550: Eclipse da Lua de hoje, 27.Jul.2018

 

27072018@22:10: nada… de nada… nem rasto de Lua quanto mais de eclipse… mal empregado tempo a montar os equipamentos…

27072018£19:00: “artilharia” montada embora a “esperança” – se é que ela existe -, não seja muita para esta sessão de hoje… Faltam as câmaras que serão instaladas na altura. Vou utilizar filtros Neodymium & IR-Cut e ND e talvez experimente um polarizador variável.


Telescópios:
Skywatcher Mak ∅127/1500mm
Skywatcher refractor ∅80/400mm
ambos com diagonais dieléctricas de 1,25″ e 2″. Também vou utilizar foco primário e Powermate Televue 2.5x.

Em Faro, a lua vai nascer às 20.38, em Lisboa às 20.47, no Porto às 20.51 em Ponta Delgada às 20.52 e no Funchal às 21.05. Se estiver num destes sítios procure um local com um horizonte límpido, a nascente, leste, para poder ver a lua a subir no céu, durante 50 minutos.

270720148@15:45 – céu limpo de nuvens, vou começar a montar o equipamento de observação no backyard, único local onde poderei (?) tentar ver e fotografar o eclipse lunar de hoje.



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541: Vem aí uma Lua Vermelha. Até 2100 não há outra igual

Sexta-feira. Dia 27. Quando a Lua nascer em Portugal já está em eclipse total. E vai poder vê-la em tom avermelhado a subir no céu durante 50 minutos. É o eclipse com maior duração deste século.

Quando a Lua nascer em Portugal ao início da noite do dia 27 de Julho, já está em eclipse total.
© Reuters

Em Faro, a lua vai nascer às 20.38, em Lisboa às 20.47, no Porto às 20.51 em Ponta Delgada às 20.52 e no Funchal às 21.05. Se estiver num destes sítios procure um local com um horizonte límpido, a nascente, leste, para poder ver a lua a subir no céu, durante 50 minutos. Este é o eclipse que os cientistas já identificaram como o maior deste século, com uma duração de uma hora e mais de 40 minutos. “Até 2100, não há outro igual”, confirmou ao DN Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa.

Mas este eclipse, que terá apenas mais um a dois minutos do que todos os outros ocorridos até agora e que ainda aí vêm, poderá ser visto em todo o território português e em outras zonas do mundo, como Austrália, Antárctida, Ásia, África, Médio Oriente, Europa, América do Sul, sul do Oceano Pacífico, Oceano Índico e do Oceano Atlântico.

“Em Portugal vai ser possível ver logo assim que a lua nasce. O nosso País está naquela posição em que quando a lua nasce já está em eclipse total. Isto faz com que quem queria observar desde o início o eclipse procure um local com um horizonte límpido a leste para a ver aparecer em cima do horizonte, porque quem estiver numa zona em que no seu horizonte tenha prédios, uma colina, árvores, etc, não vai conseguir ver tudo na totalidade”, explica o professor Rui Agostinho. Aliás, desta vez, o Observatório Astronómico de Lisboa não terá actividade pública precisamente porque “o nosso horizonte não é límpido. Temos árvores, o que não permitiria uma visualização completa”, especifica.

A lua nasce a leste, mas um pouco virada a sul, e vai estar apenas a 15 graus de altura da terra. “Não vai subir muito alto. O máximo do eclipse será até às 21.22. São 50 minutos, por isso, é preciso reforçar esta ideia de que se deve procurar um horizonte desimpedido para se poder observar este eclipse da lua. Ela começa a sair da totalidade pelas 22.14”, explica ainda o presidente do OAL.

No céu nesse dia, vai ter uma lua avermelhada, “o que é habitual num eclipse da lua”, explicam-nos, mas pode começar por ter um tom amarelo-escuro que vai assumindo aos poucos um tom vermelho-alaranjado bastante vivo, ou mesmo cor de cobre. Aliás, até aos momentos finais do pôr do sol será possível observar uma infinidade de diferentes tonalidades do vermelho, um efeito que é provocado pela refracção da luz nas diferentes camadas atmosféricas e que se prolonga no espaço.

Se estiver nestes cinco locais veja as horas a que a Lua nasce. © DR-OAL

Segundo explica Rui Agostinho, “as diferentes tonalidades que podem ser observadas num eclipse lunar podem demonstrar o estado de saturação da nossa atmosfera com poeiras provenientes de actividade vulcânica recente ou de fenómenos meteorológicos de grande dimensão. Quanto maior for a quantidade de poeiras existentes na atmosfera, mais escuro será o eclipse e a coloração da Lua.”

Um eclipse total da Lua é um fenómeno astronómico que ocorre quando a Terra se encontra entre o Sol e a Lua, de forma a projectar a sua sombra na Lua, que atravessa completamente a sombra da Terra. Isto sucede quando a Lua, em fase de Lua cheia, passa nos seus nodos ou na sua proximidade.


Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
23 Julho 2018 — 13:19

– Infelizmente, este acontecimento vai passar-me ao lado dado que não tenho a mínima condição de observação, com a agravante de ter uma PL altamente intensa. Já imaginaram observar o céu com um candeeiro de iluminação pública, espetado na parede do prédio, quase por cima da cabeça? Vejam então a imagem e tirem as vossas conclusões…




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504: O céu nocturno de Julho em 2018

Vesta visível à vista desarmada em Julho de 2018

O asteróide Vesta (4 Vesta) estará visível à vista desarmada até aproximadamente dia 20 de Julho, na constelação de Ofiúco, não muito longe de Saturno. A melhor altura para o observar será durante a sua passagem meridiana, quando está mais alto no céu. Nessa altura estará na direcção sul (azimute 0º). Opte por um local e dia  em que o céu seja mais escuro (como Quarto Minguante, Lua Nova) para possibilitar a visualização, pois a sua magnitude está no limite da visibilidade a olho nu.

crédito de imagem: Nasa

O asteróide Vesta foi descoberto em 29 de Março de 1807 por Heinrich Wilhelm Olbers e  encontra-se na cintura de asteróides entre Marte e Júpiter, a 2,36 UA do Sol. Vesta é um asteróide tipo V. O seu tamanho e o brilho na sua superfície fazem de Vesta o asteróide mais brilhante de todos. É o único asteróide que ocasionalmente é visível a olho nu.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso do asteróide Vesta.

Fig. 1 – Céu visível às 22h15min do dia 15 de Julho em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Marte, Júpiter, Saturno e o asteróide Vesta.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Julho de 2018

Mercúrio será visível ao anoitecer até dia 28 na constelação de Caranguejo, e depois passa para a constelação de Leão. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,2 a 1,8. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Leão. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,9 a -4,1. No dia 9, Vénus estará a 1,1°N de Régulo pelas 21 horas. 

Marte será visível durante a madrugada na constelação de Capricórnio, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -2,8. No dia 1, Marte estará a 5°S da Lua pelas 3 horas. No dia 26, Marte estará em movimento retrogrado. No dia 27, Marte estará em oposição pelas 05 horas, e estará a 7°S da Lua pelas 23 horas.  No dia 31, Marte estará à distância mínima da Terra pelas 9 horas.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,3 a -2,1.

Saturno será visível ao anoitecer e durante grande parte da noite na constelação de Sagitário. No dia 1, Saturno estará a 1,6°S da Lua pelas 2 horas. No dia 28, Saturno estará a 1,8°S da Lua pelas 5 horas. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,0 a 0,2.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Julho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros Ariétidas, ζ Perseidas, β Táuridas e δ Aquáridas em Julho

Nesta altura ocorrem 3 chuvas de meteoros diurnas: as Ariétidas, as ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Carneiro, como as de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se ver a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer. Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas ocorre entre 12 de Julho e 23 de Agosto, e a actividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia de 30 de Julho. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Também neste mês de Julho inicia a famosa chuva de meteoros nocturna das Perseidas que ocorre entre 17 de Julho e 24 de Agosto.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source). O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão recta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários activos têm os seus radiantes.

Fig. 2 – (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a Julho, o radiante do ANT em Junho encontra-se nas constelações de Sagitário e de Escorpião.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Ariétidas, ζ Perseidas, β Táuridas, δ Aquáridas e Perseidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoróides.
Fases da Lua em Julho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Julho

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL- Observatório Astronómico de Lisboa
1 Jul 2018



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