157: Sessão lunar 27.Out.2017

 
18:00 horas, Sol bem forte, Lua bem visível, experiência de imagens nestas condições:



As 3 imagens de cima foram captadas com:

  • Telescópio Skywatcher Mak 127/1500 + montagem equatorial SW EQ3-2
  • Com e sem diagonal 45º
  • Filtro Light Yellow #8
  • Focagem com Skywatcher buscador 9×50 com retícula iluminada e ocular GSO SuperView 15mm WideView
  • Câmara Canon EOS 760D com grip e controlo remoto Canon




As 3 imagens de cima foram captadas com:

  • Telescópio Skywatcher Mak 127/1500 + montagem equatorial SW EQ3-2
  • Filtro Light Yellow #8
  • Focagem com Skywatcher buscador 9×50 com retícula iluminada e ocular GSO SuperView 15mm WideView
  • Powermate Televue 2,5x (Barlow)
  • Câmara Canon EOS 760D com grip e controlo remoto Canon

Mais logo, quando o céu estiver escuro, embora altamente poluído com iluminação e poluição ambiental citadinas, com a Lua em ângulo correcto, será efectuada nova sessão.

As imagens captadas com Sol, foram tiradas num pequeno terraço que as traseiras do prédio possui, num corredor que não tem mais de 6 metros de largura (metade do qual é terreno camarário), tendo do lado direito prédios com dois andares e do lado esquerdo uma escarpa com a altura de prédios de 4 andares.

Imaginem agora as “excelentes” condições para praticar astronomia e astrofotografia… Ah! E do lado da frente do prédio, que dá para a rua, o ângulo de captação da janela não tem mais de 45º, com um candeeiro público espetado na parede do prédio, quase por cima da janela e mais uns quantos espalhados ao mesmo nível pela rua fora, não contando com a poluição lumínica dos candeeiros da ponte 25 de Abril, iluminação citadina de ruas, semáforos, luzes de viaturas ligeiras, pesadas e motos… Gostava de ver um astrofotógrafo a sério, captar imagens com o meu equipamento e nestas condições…

Ainda nem consegui testar a máscara de Bahtinov porque a poluição é de tal ordem que não consigo vislumbrar uma estrela mais brilhante para o fazer.

E depois de uma Lua azulada por força de ser dia com o Sol em pleno, cá estou de novo às  22:00 horas com o céu escuro mas cheio de lixopoluidor…










E uma imagem de teste com uma objectiva fotográfica:


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151: Sessão lunar 24.Out.2017

 

Antes de iniciar a reportagem da sessão lunar de hoje, lamento o facto de ter recebido hoje, da Alemanha, uma máscara de Bahtinov – a que estava à espera há mais de uma semana -, com uma embalagem incrivelmente martelada (parece ter levado um pontapé ou coisa parecida) e um produto que, tendo custado € 31,00, nem metade desse preço vale. Ficam as imagens do deplorável acontecimento:



E a máscara de Bahtinov em plástico – a outra que mandei vir de Espanha é em metal, embora tivesse de efectuar adaptação para segurar ao tubo Mak 127 -, mas esta que veio hoje revestida com papel que não sei se é para tirar porque não o consegui fazer (estou à espera que a empresa em Portugal me diga como é):

Uma autêntica miséria em termos de qualidade e de sistema de logística, quer na origem, quer na transportadora (e este artigo veio directamente da Alemanha, embora seja made in China!). Mas vamos às imagens de hoje, divididas pelo Mak 127 e pela teleobjectiva fotográfica Samyang 500mm:











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Sessão lunar 13.Out.2017 – 05:00 a.m.

 

05:00 a.m., toca o despertador, levantar, preparar o equipamento que já se encontrava meio pronto de véspera, ir ver a posição da Lua e começar a instalar a geringonça (não a política mas a do telescópio).

Dada a posição da Lua, a montagem ficou meio fora do patamar do quintal, meio dentro da marquise, ou seja, a meio da porta. Começa a busca, foi rápida dado que já possuo as coordenadas visuais para enquadramento lunar – o equipamento e o local não dão para mais -, começa a sessão com a câmara ligada directamente ao tubo óptico (as melhores imagens) e depois utilizando a Powermate Televue 2,5x que apesar de afirmarem que é a super das super Barlow’s e tivesse custado um balúrdio, como fotógrafo, considero essa afirmação um verdadeiro exagero. Ou então é o equipamento que não é suficientemente bom para utilização dessa super Barlow…

Já tinha superado uma fase de desilusão com este tipo de trabalho mas penso que essa fase reavivou-se com acontecimentos que me tocaram profundamente, tal como encomendar uma ocular de uma marca e preço e ter recebido uma outra de marca diferente e preço mais baixo, embora posteriormente tivesse sido bonificado com dois filtros planetários; ter encomendado uma máscara de Bahtinov para o Mak 127, pensando que vinha completa, apenas chegou a máscara, os apertos não vinham porque “riscavam” o tubo e teria de fazer a montagem com velcros (passados 2 dias, ainda estou à espera da indicação de como fazer, entretanto resolvida a questão), tentar trocar este Mak por um outro de Ø150mm, mas surgiram entretanto umas certas reticências que me levaram a desistir do negócio e a colocar à venda o Ø127 para depois comprar o outro…

Enfim, ficam as imagens de hoje, sem muita vontade para o fazer e quando assim é…












Vídeo/resumo desta sessão:


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138: Máscara de Bahtinov

 

Já vem a caminho este acessório que serve essencialmente para ajudar na focagem do telescópio.

A máscara de Bahtinov é um dispositivo que ajuda a focalizar correctamente a imagem nos telescópios para observação visual e astrofotografia. Seu nome se deve a Pavel Bahtinov, astrónomo amador russo que criou o dispositivo em 2008.

A máscara possui três regiões, cada uma contendo perfurações longas paralelas apontando para diferentes direcções, como mostra a imagem do padrão desta máscara. Este padrão é o responsável por produzir ao observador uma figura de difracção característica que permite ajustar o foco de maneira óptima quando o telescópio é apontado para uma estrela. A figura de difracção consiste em um ‘X’ e uma terceira linha que se move sobre este ‘X’ conforme se ajusta o foco do telescópio. A figura ao lado mostra uma simulação da figura de difracção formada conforme o foco é ajustado. O foco é óptimo quando a terceira linha divide simetricamente o ‘X’.

Simulação do uso da máscara de Bahtinov

  

Actualização em 11/10/2017:

Chegou a máscara de Bahtinov, não levou 24 horas no transporte, mas considero ser um percalço o facto de não trazer os parafusos de ajuste ao tubo. Foi-me explicado pela empresa que os parafusos originam riscos no tubo mas então para que servem as 3 pestanas exteriores com furos existentes nelas? Ventilação :)?

Foi-me sugerido comprar velcro para colocar a máscara no tubo e assim evitar os riscos dos parafusos, mas já vi à venda, noutras empresas, estas máscaras (não em alumínio, com corte laser, pintadas e levadas ao forno) com os parafusos, protegidos por borracha ou plástico precisamente para não riscar o tubo.

Não estou a ver que a utilização de velcro seja estável para a fixação da máscara ao tubo, por isso lá vou ter de ir a uma loja de ferragens, levar o tubo óptico e a máscara e explicar que pretendo uns parafusos para suster o conjunto e depois arranjar uns tubos em borracha ou plástico para proteger os parafusos…

Independentemente das explicações dadas, considero que, para o preço do artigo, saiu caro e incompleto. Segue-se um vídeo com o unboxing – o primeiro que faço – sobre a máscara de Bahtinov e quando tiver tudo pronto, coloco aqui as imagens.

Imagens da máscara montada embora ainda sem testar:



Actualização em 12/10/2017:

Não gostei do trabalho que fiz ontem nesta máscara. Por isso, retirei os cubos de espuma e substitui-os por matéria semi-rígida (não sei o nome) e em vez do adesivo duas faces, coloquei velcro. Os cubos de encosto ao tubo ficaram mais seguros. Basta desapertar ligeiramente um dos parafusos para soltá-lo, depois encaixar a máscara no tubo, voltar a posicionar o parafuso e apertá-lo. Sem espinhas nem ossos por fora.

Entretanto, parece-me que o negócio da troca do Mak já não vai andar e vou ter de ficar com este mais uns tempos.





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