476: Noites no Observatório – Um Universo com ALMA


A sessão terá início com a palestra às 21:30. Após a palestra haverá um pequeno espectáculo de música e efeitos na cúpula do Planetário. As observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.


Um Universo com ALMA

por Hugo Messias, do Joint ALMA Observatory e Observatório Europeu do Sul

Melhorar o nosso conhecimento sobre o Universo passa por termos acesso, entre outros, a telescópios cada vez maiores. Neste sentido, a colaboração em Astronomia é algo crucial para o desenvolvimento desta área científica.

Numa altura em que os próximos megatelescópios já se encontram em construção, falaremos do Atacama Large Millimeter Array (ALMA) o primeiro destes telescópios a ser inaugurado. Em especial, falaremos  da contribuição do ALMA para um tipo de observações que transformará a Terra num telescópio.

Nesta palestra vamos explorar o potencial imenso destes mega-telescópios, desde a observação do buraco negro super-massivo no centro da Via Láctea, à formação de jactos em galáxias.

Nota Biográfica

O Hugo Messias é Licenciado em Física (ramo Astronomia e Astrofísica) pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e doutorado em Astronomia e Astrofísica pela Universidade de Lisboa.

Após o seu doutoramento, rumou ao Chile para trabalhar na Universidad de Concepción, com dados do maior radiotelescópio do mundo, o Atacama Large Millimeter Array (ALMA). Entre 2014 e 2016, ao abrigo de uma bolsa de pós-doutoramento da FCT, foi o Cientista responsável do Centro Português de Competências ALMA.

Actualmente, o Hugo trabalha como investigador no ALMA, onde contribui para a ciência produzida por um dos telescópios mais poderosos do mundo.

As Noites no Observatório são organizadas pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, em parceria com o Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva.

Duração:

3 horas

Entrada livre

Inscrição

Apesar de ter acesso gratuito, a actividade requer uma inscrição obrigatória que é realizada exclusivamente online. Para se inscrever, aceda a esta página.
Atenção: De forma a garantir que o maior número possível de pessoas possa assistir às nossas actividades, e tendo em conta as desistências sem aviso prévio, serão solicitados por e-mail até dois pedidos de confirmação de presença no evento, por cada inscrição efectuada. A ausência de resposta até 48 horas após a recepção de um pedido de confirmação de presença será tomada como uma desistência e a inscrição será cancelada. Por este motivo, esteja atento à sua caixa de correio electrónico de modo a poder confirmar a sua participação nas actividades, quando lhe for solicitado.
Atenção: Deverá levantar uma senha de inscrição na porta do Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva entre as 21:00 e as 21:25 no dia do evento. Após as 21:25, as senhas não levantadas serão atribuídas a pessoas inscritas em lista de espera e, por ordem de chegada, a pessoas sem inscrição.
Importante: 
A existência de observações astronómicas está sujeita às condições meteorológicas. Como têm lugar no exterior, aconselha-se o uso de roupa confortável e quente.
A realização da palestra é independente das observações e as portas abrem meia hora antes do evento.
Receba os anúncios antecipadamente:
O tema da palestra e o programa são divulgados na segunda-feira da semana anterior ao evento. A divulgação é realizada através da página Internet do IA, assim como da newsletter do IA. Pode ainda receber os anúncios através da página de facebook do IA assim como do grupo facebook das Noites no Observatório.

Localização

Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva
Museu de Marinha
Praça do Império
Lisboa

Como chegar

De carro
GPS – 38.698140, -9.208919

De autocarro
714, 727, 28, 729, 751 e 201

De eléctrico
15

De barco
Estação fluvial de Belém ( Transtejo)

Videotransmissão

Pode assistir à sessão a partir de casa acedendo ao seguinte endereço e interagir com o palestrante, colocando as suas questões online.

A videotransmissão das palestras tem o apoio da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), unidade da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

ia – instituto de astrofísica e ciência do espaço

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454: O céu nocturno de Junho em 2018

O céu nocturno de Junho em 2018

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de Junho de 2018

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 11 na constelação de Touro, e depois passa para a constelação de Gémeos e Caranguejo. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -1,7 a -0,2. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Gémeos, movendo-se depois para a constelação de Caranguejo e Leão. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,8 a -3,9. 

Marte será visível durante a madrugada na constelação de Capricórnio, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,2 a -2,1.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,5 a -2,3.

Saturno será visível durante a noite na constelação de Sagitário. No dia 1, Saturno estará a 1,6°S da Lua pelas 2 horas. No dia 28, Saturno estará a 1,8°S da Lua pelas 5 horas. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,2 a 0,0.

Fig. 1 – Céu visível às 21h40min do dia 1 de Junho em Lisboa mostrando os planetas Vénus e Júpiter.

Fig. 2 – Céu visível às 03h do dia 15 de Junho em Lisboa mostrando os planetas Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.
Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Junho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros Ariétidas, ζ Perseidas e β Táuridas em Junho

Nesta altura ocorrem as chuvas de meteoros das Ariétidas, a famosa das ζ Perseidas e as β Táuridas que são diurnas. Ambas as constelações do Carneiro, Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se verem a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source).

O ANT é uma grande área, aproximadamente oval ao redor da α = 30◦ por δ = 15◦ em tamanho, centrado cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (portanto, não tem número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, se fraco, de chuva de meteoros secundários activos têm seus radiantes.

Fig. 3 (do IMO) mostra os radiantes entre maio a Julho, o radiante do ANT em Junho encontra-se na constelação de Sagitário.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das η Aquáridas, Ariétidas e ζ Perseidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Junho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Junho

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar
OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
01/06/2018

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