclipse penumbral da lua a decorrer, no azimute de 120º (contado de sul para Este).

Para obter mais informação sobre os “Eclipses” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Eclipses.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Dez 2019

 

 

Avatar

 

1098: O céu nocturno de Dezembro em 2019

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Dezembro de 2019

Mercúrio será visível ao amanhecer até dia 26 na constelação de Balança , movendo-se para a constelação de Escorpião, e por fim passando para a constelação de Ofiúco. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,5 a -0,9. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário, movendo-se para a constelação de Capricórnio. No dia 11, Vénus estará a 1,8°S de Saturno pelas 05 horas. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -3,7 a -3,8.

Marte será visível ao amanhecer na constelação de Balança, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 23, Marte estará a 4°S da Lua pelas 02 horas. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 1,7 a 1,6.

Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário até dia 17. No dia 27, Júpiter estará em conjunção com o sol pelas 18 horas. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -1,8.

Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 17:30 horas do dia 1 de Dezembro em Lisboa mostrando os planetas Júpiter, Saturno e Vénus.

Fig. 2 – Céu visível às 06:00 horas do dia 1 de Dezembro em Lisboa mostrando os planetas Marte e Mercúrio.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Dezembro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Táuridas do Norte, das Gemínidas e das Úrsidas em Dezembro.

Este mês a Terra cruza a órbita do Asteroide Faetonte e são os “detritos” deixados por este asteróide os responsáveis pelo enxame de meteoros que decorre anualmente entre 4 e 17 de Dezembro: o enxame das Gemínidas. O nome deste enxame resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação dos Gémeos (o radiante).
A observação do pico das Gemínidas ocorre no dia 14, com o número bastante elevado de 140 meteoros por hora. No dia 12 a lua estará em fase de Lua Cheia, assim não haverá boas condições de observação para a chuva de meteoros das Gemínidas.

Ainda teremos a continuação da actividade da chuva de meteoros das Táuridas do Norte que termina a 10 de Dezembro. A sua actividade máxima no mês passado foi de apenas 5 meteoros / hora e são meteoros muito lentos. Contudo é frequente o aparecimento de bólides (bolas de fogo) nesta chuva de meteoros.

A Terra também cruza a órbita do Cometa Tuttle e são os seus restos responsáveis pela chuva de meteoros das Úrsidas, que decorre anualmente entre 17 e 26 de Dezembro. As previsões mostram que o dia 23 de Dezembro, é o pico de intensidade máxima desta chuva, que tem início por volta das 03 horas. O número de estrelas cadentes observado não é muito elevado, apenas de 10 meteoros por hora. O nome deste enxame resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Ursa Menor (o radiante). O radiante das Úrsidas é circumpolar na maioria dos locais do hemisfério norte, como é o caso em Portugal. A lua estará muito próxima da fase de Lua Nova, melhorando um pouco as condições de observação.

Os apaixonados por este tipo de fenómenos, e os curiosos em geral, poderão nas próximas noites perder algumas horas de sono para apreciar este belo espectáculo. Para as observar aconselhamos evitar noites nubladas, a poluição luminosa das grandes cidades e procurar um horizonte desimpedido.

Fig. 3 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Úrsidas de Dezembro (na constelação da Ursa Menor).

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Táuridas do Norte, das Gemínidas e das Úrsidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoroides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Dezembro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Dezembro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
29 Nov 2019

 

1055: O céu nocturno de Novembro em 2019

 

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Novembro de 2019

Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Balança até dia 4, e depois será visível ao amanhecer a partir do dia 15. Encontra-se na direcção Sudoeste ao anoitecer e na direcção Sudeste ao amanhecer.   A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,1 a -0,5. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Escorpião, movendo-se para a constelação de Ofiúco, e por fim passando para a constelação de Sagitário. No dia 28, Vénus estará a 1,9°S da Lua pelas 19 horas (ocultação). Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -3,7.

Marte será visível ao amanhecer na constelação de Virgem, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 1,8 a 1,7.

Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Ofiúco, movendo-se para a constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,9 a -1,8.

Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às19:00 horas do dia 1 de Novembro em Lisboa mostrando os planetas Júpiter, Saturno e Úrano.


Fig. 2 – Céu visível às 06:30 horas do dia 15 de Novembro em Lisboa mostrando o planeta Marte e Mercúrio.


Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.


Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Novembro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Oriónidas e das Leónidas em Novembro

Nesta altura do ano, o céu encontra-se habitualmente muito nublado, o que dificulta a observação de chuvas de meteoros. As Oriónidas (008 ORI) ainda terão um período de actividade até 7 de Novembro, apesar da data da máxima actividade ter ocorrido em Outubro. As Oriónidas de Novembro (250 NOO) terão um período de actividade de 14 de Novembro até 6 de Dezembro, a data da máxima actividade ocorrerá no dia 28 de Novembro. Também neste momento a Terra cruza a órbita do Cometa Tempel-Tuttle e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das Leónidas. Este ano a sua actividade decorre entre 6 a 30 de Novembro, e a actividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia 18 de Novembro. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Leão (o radiante).
O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.

Para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

Fig. 3 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Leónidas de Novembro (em Leão).

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Oriónidas e das Leónidas

Nota: os instantes estão referenciado à hora de verão para Portugal continental.

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Novembro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Novembro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.


Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Out 2019



 

1001: O céu nocturno de Outubro em 2019

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Outubro de 2019

Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Virgem, movendo-se para a constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudoeste.   A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,5 a 0,1. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2019”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Virgem, movendo-se para a constelação de Balança. No dia 3, Vénus estará a 3°N de Espiga pelas 2 horas. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -3,8 a -3,7.

Marte será visível ao amanhecer na constelação de Virgem, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 1,8.

Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Ofíuco.  No dia 3, Júpiter estará a 1,9°S da Lua pelas 21 horas.Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -1,9.

Saturno será visível ao anoitecer na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 20:30 horas do dia 1 de Outubro em Lisboa mostrando os planetas Júpiter e Saturno.


Fig. 2 – Céu visível às 07:00 horas do dia 15 de Outubro em Lisboa mostrando o planeta Marte e as estrelas mais brilhantes Sírio, Capela, Rígel, Prócion e Betelgeuse.


Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.


Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Outubro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Visibilidade dos Planetas em 2019 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Dracónidas e  das Oriónidas em Outubro

Nesta altura do ano, temos as duas chuvas de meteoros das Dracónidas e das Oriónidas. O instante da actividade máxima das Dracónidas é no dia 9 às 06 horas, na fase de Lua Crescente e um período de actividade muito curto (Período de Visibilidade de 06/10 a 10/10). As Dracónidas (também chamado Giacobínidas) é uma chuva de meteoros que está associada ao cometa Giacobini-Zinner.

As Oriónidas terão o instante da actividade máximano no dia 22 pelas 20 horas um dia depois do Quarto Minguante e um período de actividade mais alargado (Período de Visibilidade de 02/10 a 07/11). Esta chuva de meteoros resulta dos detritos deixados pelo cometa Halley, que passou a última vez pela Terra em 1986.

Como tanto as Dracónidas como as Oriónidas são chuvas de fraca intensidade, para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

O nome “Dracónidas” resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Dragão, assim o radiante da chuva das Dracónidas encontra-se na constelação do Dragão.
O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.

Informação sobre as Dracónidas e as Oriónidas

Nota: os instantes estão referenciado à hora de verão para Portugal continental.

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoróides.

Fases da Lua em Outubro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2019/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Outubro

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).


Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Set 2019