1426: Um Olhar de Relance sobre o ESO

A astronomia é muitas vezes descrita como a ciência mais antiga e, não há dúvida de que, a visão da majestosa Via Láctea – atravessando o céu numa noite límpida – deve ter sido uma visão inspiradora para as pessoas de todos os tempos e culturas. Actualmente a astronomia destaca-se como uma das ciências mais modernas e dinâmicas, usando algumas das mais avançadas tecnologias e sofisticadas técnicas. Presentemente atravessamos um período extremamente estimulante para a astronomia: a tecnologia permite-nos agora estudar objetos nos mais longínquos locais do Universo e também detectar a presença de planetas em torno de outras estrelas. Podemos começar a formular a resposta à questão fundamental que a todos fascina: estaremos sós no Universo?

O Observatório Europeu do Sul (ESO) é uma organização intergovernamental de ciência e tecnologia preeminente que se destaca por levar a cabo um programa de trabalhos ambicioso, focado na concepção, construção e funcionamento de observatórios astronómicos terrestres de ponta, que possibilitam importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação na investigação astronómica.

O ESO opera três observatórios de ponta na região do deserto de Atacama, no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. O primeiro, La Silla, situa-se a 2400 m de altitude, 600 km a norte de Santiago do Chile. Este observatório acolhe vários telescópios ópticos com espelhos de diâmetros que vão até aos 3,6 metros. O New Technology Telescope de 3,5 metros abriu um novo caminho relativamente à concepção e construção de telescópios e foi o primeiro no mundo a ter o espelho principal controlado por computador, uma tecnologia desenvolvida no ESO e hoje aplicada à maior parte dos grandes telescópios do mundo inteiro. É no telescópio de 3,6 m do ESO que se encontra montado o principal responsável pela descoberta de planetas extra-solares do mundo: o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), um espectrógrafo com uma precisão sem precedentes.

Embora La Silla continue a ser um observatório de ponta ocupando, a nível mundial, o segundo lugar no que concerne a produtividade da astronomia feita a partir do solo, o observatório do Paranal, a 2600 metros de altitude, onde se encontra o Very Large Telescope (VLT) é o padrão de referência da astronomia europeia. O Paranal situa-se a cerca de 130 km a sul de Antofagasta, no Chile, 12 km para o interior relativamente à costa do Pacífico, e é um dos sítios mais secos do planeta. As operações científicas começaram em 1999 e resultaram já em muitos e variados programas de investigação muito bem sucedidos.

O VLT é um telescópio bastante invulgar, baseado em tecnologia de ponta. Não é, na realidade, apenas um, mas sim um conjunto de quatro Telescópios Principais, cada um com um espelho principal de 8,2 metros de diâmetro. Com um destes telescópios podemos obter imagens, numa hora de exposição, de objectos celestes de magnitudes tão fracas como 30, o que corresponde a observar objectos que são quatro milhares de milhões de vezes menos brilhantes dos que os observados a olho nu.

O VLT é ainda composto por quatro telescópios adicionais, os Telescópios Auxiliares, de 1,8 metros de diâmetro que se podem deslocar. Uma das particularidades mais interessantes do VLT é a possibilidade de ser utilizado como um interferómetro óptico gigante (o interferómetro do VLT ou VLTI). Para isso combinamos a luz de vários dos telescópios, tanto dos Telescópios Principais como dos Telescópios Auxiliares. Em modo de interferómetro, o telescópio tem uma visão tão nítida como a que corresponde a um telescópio com um tamanho igual ao da separação entre os espelhos mais afastados. No VLTI, e utilizando os Telescópios Auxiliares, este valor pode chegar aos 200 metros.

Por ano, são apresentadas 2000 propostas de observação para a utilização dos telescópios do ESO, o que corresponde a quatro a seis vezes mais noites do que as disponíveis. O ESO é o observatório astronómico terrestre mais produtivo do mundo, o que equivale a muitas publicações anuais em revistas da especialidade com arbitragem científica: em 2013 foram publicados mais de 840 artigos baseados em dados do ESO. Adicionalmente, os artigos científicos baseados em dados do VLT são, em média, citados duas vezes mais que o normal. A elevada eficiência das “máquinas científicas” do ESO dão actualmente origem a enormes quantidades de dados a uma taxa muito elevada. Estes dados são guardados no Arquivo Científico permanente que se situa na Sede do ESO. O arquivo contém mais de 1,5 milhões de imagens e espectros, com um volume total de cerca de 65 terabytes (65 000 000 000 000 bytes), o que corresponde ao conteúdo de cerca de 30 milhões de livros de 1000 páginas cada um. Esta quantidade de livros ocuparia mais de 1000 quilómetros de estantes!

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), o maior projecto de astronomia terrestre que existe, é uma infra-estrutura revolucionária na astronomia mundial. O ALMA é constituído por uma rede de 66 antenas gigantes, de 12 e 7 metros de diâmetro, que observa na região das ondas de rádio milimétricas e sub-milimétricas. O ALMA começou as observações científicas em 2011 e foi inaugurado em 2013. O ALMA encontra-se no Llano de Chajnantor, a 5000 m de altitude – o que o torna num dos telescópios astronómicos mais altos do mundo. O projecto ALMA é uma parceria entre o ESO (que representa os seus Estados Membros), o NSF (EUA) e o NINS (Japão), em conjunto com o NCR (Canadá), o NSC e ASIAA (Ilha Formosa) e o KASI (Coreia do Sul), em cooperação com a República do Chile. O Observatório ALMA é operado conjuntamente pelo ESO, AUI/NRAO e NAOJ.

O Chajnantor alberga igualmente o APEX, um telescópio de 12 metros, que trabalha em ondas de rádio milimétricas e sub-milimétricas, e é operado pelo ESO em prol do Observatório Espacial Onsala, do Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia e do próprio ESO.

O passo seguinte é a construção do Extremely Large Telescope (ELT), um telescópio óptico/infravermelho com um espelho primário de 39 metros de diâmetro. O ELT será “o maior olho do mundo virado para o céu” – o telescópio no óptico e no infravermelho próximo maior do mundo inteiro – e o ESO está a delinear, juntamente com a comunidade, planos detalhados para a sua construção. O ELT permitirá obter respostas para as mais pertinentes questões em aberto da astronomia moderna e provavelmente revolucionará a nossa percepção do Universo, do mesmo modo que a luneta de Galileu o fez há 400 anos. Foi dada luz verde para a construção do ELT no final de 2014 e a primeira luz do telescópio está prevista para 2024.

A Sede do ESO situa-se em Garching, perto de Munique, na Alemanha. É lá que se encontra o centro científico, técnico e administrativo do ESO e onde são executados os programas de desenvolvimento técnico, de modo a dotar os observatórios dos mais avançados instrumentos.

ESO – European South Observatory

– Pode também ler este artigo no meu Blogue SPACENEWS 2.

 

 

1319: Calendário ESO 2021

One of our most popular products, the ESO Calendar, is now available in its 2021 incarnation, and can be purchased from the ESO online shop and in the ESO Supernova .

The calendar’s cover features a spectacular landscape around the relatively unknown central object, Gum 15, a nebula in which stars are being born. The image also features one of the closest supernova remnants to Earth, which exploded between 11 000 and 12 300 years ago and is located 800 light-years away from our cosmic home.

Image credit: ESO Astronomy /Digitized Sky Survey 2
Acknowledgement: Davide De Martin
http://orlo.uk/KmQF1

Um dos nossos produtos mais populares, o Calendário ESO, está agora disponível na sua encarnação 2021, e pode ser comprado na loja online ESO e na 2021

A capa do calendário apresenta uma paisagem espectacular em torno do objecto central relativamente desconhecido, chiclete 15, uma nebulosa em que as estrelas estão a nascer. A imagem também apresenta um dos restos mais próximos da super-nova da Terra, que explodiu entre 11 000 e 12 há 300 anos e está localizada a 800 anos-luz de distância da nossa casa cósmica.

Crédito da imagem: ESO Astronomy / Digitalized Sky Survey 2
Reconhecimento: Davide De Martin
http://orlo.uk/KmQF1

ESO Astronomy
23/09/2020

 

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1318: ESO Astronomy

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  • Desenvolvendo seu perfil científico beneficiando de um ambiente científico rico e estruturado onde eles podem interagir com mais cientistas idosos;
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  •  Getting preparado para assumir responsabilidades científicas, técnicas ou de supervisão / gestão mais elevadas em posições futuras.
Em caso afirmativo, candidatar-se ao Programa de Irmandade ESO, com posições disponíveis em Garching, Alemanha e Santiago, Chile!
O prazo a aplicar é 15 de Outubro de 2020.
Siga a nossa página do LinkedIn para ficar a par das oportunidades de carreira no ESO: http://orlo.uk/MKLCx

Crédito da imagem: E. Graf /

ESO Astronomy

 

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1314: Virtual Guided Tour of the Paranal Observatory in Chile, ESO.

ESO Astronomy

esteve em directo.

 

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875: ESO Astronomy

ESO Astronomy
10/06/2019

ESO foto da semana: esta paisagem áspera e enrugada pode assemelhar-se a Marte, mas é de facto muito mais perto de casa – este patch do terreno de rippled é uma região norte do deserto de Atacama chileno, casa para muitos dos telescópios mundiais de ESO e observatórios.
A aparência distintamente sobrenatural do deserto não passou despercebida; esta parte do mundo é realmente usada como um “site analógico” Para Marte! Visível logo abaixo da direita do centro nesta imagem é um aglomerado de estruturas – esta é a instalação de suporte de operações para a ALMA Observatory a maior instalação de base de terreno do mundo para observações no regime de comprimentos de onda de milímetro e sub-milimétrica.
Crédito da imagem: Planet Labs Inc. (cc por-SA 4.0) http://socsi.in/qztng



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764: Maior espelho convexo do mundo pronto para acabamentos finais

Espelho M2 do ELT enviado para França para polimento final

O trabalho relativo à óptica elaborada do Extremely Large Telescope de 39 metros do ESO (ELT) deu um grande passo em frente no seguimento da moldagem, ceramização, recozimento, maquinagem e condicionamento ácido do substrato para o espelho secundário do ELT, o M2. Este espelho de 3 toneladas foi fabricado a partir de um material cerâmico de baixa expansão chamado ZERODUR® pela empresa alemã SCHOTT [1], encontrando-se agora quase na sua forma final. A criação desta obra-prima tecnológica tratou-se de um processo desafiador, necessitando de máquinas CNC de vanguarda para o polimento correto do espelho. Agora, empacotado de forma segura numa caixa de transporte enorme, o espelho quase final está a ser enviado para França para ser finamente polido pela Safran Reosc.

Apesar de ser um espelho secundário, o M2 tem o diâmetro impressionante de 4,25 metros — maior que o espelho primário de muitos telescópios astronómicos que se encontram actualmente em operação. Após os 16 meses de fabrico cuidado na SCHOTT, o M2 irá agora receber os toques finais — mais precisamente, o polimento final — na Safran Reosc. A companhia francesa polirá toda a superfície óptica do espelho com uma precisão de 15 nanómetros, sendo posteriormente aplicada pelo ESO uma camada final de prata reflectora, assim como uma camada protectora muito fina de óxido de silício, o que será feito numa infra-estrutura de revestimento do Observatório do Paranal do ESO, no Chile.

O M2 será o maior espelho secundário alguma vez construído para um telescópio e será também o maior espelho convectivo alguma vez produzido. O fabrico de um tal espelho altamente convexo é bastante complexo — e o resultado constituirá um exemplo verdadeiramente notável de engenharia óptica pioneira. O espelho secundário e o seu sistema de suporte — o qual pesará 12 toneladas — ficarão pendurados de cabeça para baixo por cima do espelho primário de 39 metros do ELT.

Notas

[1] O vidro cerâmico ZERODUR® foi originalmente desenvolvido para telescópios astronómicos nos finais da década de 1960. Este material não apresenta praticamente nenhuma expansão térmica, o que significa que mesmo nos casos de enormes flutuações de temperatura, o material não se expande. Quimicamente, é um material muito resistente, podendo por isso ser polido até atingir um elevado grau de acabamento. A camada reflectora, de alumínio ou prata, é normalmente vaporizada na superfície extremamente polida do espelho pouco antes do telescópio começar as operações. Muitos telescópios conhecidos com espelhos de ZERODUR® têm vindo a operar com sucesso desde há várias décadas, incluindo o Very Large Telescope do ESO, situado no topo do Cerro Paranal no Chile.

Links

Contactos

Calum Turner
ESO Public Information Officer
Garching bei München, Alemanha
Tel: +49 89 3200 6670
Email: pio@eso.org

ESO education & Public Outreach Department
22/01/2019



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736: Materiais gratuitos open-source do Planetário & Centro de Visitantes Super-nova do ESO

O primeiro planetário open-source do mundo disponibiliza uma enorme quantidade de materiais gratuitos para a divulgação da astronomia

Desde a sua abertura em Abril de 2018, o Planetário & Centro de Visitantes Super-nova do ESO partilhou já as maravilhas do Universo com mais de 55 000 visitantes e capturou a atenção de audiências em todo o mundo. Agora, a extensa colecção de materiais do Super-nova do ESO, composta por imagens de alta resolução, vídeos, textos educativos e recursos para planetário, assim como uma versão digital da sua exposição astronómica de vanguarda, estão online disponíveis para download de forma gratuita.

O Planetário & Centro de Visitantes Supernova do ESO é o primeiro planetário open-source do mundo e parte da sua missão centra-se no desenvolvimento e partilha de imagens, textos e materiais tanto para o público em geral como para divulgadores científicos de astronomia. Agora que o Super-nova do ESO está aberto ao público, o extenso conteúdo da sua exposição, uma enorme variedade de espectáculos de planetário e muitos outros materiais de divulgação de alta qualidade estão disponíveis online, podendo ser reutilizados ao abrigo da licença Creative Commons 4.0. Um destaque particular deste material open-source vai para a exposição permanente do Super-nova do ESO — O Universo Vivo — que cobre o tema da vida no Universo no sentido mais abrangente. A exposição leva aos visitantes tópicos astronómicos ao focar-se na ligação Homem-Universo e em como observamos o Universo, dando especial ênfase às infra-estruturas do ESO. O texto e as imagens dos placards, imagens de parede, imagens do chão e ecrãs interactivos, que constituem esta exposição de 2200 m2, estão disponíveis para download de forma gratuita (ver o resumo abaixo).

Os placards, concebidos e colocados pela design und mehr, podem ser vistos na página web como conteúdo HTML, ficheiros PDF ou ainda ficheiros InDesign, os quais permitem a adaptação dos placards a qualquer propósito. Este material responde a diversas questões astronómicas em três níveis diferentes: muito brevemente num nível de mera informação, mais profundamente a nível educativo e de modo fácil, especialmente preparado para crianças. Cada placard contém imagens de alta resolução e gráficos bastante simples.

Para além dos placards, o novo arquivo online contém ainda mais de 100 aplicações kiosk, as quais fornecem conteúdos interactivos e não interactivos aprofundados sobre diferentes tópicos astronómicos. Tal como os placards, estas apps são todas bilingues. As apps serão actualizadas regularmente, de modo a acrescentarem-se novos conteúdos que reflectirão a investigação astronómica mais recente. As apps funcionam em qualquer computador  ligado à Internet que tenha instalado o Google Chrome, no entanto estão optimizadas para ser vistas num ecrã com um formato de 16:9 (por exemplo 1920×1080 pixels) [1].

Tanto os interessados em astronomia como os profissionais que trabalham em centros de ciência podem ainda navegar pela extensa base de imagens e vídeos astronómicos de alta resolução e alta qualidade que juntámos para o Super-nova do ESO. Este arquivo contém imagens astronómicas obtidas por telescópios de todo o mundo, clips de vídeo educativos, gráficos simples que explicam fenómenos astronómicos, impressões artísticas e belas vistas do céu nocturno.

A este arquivo adiciona-se a já existente base de imagens e vídeos da página web principal do ESO. Os vídeos do arquivo do ESO incluem ainda filmes de 360 por 180 graus para experiência imersiva, que podem ser usados com óculos de realidade virtual (VR), tais como Zeiss VR One, Oculus Rift, HTC Vive ou Google Cardboard. Um terceiro arquivo de imagens e vídeos encontra-se ainda disponível na página web da ESA/Hubble, a qual é também mantida pelo ESO. Todos estes materiais pode ser reutilizados ao abrigo da licença Creative Commons 4.0.

Para além desta enorme variedade de materiais visuais, o ESO partilha ainda um arquivo de música com quase 500 bandas sonoras gratuitas compostas pelos Embaixadores Musicais do ESO, incluindo Jennifer Galatis, Johan B. Monell, tonelabs, John Dyson, STAN DART e Steve Buick. Estão também disponíveis modelos tridimensionais de imensos conteúdos, desde telescópios do ESO a órbitas de estrelas no seio da Via Láctea.

O ESO tinha já divulgado materiais visuais para planetário e continua assim a acrescentar recursos disponíveis online. Entre o material disponível gratuitamente, encontram-se dois espectáculos de planetário completos: Europa para as Estrelas e O Sol, a Nossa Estrela Viva. À medida que o Super-nova continua a cativar as audiências, o ESO continuará a desenvolver materiais e recursos para a divulgação da astronomia junto do grande público.

Resumo dos conteúdos disponíveis:

147

Placards completos da exposição em ficheiros PDF e Indesign

147

Placards Html

104

Apps kiosk (funcionam em qualquer PC ligado à Internet com um ecrã e o Goggle Chrome instalado)

18 500

Imagens de alta-resolução da exposição, disponibilizadas ao abrigo da licença CC (até 50000 pixels)

5000

Vídeos (animações e vodcasts), disponibilizados ao abrigo da licença CC (até resoluções UHD)

10

Vídeos de Realidade Virtual

460

Arquivo de Músicas

13

Modelos tridimensionais

11

Repositórios de código fonte para aplicações interactivas desenvolvidas pelo HITS

26

Webcams, incluindo imagens olho de peixe do Paranal e do ALMA para planetários

Notas

[1] As apps são divulgadas tal como estão e o ESO infelizmente não pode dar nenhum apoio técnico. Note que o download das imagens e vídeos demorará alguns minutos da primeira vez que a app for usada e os estiver a guardar no cache. Utilize a versão mais recente do Chrome e corra-o em modo Kiosk (google-chrome –no-first-run –touch-events=enabled –disable-infobars –disable-session-crashed-bubble –disable-tab-switcher –disable-translate –kiosk URL). Não use o modo Incógnito. Verifique que tem espaço suficiente no disco. As apps estão apenas disponíveis em inglês e alemão.

Informações adicionais

Planetário & Centro de Visitantes Super-nova do ESO

O Planetário & Centro de Visitantes Super nova do ESO é um centro de astronomia de vanguarda para o público e uma infra-estrutura educativa, situado no mesmo local que a Sede do ESO em Garching bei München. O centro comporta o maior planetário inclinado da Alemanha, Áustria e Suíça, para além de uma exposição interactiva, partilhando com os seus visitantes o fascinante mundo da astronomia e do ESO, no intuito de inspirar gerações futuras a apreciar e a compreender o Universo que nos rodeia. Todo o conteúdo encontra-se disponível em inglês e alemão e a entrada é gratuita, embora sujeita a marcação prévia. Para mais informações consulte o link: supernova.eso.org

O Planetário & Centro de Visitantes Super-nova do ESO surge de uma colaboração entre o Observatório Europeu do Sul (ESO) e o Instituto de Estudos Teóricos de Heidelberg (HITS). O edifício foi doado pela Klaus Tschira Stiftung (KTS), uma fundação alemã e o ESO encarrega-se de gerir e operar a infra-estrutura.

O Supernova do ESO é apoiado financeiramente por: LOR Foundation, Evans & Sutherland, Sky-Skan e Energie-Wende-Garching.

KTS

A Klaus Tschira Stiftung (KTS) foi co-fundada em 1995 pelo físico Klaus Tschira (1940 – 2015) e trata-se de uma das maiores fundações europeias financiadas a título privado sem fins lucrativos. A Fundação promove o avanço das ciências naturais, matemática e ciência de computadores, pretendendo aumentar o gosto por estas áreas. O empenhamento da Fundação começa no jardim de infância e estende-se pelas escolas, universidades e centros de investigação. A Fundação apadrinha novos métodos de transferência de conhecimento científico e apoia tanto o desenvolvimento como a apresentação cuidada de descobertas científicas.

HITS

O Instituto Heidelberg de Estudos Teóricos (HITS gGmbH) foi estabelecido em 2010 pelo físico e co-fundador Klaus Tschira (1940 – 2015) e a sua fundação, a Klaus Tschira Stiftung, como uma instituição privada sem fins lucrativos. O HITS leva a cabo investigação de base no âmbito das ciências naturais, matemática e ciência de computadores, com especial enfoque no processamento, estruturação e análise de grandes quantidades de dados. As áreas de investigação vão desde a biologia molecular à astrofísica. Os accionistas do HITS juntam-se na HITS Siftung, uma subsidiária da Fundação Klaus Tschira, da Universidade de Heidelberg e do Instituto de Tecnologia Karlsruhe (KIT). O HITS coopera igualmente com outras universidades e institutos de investigação e com parceiros industriais. O financiamento base do HITS vem da HITS Stiftung com fundos recebidos da Fundação Klaus Tschira. As principais agências de financiamento externo são o Ministério Federal de Educação e Investigação (BMBF), a Fundação Alemã de Investigação (DFG) e a União Europeia.

ESO

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a investigação em astronomia e é de longe o observatório astronómico mais produtivo do mundo. O ESO tem 16 Estados Membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça, para além do país de acolhimento, o Chile, e a Austrália, um parceiro estratégico. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambicioso, focado na concepção, construção e operação de observatórios astronómicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrónomos importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação na investigação astronómica. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope e o Interferómetro do Very Large Telescope, o observatório astronómico óptico mais avançado do mundo, para além de dois telescópios de rastreio: o VISTA, que trabalha no infravermelho, e o VLT Survey Telescope, concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é também um parceiro principal em duas infra-estruturas situadas no Chajnantor, o APEX e o ALMA, o maior projecto astronómico que existe actualmente. E no Cerro Armazones, próximo do Paranal, o ESO está a construir o Extremely Large Telescope (ELT) de 39 metros, que será “o maior olho do mundo virado para o céu”.

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Margarida Serote
Representante da Rede de Divulgação Científica do ESO em Portugal
Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Portugal
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Mathias Jäger
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Email: mjaeger@partner.eso.org

Tania Johnston
ESO Supernova Coordinator
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Tel.: +49 89 320 061 30
Telm.: +49 170 867 5293
Email: tjohnsto@eso.org

Lars Lindberg Christensen
Head of ESO ePOD
Garching bei München, Germany
Tel.: +49 89 3200 6761
Telm.: +49 173 3872 621
Email: lars@eso.org

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Este texto é a tradução da Nota de Imprensa do ESO eso1901, cortesia do ESON, uma rede de pessoas nos Países Membros do ESO, que servem como pontos de contacto local com os meios de comunicação social, em ligação com os desenvolvimentos do ESO. A representante do nodo português é Margarida Serote.

ESO
11/01/2019



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– Este, será o último artigo do ESO que inserirei neste Blogue, dado que os imensos links acima referenciados, nenhum deles possui abertura numa página nova, pelo que estar a configurar cada um deles para que isso aconteça, não é viável e perde-se imenso tempo, além de ter de corrigir texto brasuquês para português..

632: Notícias do ESO

A Irlanda junta-se ao Observatório Europeu do Sul

Irlanda assina acordo tornando-se assim o 16º Estado Membro do ESO

No dia 26 de Setembro, John Halligan, ministro irlandês de Formação, Competências, Inovação, Investigação e Desenvolvimento, e Xavier Barcons, Director Geral do ESO, assinaram o Tratado de Adesão que permite que a Irlanda se junte ao Observatório Europeu do Sul (ESO) — o observatório astronómico mais produtivo do mundo. O ESO aguarda com expectativa acolher a Irlanda nesta organização e trabalhar com os astrónomos e indústria da nação para fazer avançar a fronteira do conhecimento na astronomia.

Os astrónomos irlandeses preparam-se para ter acesso aos telescópios astronómicos terrestres mais avançados do mundo, no seguimento da assinatura do Tratado de Adesão da Irlanda ao ESO em Dublin hoje, dia 26 de Setembro de 2018. A assinatura do Tratado vem no seguimento da aprovação por unanimidade da adesão da Irlanda ao ESO por parte do Conselho desta organização, na sua reunião do passado dia 6 de Junho de 2018.

O processo formal de ratificação da adesão irlandesa ao ESO está praticamente completo, tendo tido já a aprovação da Assembleia National e do Senado irlandeses (Dáil Éireann e Seanad Éireann). Este processo estará completo quando o instrumento da ratificação — um documento oficial — for entregue ao ministro dos Negócios Estrangeiros francês, o que se espera que aconteça nos próximos dias. O dia da entrega do documento marcará a data oficial da adesão da Irlanda ao ESO.

Temos o maior prazer em acolher a Irlanda como o nosso membro mais recente” declarou o Director Geral do ESO, Xavier Barcons. ”A comunidade astronómica irlandesa, bastante próspera e bem consolidada, representa uma mais valia a acrescentar à enorme variedade de competências dos Estados Membro do ESO, fortalecendo a posição do ESO na vanguarda da astronomia global. Os astrónomos irlandeses terão acesso ao complemento dos telescópios astronómicos terrestres mais avançados do mundo e terão ainda a oportunidade de participar na construção da próxima geração de instrumentos do ESO, em parceria com os restantes Estados Membros do ESO. Aguardamos igualmente com expectativa trabalhar com parceiros da indústria irlandesa na construção e operação dos telescópios de vanguarda do ESO.

A adesão solidifica a posição da comunidade astronómica de investigadores da Irlanda como uma mais valia para a astronomia mundial. Com esta adesão, a Irlanda passa a ter acesso aos telescópios e instrumentos de vanguarda do ESO, incluindo o Very Large Telescope (VLT), instalado no Paranal, e o Atacama Large Millimeter/submillimiter Array (ALMA), colocado no Chajnantor, tendo ainda a oportunidade de contribuir para a construção do Extremely Large Telescope (ELT) nos próximos anos.

Ao juntar-se ao ESO, a Irlanda aumenta a sua já rica história astronómica, a qual se estende ao longo de vários séculos. Durante várias décadas do séculos XIX, a Irlanda acolheu o maior telescópio do mundo — o Leviatã de Parsonstown — um telescópio reflector de 1,8 metros instalado em Bir Castle (local que acolhe actualmente o l-LOFAR, um rádio telescópio de baixa frequência alargado à Europa). A vibrante comunidade irlandesa de investigadores e o sector industrial de alta tecnologia apoiaram a adesão ao ESO durante muitos anos, tendo agora acesso a uma variedade de instrumentação e oportunidades industriais como resultado desta adesão.

Durante o discurso da cerimónia de assinatura, o ministro Halligan enfatizou este importante passo no processo de adesão da Irlanda ao ESO: “Estou muito contente por ter assinado o Tratado de Adesão com o Observatório Europeu do Sul. Este ato representa o culminar de um trabalho significativo levado a cabo pelo nosso governo e pelo ESO, assim como pela comunidade astrofísica irlandesa. Como membro da organização astronómica líder mundial, a Irlanda tem a oportunidade de aceder a excelente investigação, inovação, colaborações e contratos industriais. Este investimento significativo na nossa comunidade científica demonstra bem o empenhamento continuado do governo irlandês na investigação e desenvolvimento dos nossos sectores tanto académico como industrial.”

Informações adicionais

O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a investigação em astronomia e é de longe o observatório astronómico mais produtivo do mundo. O ESO tem 16 Estados Membros: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça, para além do país de acolhimento, o Chile, e a Austrália, um parceiro estratégico. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambicioso, focado na concepção, construção e operação de observatórios astronómicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrónomos importantes descobertas científicas. O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação na investigação astronómica. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera  o Very Large Telescope e o Interferómetro do Very Large Telescope, o observatório astronómico óptico mais avançado do mundo, para além de dois telescópios de rastreio: o VISTA, que trabalha no infravermelho, e o VLT Survey Telescope, concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é também um parceiro principal em duas infraestruturas situadas no Chajnantor, o APEX e o ALMA, o maior projecto astronómico que existe actualmente. E no Cerro Armazones, próximo do Paranal, o ESO está a construir o Extremely Large Telescope (ELT) de 39 metros, que será “o maior olho do mundo virado para o céu”.

Contactos

Margarida Serote
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Este texto é a tradução da Nota de Imprensa do ESO eso1831, cortesia do ESON, uma rede de pessoas nos Países Membros do ESO, que servem como pontos de contacto local com os meios de comunicação social, em ligação com os desenvolvimentos do ESO. A representante do nodo português é Margarida Serote.

ESO
26 de Setembro de 2018



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512: Evento do eclipse total do Sol em 2019

A 2 de Julho de 2019 um dos fenómenos naturais astronómicos mais impressionantes será visível no Observatório de La Silla do ESO no Chile — um eclipse total do Sol. Uma vez que tais eventos são muito raros — o próximo visível em La Silla ocorrerá daqui a 212 anos — o ESO está a organizar uma campanha de actividades de divulgação e observação no local, permitindo assim ao grande público assistir a este extraordinário evento.

Neste sentido, estarão disponíveis a partir das 12:00 (hora de Portugal Continental) de sexta-feira, dia 13 de Julho de 2018, bilhetes para participar neste evento.

A nota de imprensa, imagens e vídeos estão disponíveis em:
https://www.eso.org/public/portugal/news/eso1822/

Atenciosamente,
Departamento de Educação e Divulgação do ESO
4 de Julho de 2018



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450: ESO — Uma vizinhança superlotada — Photo Release eso1816pt

Brilhando intensamente a cerca de 160 000 anos-luz de distância da Terra, a Nebulosa da Tarântula é a estrutura mais impressionante da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da nossa Via Láctea.

O Telescópio de Rastreio do VLT, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, observou esta região e os seus arredores ricos com extremo detalhe, revelando uma paisagem cósmica de enxames de estrelas, nuvens de gás brilhante e restos de explosões de super-novas. Trata-se da imagem mais nítida, obtida até à data, de toda a região.

A nota de imprensa, imagens e vídeos estão disponíveis em:
https://www.eso.org/public/portugal/news/eso1816/

Atenciosamente,
Departamento de Educação e Divulgação do ESO
30 de Maio de 2018


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