1399: O céu nocturno de Fevereiro em 2021

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Fevereiro de 2021

Mercúrio será visível ao anoitecer até dia 5 na constelação de Aquário, reaparecerá  a partir do dia 11 na constelação de Capricórnio. Encontra-se visível ao na direcção Sudoeste ao anoitecer e na direcção Sudeste ao amanhecer.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,2 a 2,5. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2021”.

Vénus será visível ao amanhecer  até dia 5 na constelação de Capricórnio. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,7 a -3,8.

Marte será visível durante a primeira parte da noite na constelação de Carneiro, movendo-se para a constelação de Touro, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sul. No dia 18, Marte estará a 4°N da Lua pelas 23 horas. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,4 a 0,9.

Júpiter será visível ao amanhecer a partir do dia 14 na constelação de Capricórnio. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -2,0.

Saturno será visível ao amanhecer a partir do dia 6 na constelação de Capricórnio.  Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,6 a 0,7.

Fig. 1 – Céu visível às 21:00 horas do dia 1 de Fevereiro em Lisboa mostrando o planeta Marte e o triângulo de Inverno: Sírio, Betelgeuse e Procíon.

Fig. 2 – Céu visível às 05:00 horas do dia 15 de Fevereiro em Lisboa mostrando as estrelas mais brilhantes: Arturo e Vega.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Fevereiro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Visibilidade dos Planetas em 2021 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

Fases da Lua em Fevereiro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Fevereiro

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa

2 Fev 2021


1387: O céu nocturno de Janeiro em 2021

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Janeiro de 2021

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 4 na constelação de Sagitário, movendo-se depois para a constelação de Capricórnio. Encontra-se visível ao na direcção Sudeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 1,1 a 0,4. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2021”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Ofiúco, movendo-se para a constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês é de -3,7.

Marte será visível durante a primeira parte da noite na constelação de Peixes, movendo-se para a constelação de Carneiro, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sul. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,2 a 0,4.

Júpiter será visível ao anoitecer até dia 19 na constelação de Capricórnio. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,0 a -1,9.

Saturno será visível ao anoitecer até dia 15 na constelação de Capricórnio.  Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 07:00 horas do dia 1 de Janeiro em Lisboa mostrando o planeta Vénus.

Fig. 2 – Céu visível às 19:00 horas do dia 15 de Janeiro em Lisboa mostrando o planeta Marte.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Janeiro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Visibilidade dos Planetas em 2021 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Quadrântidas em Janeiro

Um mau início de ano para os observadores do hemisfério norte, com a actividade máxima da chuva de meteoros das Quadrântidas, que ocorre no dia 3 de Janeiro, muito prejudicado devido ao brilho da lua (84,41% iluminada), pois o instante de Lua Cheia ocorreu no passado dia 30 de Dezembro. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite.

O nome Quadrântidas resulta da constelação obsoleta “Quadrans Muralis” (Quadrante Mural, assim designado em honra do Quarto de Círculo de T. Brahe), hoje parte da constelação do Boieiro. O radiante da chuva é próxima da Ursa Maior, entre as constelações do Dragão e do Boieiro, numa zona onde no passado se encontrava uma constelação já extinta: Quadrante Mural, criada em 1795 pelo astrónomo Jérôme Lalande e posteriormente abandonada pela Associação Internacional de Astronomia.

As Quadrântidas são umas das melhores chuvas de meteoros no hemisfério norte (actividade máxima de 120 meteoros na THZ (Taxa Horária Zenital)), mas são pouco conhecidas em razão da sua actividade máxima ser muito curta (6 horas) e devido ao mau tempo nesta época do ano, com um período de visibilidade entre 28 de Dezembro a 12 de Janeiro. Ver tabela abaixo.

Fig. 3 – Céu visível às 01:30 horas do dia 3 de Janeiro em Lisboa mostrando o radiante da chuva de meteoros das Quadrântidas.

Tabela com a informação sobre a chuva de meteoros das Quadrântidas

Nota: os instantes estão referenciado à hora de inverno para Portugal continental.

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Janeiro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Janeiro

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Dez 2020

 

 

1347: O céu nocturno de Novembro em 2020

No mês de Novembro, podem ser observados os seguintes fenómenos astronómicos:

  • – a actividade máxima do enxame de meteoros das Leónidas no dia 17 (período de visibilidade entre 06/nov a 30/nov).
  • – Marte a 5° N da Lua pelas 20 horas no dia 25.
  • – a actividade máxima do enxame de meteoros das Oriónidas de Novembro no dia 28 (período de visibilidade entre 13/nov a 06/dez).
  • – Eclipse Penumbral da Lua, o eclipse inicia pelas 07:30 e a lua põe-se pelas 07:35 (a duração do eclipse penumbral é de apenas 5 minutos) no dia 30.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Novembro de 2020

Mercúrio será visível ao amanhecer na constelação de Virgem, movendo-se depois para a constelação de Balança. Encontra-se visível ao na direcção Sudeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,1 a -0,9. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Virgem, movendo-se depois para a constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude no inicio do mês é de -3,8.

Marte será visível durante a noite na constelação de Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 25, Marte estará a 5°N da lua pelas 20h. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,3 a -1,3.

Júpiter será visível durante a primeira metade da noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,2 a -2,0.

Saturno será visível na primeira metade da noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de 0,6.

Fig. 1 – Céu visível às 19:00 horas do dia 1 de Novembro em Lisboa mostrando os planetas: Marte, Júpiter e Saturno.

Fig. 2 – Céu visível às 06:00 horas do dia 15 de Novembro em Lisboa mostrando os planetas: Mercúrio e Vénus.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Novembro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Oriónidas e das Leónidas em Novembro

Nesta altura do ano, o céu encontra-se habitualmente muito nublado, o que dificulta a observação de chuvas de meteoros. As Oriónidas (008 ORI) ainda terão um período de actividade até 7 de Novembro, apesar da data da máxima actividade ter ocorrido em Outubro. As Oriónidas de Novembro (250 NOO) terão um período de actividade de 13 de Novembro até 6 de Dezembro, a data da máxima actividade ocorrerá no dia 28 de Novembro. Também neste momento a Terra cruza a órbita do Cometa Tempel-Tuttle e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das Leónidas. Este ano a sua actividade decorre entre 6 a 30 de Novembro, e a actividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia 17 de Novembro. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Leão (o radiante).

O mesmo acontece com o nome da chuva das Oriónidas pois o seu radiante está na constelação de Orionte.

Para as observar aconselhamos evitar noites nubladas e a poluição luminosa das grandes cidades, e procurar um horizonte desimpedido.

Fig. 3 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Leónidas de Novembro (em Leão).

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Oriónidas e das Leónidas

Nota: os instantes estão referenciado à hora de verão para Portugal continental.

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Novembro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Novembro

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Out 2020

 

1327: Marte à distância mínima da Terra (06/10/2020)

No dia 6 de Outubro, Marte estará muito perto de nós, a apenas a 62,1 milhões de quilómetros da Terra.

No período da tarde, mais precisamente às 15h15min (em Portugal continental), Marte estará à distância mínima da Terra. A esta hora não será possível observar Marte, pois nesse preciso momento estará abaixo do horizonte. Marte nasce às 19h43min no início da noite, e põe-se de manhã no dia 7 às 08h24min. Observar-se-á Marte durante toda a noite como um objecto brilhante avermelhado!

O planeta Marte estará mais próximo da Terra e, por isso mesmo, mais brilhante. Este fenómeno acontece de 26 em 26 meses, sempre que a Terra ultrapassa Marte no seu movimento de translação em torno do Sol (o nosso planeta é mais rápido neste movimento).

No entanto a distância mínima atingida em cada órbita não é sempre igual, devido à excentricidade das órbitas, às inclinações dos planos orbitais e às alterações provocadas por forças de maré. Por isso, a maior aproximação será a de 2035!

A distância entre a Terra e Marte varia muito ao longo do ano, provocando grandes alterações no diâmetro aparente e brilho de Marte. Na Figura abaixo vemos os tamanhos relativos entre o diâmetro aparente de Marte actualmente e o que apresentava em Julho quando estava um pouco mais distante na sua órbita. Como se vê o diâmetro aparente era nessa altura 2 vezes menores do que hoje. O caso extremo é quando Marte se encontra no ponto mais distante da sua órbita, do outro lado do Sol. Vemos também na figura que nessa altura o seu tamanho é 7 vezes menor do que o de agora. No entanto essa situação não é observável, pois estando do outro lado do Sol, Marte só está acima do horizonte durante o dia.

Astronomia On-line
30 Set 2020

 

1317: Equinócio de Outono 2020

Em 2020 o Equinócio de Outono ocorre no dia 22 de Setembro às 14:31 horas. Este instante marca o início do Outono no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 89,813 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Dezembro às 10:02 horas. Consulte aqui toda a informação sobre o “Começo das Estações em 2020“.

A figura mostra o ângulo de incidência dos raios solares em relação ao eixo da Terra, durante os equinócios.

Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas o senso comum diz-nos que o dia e a noite têm igual duração.

No entanto não é bem assim. Os equinócios estão definidos como o instante em que o ponto central do sol passa no equador e, por isso, efectivamente o centro solar nasce no ponto cardeal Este e põe-se exactamente a Oeste. Assim, entre o instante da manhã em que o Sol está a uma distância zenital de 90º e o instante da tarde em que se encontra novamente a uma distância zenital de 90º passam-se 12 horas. (Note-se que como a Terra avança na sua órbita ao longo do dia, o Sol não se mantém no equinócio todo o dia e isso leva a uma pequena alteração deste intervalo de tempo.

Contudo, mesmo que este intervalo fosse de 12 horas, este facto não resultaria numa duração do dia solar de 12 horas pois o Sol não é um ponto, tem um diâmetro. Sabemos que o diâmetro aparente do Sol é de 32′ (minutos de arco). Além disso a refracção atmosférica  faz com que quando vemos o bordo superior no horizonte, o sol se encontra cerca de 50abaixo do horizonte (ou seja mais abaixo do que os 32′ em que estaria se não houvesse refracção).

A luz directa no chão surge quando o bordo superior do Sol nasce (estando o Sol a uma distância zenital de 90º50′) e, no ocaso, a luz directa desaparece quando o bordo superior toca o horizonte (estando o Sol a uma distância zenital de 90º50′).  Assim, estes 100 minutos de arco extra (50′ x 2) produzem 7 minutos a mais de luz solar directa. Por esta razão, no equinócio a duração do dia é cerca de 7 minutos maior do que a duração da noite. Só uns dias mais tarde, quando o Sol tiver uma declinação um pouco menor, teremos a duração da noite e do dia efectivamente iguais. Isso acontecerá no dia 25 de Setembro de 2020, em que haverá muito perto de 12 horas de luz solar directa no solo. Nesse dia o disco solar nasce às 07:27:14 horas e põe-se às 19:28:12 horas (em Lisboa), diferindo a duração do dia e da noite em apenas 58 segundos.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
16 Set 2020

 

Avatar

 

1304: O céu nocturno de Setembro em 2020

No mês de Setembro, podem ser observados 3 fenómenos astronómicos:

  • – a ocultação de Marte, o planeta Marte a 0,03ºS da lua pelas 6 horas no dia 6.
  • – Vénus a 4ºS da lua pelas 6 horas no dia 14.
  • – Saturno a 2°N da lua pelas 22 horas no dia 25.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Setembro de 2020

Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Leão, movendo-se depois para a constelação de Virgem. Encontra-se na direcção Oeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,1 a -1,1. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Gémeos, movendo-se depois para a constelação de Caranguejo e mais tarde para Leão. No dia 14, Vénus estará a 4°S da lua pelas 6h. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,1 a -3,9.

Marte será visível durante a noite na constelação de Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 6, Marte estará a 0,03°S da lua pelas 6h. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,7 a -2,4.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,4 a -2,6.

Saturno será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. No dia 25, Saturno estará a 2°N da Lua pelas 22h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,3 a 0,4.

Fig. 1 – Céu visível às 06:00 horas do dia 1 de Setembro em Lisboa mostrando os planetas: Vénus e Marte.

Fig. 2 – Céu visível às 22:00 horas do dia 15 de Setembro em Lisboa mostrando os planetas: Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Setembro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

Fases da Lua em Setembro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Setembro

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Ago 2020

 

Avatar

 

1281: O céu nocturno de Agosto em 2020

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Agosto de 2020

Mercúrio será visível ao amanhecer até dia 11 na constelação de Gémeos, movendo-se depois para a constelação de Caranguejo, e  voltará depois a ser visível ao anoitecer a partir do dia 29 na constelação de Leão. Encontra-se na direcção Nordeste ao amanhecer e na direcção Noroeste ao anoitecer.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,5 a -1,9. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Touro, movendo-se depois para a constelação de Orionte e Gémeos.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,3 a -4,1.

Marte será visível durante toda a noite na constelação de Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,0 a -1,7.

Júpiter será visível durante a noite na constelação de Sagitário. No dia 2, Júpiter estará a 1,5°N da Lua pela 1h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,7 a -2,6.

Saturno será visível durante a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,1 a 0,3.

Fig. 1 – Céu visível às 21:30 horas do dia 1 de Agosto em Lisboa mostrando os planetas: Júpiter e Saturno.

Fig. 2 – Céu visível às 05:30 horas do dia 15 de Agosto em Lisboa mostrando os planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vénus e Marte.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Agosto

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das δ Aquáridas e das Perseidas em Agosto

Fig. 3- (figura do IMO) mostra o radiante das Perseidas entre meados de Julho a finais de Agosto, o radiante encontra-se na constelação de Perseus.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas será visível até 23 de Agosto. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Em 12 de Agosto de 2020 ocorre a actividade máxima da famosa chuva de meteoros das Perseidas entre as 14h e 17h  de quarta-feira que infelizmente não será visível em Portugal. Contudo valerá a pena observá-las à noite nos dias próximos do pico e até ao dia 24 de Agosto. A melhor altura de observação será entre as 22h do dia 12 e as 0h30 do dia 13 antes do nascimento da lua. O instante da fase de Quarto Minguante ocorreu no dia 11 às 17h45min. A constelação de Perseus aparecerá acima do horizonte a Nordeste.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das δ Aquáridas e das Perseidas em Agosto

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoroides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Agosto

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Agosto

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

31 Jul 2020

 

Avatar

 

1271: Cometa C/2020 F3 (NEOWISE) visível em Portugal

A imagem espectacular do cometa C/2020 F3 (NEOWISE) de Bill Dunford/NASA visível ao anoitecer em 9 de Julho de 2020 no Deer Valley, Utah.

A grande noticia do momento para os entusiastas da observação do céu, é a aproximação de um cometa que já é actualmente visível a olho nu.

Trata-se do cometa C/2020 F3, mais conhecido como NEOWISE. Este cometa foi descoberto muito recentemente, em 27 de Março de 2020, pelo telescópio espacial WISE da NASA. Este telescópio, que opera no infravermelho, tinha já há vários anos terminado a sua missão e sido posto a hibernar. Mais tarde foi reactivado e opera agora numa nova missão de vigilância a objectos que se aproximem da Terra (Near-Earth Objects), tendo a nova missão recebido o nome de NEOWISE, o que explica o nome dado ao cometa.

O NEOWISE é um cometa de movimento orbital retrógrado, que provavelmente vem da nuvem de Oort, nos confins do sistema solar. Percorre uma trajectória quase parabólica, isto é, uma trajectória elíptica de extrema excentricidade, e com período muito longo (cerca de 7000 anos), quase conseguindo escapar do sistema solar. O diâmetro do seu núcleo foi estimado em cerca de 5 Km.

Desde final de Junho que começou a ter magnitude aparente que lhe permitiria ser visível a olho nu. No entanto a sua observação era muito difícil por se encontrar num azimute próximo do do sol. O seu periélio (ponto mais próximo do sol) ocorreu no dia 3 de Julho de 2020, quando passou a 0,29 UA do sol. Vai-se agora afastando do sol, e na sua viagem para o sistema solar exterior vai passar a 0,693 UA (cerca de 100 milhões de quilómetros) da Terra no dia 23 de Julho (o ponto mais próximo a que passará da Terra).

Neste momento o cometa tem uma magnitude de 2,5, sendo portanto possível a sua observação a olho nu. Encontra-se actualmente na constelação de Lince, deslocando-se depois para a constelação da Ursa Maior e mais tarde para as constelações da Cabeleireira de Berenice, Virgem e Boieiro. As melhores condições de visibilidade ocorrerão no hemisfério norte. Em Portugal, todos os apaixonados por astronomia têm duas excelentes ocasiões para o poder ver a cada dia: ao amanhecer e ainda ao anoitecer. Ao amanhecer o cometa será visível na direcção nordeste até somente o dia 21 de Julho de 2020, quando não poderá ser observado por se encontrar abaixo do horizonte. Ao anoitecer, a melhor ocasião para a sua observação ocorrerá pelas 22 horas na direcção noroeste. Actualmente o cometa encontra-se visível muito perto do horizonte ao anoitecer, dificultando a sua observação, mas felizmente com o passar dos dias o cometa estará visível cada vez mais alto no céu nocturno.

Ver abaixo as tabelas com a informação sobre a visibilidade do cometa C/2020 F3 (NEOWISE) ao anoitecer (pelas 22h00) e ao amanhecer (pelas 06h00) em Lisboa. Consulte as tabelas com a informação sobre a visibilidade do cometa em Funchal e Ponta Delgada.

Consulte aqui mais informação sobre a visibilidade do cometa C/2020 F3 (NEOWISE).

14 Jul 2020
OAL – Observatório Astronómico de Lisboa

 

Avatar

 

1262: O céu nocturno de Julho em 2020

No inicio do mês de Julho, na noite de dia 5, podem ser observados 3 fenómenos astronómicos:

  • o eclipse penumbral da lua, o máximo deste eclipse ocorre pelas 05h30 (veja aqui toda a informação).
  • a lua cheia na constelação de Sagitário, o instante de fase de lua cheia ocorre pelas 05h44.
  • Júpiter a 1,9°N da lua pelas 23 horas.

Fig. 1- Máximo do Eclipse Penumbral da Lua às 05:30 horas do dia 5 de Julho em Lisboa mostrando a constelação de Sagitário e os planetas Júpiter e Saturno.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Julho de 2020

Mercúrio será visível ao amanhecer a partir do dia 9 na constelação de Gémeos. Encontra-se na direcção Nordeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 3,0 a -0,5. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível durante a madrugada na constelação de Touro.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,5 a -4,3.

Marte será visível à noite na constelação de Peixes, movendo-se depois para a constelação de Baleia e voltando novamente para Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,5 a -1,0.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. No dia 5, Júpiter estará a 1,9°N da Lua pelas 23h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -2,7.

Saturno será visível toda a noite na constelação de Capricórnio, movendo-se depois para a constelação de Sagitário. No dia 20, Saturno estará em oposição pelas 23h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,2 a 0,1.

Fig. 2 – Céu visível às 22:30 horas do dia 1 de Julho em Lisboa mostrando os planetas: Júpiter e Saturno.

Fig. 3 – Céu visível às 05:30 horas do dia 15 de Julho em Lisboa mostrando todos os planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Julho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das ζ Perseidas, das β Táuridas, das δ Aquáridas e das Perseidas em Julho

Nesta altura ocorrem as chuvas de meteoros diurnas: a famosa ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se verem a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source).

O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão recta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários activos têm os seus radiantes.

Fig. 4- (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a Julho, o radiante do ANT em Junho encontra-se na constelação de Sagitário.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas ocorre entre 12 de Julho e 23 de Agosto, e a actividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia de 29 de Julho. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Também neste mês de Julho inicia a famosa chuva de meteoros nocturna das Perseidas que ocorre entre 17 de Julho e 24 de Agosto.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das ζ Perseidas, das β Táuridas, das δ Aquáridas e das Perseidas em Julho

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoroides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Julho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Julho

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 6 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Jun 2020

 

Avatar

 

1261: Eclipse Penumbral da Lua, em 5 de Julho de 2020

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Eclipse penumbral da lua, em 5 de Julho de 2020

Fig. 1 – Máximo do Eclipse Penumbral da Lua às 05:30 horas do dia 5 de Julho em Lisboa mostrando a constelação de Sagitário e os planetas Júpiter e Saturno. (Clique na imagem para obter maior resolução.)

Este eclipse penumbral será visível a partir da Antárctida, Europa Ocidental, África, América do Sul, América do Norte, Oceano Atlântico e Oceano Pacífico Oriental.

Grandeza da penumbra do eclipse = 0.380 considerando o diâmetro da lua como unidade.

Em Portugal continental, a lua entra na Penumbra pelas 04h04 numa altura em que ainda está bem baixa no horizonte (altura da lua=15º) e com o azimute de 215 º (contado de Norte para Este). Nesta ocasião a lua encontra-se muito próxima de Júpiter e Saturno fica ligeiramente acima na constelação de Sagitário na direcção Sudoeste. O máximo do eclipse ocorre pelas 05h30. A duração do eclipse é de 1h26 e apresenta uma ligeira variação do brilho da lua que dificilmente é notada. O ocaso da lua ocorre pelas 06h18, a partir desta altura não será possível observar a lua a sair da Penumbra, por este fenómeno ocorrer mais tarde pelas 06h56. (ver tabela abaixo, com os detalhes do eclipse para as várias cidades)

O eclipse penumbral da Lua é um fenómeno astronómico que ocorre quando a Lua entra na região da penumbra da Terra, e resulta numa variação do brilho da Lua que dificilmente é notada. Isto sucede quando a Lua, em fase de Lua cheia, passa nos seus nodos ou na sua proximidade.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Jun 2020

 

Avatar