1304: O céu nocturno de Setembro em 2020

No mês de Setembro, podem ser observados 3 fenómenos astronómicos:

  • – a ocultação de Marte, o planeta Marte a 0,03ºS da lua pelas 6 horas no dia 6.
  • – Vénus a 4ºS da lua pelas 6 horas no dia 14.
  • – Saturno a 2°N da lua pelas 22 horas no dia 25.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Setembro de 2020

Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Leão, movendo-se depois para a constelação de Virgem. Encontra-se na direcção Oeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,1 a -1,1. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Gémeos, movendo-se depois para a constelação de Caranguejo e mais tarde para Leão. No dia 14, Vénus estará a 4°S da lua pelas 6h. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,1 a -3,9.

Marte será visível durante a noite na constelação de Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 6, Marte estará a 0,03°S da lua pelas 6h. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,7 a -2,4.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,4 a -2,6.

Saturno será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. No dia 25, Saturno estará a 2°N da Lua pelas 22h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,3 a 0,4.

Fig. 1 – Céu visível às 06:00 horas do dia 1 de Setembro em Lisboa mostrando os planetas: Vénus e Marte.

Fig. 2 – Céu visível às 22:00 horas do dia 15 de Setembro em Lisboa mostrando os planetas: Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Setembro

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

Fases da Lua em Setembro

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Setembro

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Ago 2020

 

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1281: O céu nocturno de Agosto em 2020

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Agosto de 2020

Mercúrio será visível ao amanhecer até dia 11 na constelação de Gémeos, movendo-se depois para a constelação de Caranguejo, e  voltará depois a ser visível ao anoitecer a partir do dia 29 na constelação de Leão. Encontra-se na direcção Nordeste ao amanhecer e na direcção Noroeste ao anoitecer.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,5 a -1,9. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Touro, movendo-se depois para a constelação de Orionte e Gémeos.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,3 a -4,1.

Marte será visível durante toda a noite na constelação de Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -1,0 a -1,7.

Júpiter será visível durante a noite na constelação de Sagitário. No dia 2, Júpiter estará a 1,5°N da Lua pela 1h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,7 a -2,6.

Saturno será visível durante a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,1 a 0,3.

Fig. 1 – Céu visível às 21:30 horas do dia 1 de Agosto em Lisboa mostrando os planetas: Júpiter e Saturno.

Fig. 2 – Céu visível às 05:30 horas do dia 15 de Agosto em Lisboa mostrando os planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vénus e Marte.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Agosto

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das δ Aquáridas e das Perseidas em Agosto

Fig. 3- (figura do IMO) mostra o radiante das Perseidas entre meados de Julho a finais de Agosto, o radiante encontra-se na constelação de Perseus.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas será visível até 23 de Agosto. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Em 12 de Agosto de 2020 ocorre a actividade máxima da famosa chuva de meteoros das Perseidas entre as 14h e 17h  de quarta-feira que infelizmente não será visível em Portugal. Contudo valerá a pena observá-las à noite nos dias próximos do pico e até ao dia 24 de Agosto. A melhor altura de observação será entre as 22h do dia 12 e as 0h30 do dia 13 antes do nascimento da lua. O instante da fase de Quarto Minguante ocorreu no dia 11 às 17h45min. A constelação de Perseus aparecerá acima do horizonte a Nordeste.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das δ Aquáridas e das Perseidas em Agosto

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoroides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Agosto

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Agosto

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

31 Jul 2020

 

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1271: Cometa C/2020 F3 (NEOWISE) visível em Portugal

A imagem espectacular do cometa C/2020 F3 (NEOWISE) de Bill Dunford/NASA visível ao anoitecer em 9 de Julho de 2020 no Deer Valley, Utah.

A grande noticia do momento para os entusiastas da observação do céu, é a aproximação de um cometa que já é actualmente visível a olho nu.

Trata-se do cometa C/2020 F3, mais conhecido como NEOWISE. Este cometa foi descoberto muito recentemente, em 27 de Março de 2020, pelo telescópio espacial WISE da NASA. Este telescópio, que opera no infravermelho, tinha já há vários anos terminado a sua missão e sido posto a hibernar. Mais tarde foi reactivado e opera agora numa nova missão de vigilância a objectos que se aproximem da Terra (Near-Earth Objects), tendo a nova missão recebido o nome de NEOWISE, o que explica o nome dado ao cometa.

O NEOWISE é um cometa de movimento orbital retrógrado, que provavelmente vem da nuvem de Oort, nos confins do sistema solar. Percorre uma trajectória quase parabólica, isto é, uma trajectória elíptica de extrema excentricidade, e com período muito longo (cerca de 7000 anos), quase conseguindo escapar do sistema solar. O diâmetro do seu núcleo foi estimado em cerca de 5 Km.

Desde final de Junho que começou a ter magnitude aparente que lhe permitiria ser visível a olho nu. No entanto a sua observação era muito difícil por se encontrar num azimute próximo do do sol. O seu periélio (ponto mais próximo do sol) ocorreu no dia 3 de Julho de 2020, quando passou a 0,29 UA do sol. Vai-se agora afastando do sol, e na sua viagem para o sistema solar exterior vai passar a 0,693 UA (cerca de 100 milhões de quilómetros) da Terra no dia 23 de Julho (o ponto mais próximo a que passará da Terra).

Neste momento o cometa tem uma magnitude de 2,5, sendo portanto possível a sua observação a olho nu. Encontra-se actualmente na constelação de Lince, deslocando-se depois para a constelação da Ursa Maior e mais tarde para as constelações da Cabeleireira de Berenice, Virgem e Boieiro. As melhores condições de visibilidade ocorrerão no hemisfério norte. Em Portugal, todos os apaixonados por astronomia têm duas excelentes ocasiões para o poder ver a cada dia: ao amanhecer e ainda ao anoitecer. Ao amanhecer o cometa será visível na direcção nordeste até somente o dia 21 de Julho de 2020, quando não poderá ser observado por se encontrar abaixo do horizonte. Ao anoitecer, a melhor ocasião para a sua observação ocorrerá pelas 22 horas na direcção noroeste. Actualmente o cometa encontra-se visível muito perto do horizonte ao anoitecer, dificultando a sua observação, mas felizmente com o passar dos dias o cometa estará visível cada vez mais alto no céu nocturno.

Ver abaixo as tabelas com a informação sobre a visibilidade do cometa C/2020 F3 (NEOWISE) ao anoitecer (pelas 22h00) e ao amanhecer (pelas 06h00) em Lisboa. Consulte as tabelas com a informação sobre a visibilidade do cometa em Funchal e Ponta Delgada.

Consulte aqui mais informação sobre a visibilidade do cometa C/2020 F3 (NEOWISE).

14 Jul 2020
OAL – Observatório Astronómico de Lisboa

 

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1262: O céu nocturno de Julho em 2020

No inicio do mês de Julho, na noite de dia 5, podem ser observados 3 fenómenos astronómicos:

  • o eclipse penumbral da lua, o máximo deste eclipse ocorre pelas 05h30 (veja aqui toda a informação).
  • a lua cheia na constelação de Sagitário, o instante de fase de lua cheia ocorre pelas 05h44.
  • Júpiter a 1,9°N da lua pelas 23 horas.

Fig. 1- Máximo do Eclipse Penumbral da Lua às 05:30 horas do dia 5 de Julho em Lisboa mostrando a constelação de Sagitário e os planetas Júpiter e Saturno.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Julho de 2020

Mercúrio será visível ao amanhecer a partir do dia 9 na constelação de Gémeos. Encontra-se na direcção Nordeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 3,0 a -0,5. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível durante a madrugada na constelação de Touro.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,5 a -4,3.

Marte será visível à noite na constelação de Peixes, movendo-se depois para a constelação de Baleia e voltando novamente para Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -0,5 a -1,0.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. No dia 5, Júpiter estará a 1,9°N da Lua pelas 23h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês é de -2,7.

Saturno será visível toda a noite na constelação de Capricórnio, movendo-se depois para a constelação de Sagitário. No dia 20, Saturno estará em oposição pelas 23h. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,2 a 0,1.

Fig. 2 – Céu visível às 22:30 horas do dia 1 de Julho em Lisboa mostrando os planetas: Júpiter e Saturno.

Fig. 3 – Céu visível às 05:30 horas do dia 15 de Julho em Lisboa mostrando todos os planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Julho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das ζ Perseidas, das β Táuridas, das δ Aquáridas e das Perseidas em Julho

Nesta altura ocorrem as chuvas de meteoros diurnas: a famosa ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se verem a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source).

O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão recta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários activos têm os seus radiantes.

Fig. 4- (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a Julho, o radiante do ANT em Junho encontra-se na constelação de Sagitário.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas ocorre entre 12 de Julho e 23 de Agosto, e a actividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia de 29 de Julho. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Também neste mês de Julho inicia a famosa chuva de meteoros nocturna das Perseidas que ocorre entre 17 de Julho e 24 de Agosto.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das ζ Perseidas, das β Táuridas, das δ Aquáridas e das Perseidas em Julho

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoroides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Julho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Julho

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 6 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Jun 2020

 

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1261: Eclipse Penumbral da Lua, em 5 de Julho de 2020

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Eclipse penumbral da lua, em 5 de Julho de 2020

Fig. 1 – Máximo do Eclipse Penumbral da Lua às 05:30 horas do dia 5 de Julho em Lisboa mostrando a constelação de Sagitário e os planetas Júpiter e Saturno. (Clique na imagem para obter maior resolução.)

Este eclipse penumbral será visível a partir da Antárctida, Europa Ocidental, África, América do Sul, América do Norte, Oceano Atlântico e Oceano Pacífico Oriental.

Grandeza da penumbra do eclipse = 0.380 considerando o diâmetro da lua como unidade.

Em Portugal continental, a lua entra na Penumbra pelas 04h04 numa altura em que ainda está bem baixa no horizonte (altura da lua=15º) e com o azimute de 215 º (contado de Norte para Este). Nesta ocasião a lua encontra-se muito próxima de Júpiter e Saturno fica ligeiramente acima na constelação de Sagitário na direcção Sudoeste. O máximo do eclipse ocorre pelas 05h30. A duração do eclipse é de 1h26 e apresenta uma ligeira variação do brilho da lua que dificilmente é notada. O ocaso da lua ocorre pelas 06h18, a partir desta altura não será possível observar a lua a sair da Penumbra, por este fenómeno ocorrer mais tarde pelas 06h56. (ver tabela abaixo, com os detalhes do eclipse para as várias cidades)

O eclipse penumbral da Lua é um fenómeno astronómico que ocorre quando a Lua entra na região da penumbra da Terra, e resulta numa variação do brilho da Lua que dificilmente é notada. Isto sucede quando a Lua, em fase de Lua cheia, passa nos seus nodos ou na sua proximidade.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Jun 2020

 

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1250: Solstício de Verão 2020

O Solstício de Verão ocorrerá no dia 20 de Junho de 2020 às 22h44min, marcando o início da estação no hemisfério norte (a mais quente apesar da Terra vir a estar o mais longe do sol a 4 de Julho). O sol neste dia de solstício estará o mais alto possível no céu e aquando da sua passagem meridiana atingirá a altura máxima de 75° em Lisboa.

A tabela abaixo mostra que a duração do dia no Solstício de Verão é efectivamente a mais longa. A 20 de Junho de 2020 o disco solar nascerá às 06:11:40 horas e pôr-se-á às 21:04:48 horas em Lisboa.

A duração do dia será de 14:53:08 horas, o que é apenas 1 segundo a mais do que no dia seguinte.

O Verão prolonga-se por 93,66 dias até ao próximo Equinócio, a 22 de Setembro de 2020.

Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as alturas (distância angular) máxima e mínima em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação solar atinge extremos: máxima no solstício de Verão (+23° 26′) e mínima no solstício de Inverno (-23° 26′). A palavra de origem latina (Solstitium) associa-se ao facto do Sol travar o movimento diário de afastamento ao plano equatorial e “estacionar” ao atingir a sua posição mais alta ou mais baixa no céu local.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
15 Jun 2020

 

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1247: O céu nocturno de Junho em 2020

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu noturno de Junho de 2020

Mercúrio será visível ao anoitecer até dia 22 na constelação de Gémeos. Encontra-se na direcção Noroeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 0,0 a 3,0. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao amanhecer na constelação de Touro.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,6 a -4,4.

Marte será visível durante a noite na constelação de Aquário, movendo-se depois para a constelação de Peixes, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,0 a -0,5.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,6 a -2,7.

Saturno será visível durante toda a noite na constelação de Capricórnio. No dia 9, Saturno estará a 3°N da Lua pelas 3h. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,4 a 0,2.

Fig. 1 – Céu visível às 22:00 horas do dia 1 de Junho em Lisboa mostrando as estrelas mais brilhantes: Arcturo, Vega. e Capela.

Fig. 2 – Céu visível às 05:00 horas do dia 1 de Junho em Lisboa mostrando os planetas Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Junho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Ariétidas, das ζ Perseidas, das β Táuridas e dos Bootídeos de Junho em Junho

Nesta altura ocorrem as chuvas de meteoros diurnas: Ariétidas, a famosa ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Carneiro, como as de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se verem a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source).

O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão recta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários activos têm os seus radiantes.

Fig. 3 (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a Julho, o radiante do ANT em Junho encontra-se na constelação de Sagitário.

Para além das chuvas de meteoros diurnas, nesta ocasião a Terra também cruza a órbita do cometa 7P/Pons-Winnecke e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros dos Bootídeos de Junho. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Boieiro (o radiante).

A sua actividade decorre entre 22 de Junho a 2 de Julho e a actividade máxima decorre no dia 27 de Junho pelas 23 horas, não há previsões para a THZ com a indicação do número de meteoros por hora. A observação da actividade máxima não será muito favorável, pois nesta ocasião o céu também está iluminado pelo crescente luar, uma vez que o instante de fase de Quarto Crescente ocorre no dia 28 de Junho pelas 09:16 horas. A constelação do Boieiro será visível ao anoitecer e até às 4 horas da madrugada.

Fig. 4 – Céu visível às 23:00 horas do dia 27 de Junho em Lisboa mostrando a constelação do Boieiro e os planetas Marte, Saturno e Júpiter. (Clique na imagem para obter maior resolução.)

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Ariétidas, das ζ Perseidas, das β Táuridas e dos Bootídeos de Junho em Junho

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoroides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Junho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Junho

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Fig. 6 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

31 Mai 2020

 

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1233: O céu nocturno de Maio em 2020

A Super Lua de Maio

A Super Lua de Maio de 2020 ocorrerá na quinta-feira dia 7, quando a Lua se encontra simultaneamente em fase de Lua Cheia e a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita.

Na quinta-feira dia 7 às 11h45 (hora de Lisboa) a Lua estará em fase de Lua Cheia, tendo já atingido o perigeu na quarta-feira dia 6 às 03h02 (a 359653,77 quilómetros da Terra). No dia 7 a Lua nasce às 20h50. Nessa altura, a Lua vai parecer maior do que o habitual, não apenas devido à ocorrência de Super Lua, mas também porque estando próxima do horizonte vê-se mais ampliada, o que é apenas uma ilusão de óptica.

No dia anterior, dia 6, a Lua nasce às 19h35, depois de ter passado no perigeu mas antes do instante de Lua cheia, e parecerá também maior do que o habitual.

A melhor ocasião para se observar a Super Lua é no instante do seu nascimento, e o local ideal para se observar a Super Lua é aquele que tenha o horizonte desimpedido na direcção SE, pois a lua nasce com o azimute 70º contado de Sul para Este.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de maio de 2020

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 10 na constelação de Touro. Encontra-se na direcção Noroeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -1,7 a 0,0. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2020”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Touro. Encontra-se na direcção Noroeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,5 a -3,6.

Marte será visível durante a madrugada na constelação de Capricórnio, movendo-se depois para a constelação de Aquário, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. No dia 15, Marte estará a 3°N da Lua pelas 3h. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,4 a 0,0.

Júpiter será visível durante a madrugada na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,3 a -2,6.

Saturno será visível durante a noite na constelação de Capricórnio. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,6 a 0,4.

Fig. 1 – Céu visível às 21:00 horas do dia 1 de Maio em Lisboa mostrando o planeta Vénus.

Fig. 2 – Céu visível às 05:45 horas do dia 1 de Maio em Lisboa mostrando os planetas Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Maio

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Visibilidade dos Planetas em 2020 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das η Aquáridas e Ariétidas em Maio

A Terra cruza a órbita do cometa 1P/Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

A sua actividade decorre entre 19 de Abril a 28 de Maio. As previsões indicam que as η Aquáridas estão num dos seus períodos provavelmente mais activos entre 2020 e 2022 no seu eventual ciclo de 12 anos, por isso o ZHRs estimado pode vir a ser aproximadamente de 50 meteoros por hora. Não será possível acompanhar a sua actividade máxima na noite do dia 5 de Maio que ocorre pelas 22 horas, pois a constelação do Aquário só começa a nascer por volta das 3 horas da manhã a sudeste, altura em que é possível a sua observação. Nesta ocasião o céu também está muito iluminado pelo luar, uma vez que o instante de fase de Lua Cheia ocorre no dia 7 de maio pelas 11:45 horas.

Também nesta altura em meados de Maio inicia a chuva de meteoro das Ariétidas que é diurna. A sua actividade decorre entre 14 de Maio a 24 de Junho. A constelação de Carneiro encontra-se próxima do Sol, e isso faz com que esta chuva de meteoros seja difícil de se ver olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das  η Aquáridas e Ariétidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em maio

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Maio

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Abr 2020

 

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1232: A última Super Lua Cheia de 2020

Super Lua Cheia (8 de Abril de 2020) – Créditos de imagem: Ismael Tereno, FCUL/IA

A última Super Lua de 2020 ocorrerá no dia 7 de Maio de 2020. Nas noites de 6 para 7  e de 7 para 8 de Maio, a Lua estará maior e mais brilhante que o habitual. Esta “Super Lua” é provocada pela ocorrência simultânea da fase de Lua Cheia e da presença da Lua no perigeu (ponto da órbita da Lua, em que esta se encontra mais próxima da Terra). O instante da fase de Lua Cheia ocorrerá no dia 7 de Maio às 11:45 horas e o instante da presença da Lua no perigeu ocorreu já no dia anterior a 6 de Maio às 03:02 horas, onde a Lua estará a uma distância de aproximadamente de 359 653,77 km da Terra. Nesta Super Lua de Maio estes dois instantes, o do perigeu e o da lua cheia, estão desfasados de 32:43horas.

A melhor ocasião para observar esta “Super Lua Cheia”, será no momento do nascimento da Lua, em que ela aparece no horizonte, ou seja, no dia 6 de Maio em Lisboa pelas 19:35 horas, Porto pelas 19:36 horas, Coimbra pelas 19:34 horas, Funchal pelas 20:00 horas e Ponta Delgada pelas 19:43 horas. A Lua nascerá no quadrante sudeste, no azimute 77º (contado de Sul para Este). No dia 7 de Maio em Lisboa pelas 20:50 horas, Porto pelas 20:53 horas, Coimbra pelas 20:50 horas, Funchal pelas 21:11 horas e Ponta Delgada pelas 20:58 horas. A Lua nascerá no quadrante sudeste, no azimute 70º (contado de Sul para Este).

A Lua cheia no perigeu é 14% maior e 30% mais brilhante do que quando acontece no apogeu.

Para além disso, se for observada perto do horizonte parecerá ainda maior com um aumento extra de cerca de 5%. Este último efeito é apenas uma ilusão óptica e desaparece quando a Lua sobe no céu.

Para obter informação sobre os azimutes, altura e passagem meridiana da Lua consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2020/ Passagem Meridiana, Altura e Azimute da Lua (Lisboa).

A órbita lunar

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. Isso faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra em cada mês lunar (27,3 dias). O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. Sendo a distância média Terra-Lua <dTL>= 384.400 km, o perigeu e apogeu médios ficam a 363 100 e 405 700 quilómetros, respectivamente.

Fig. 1 -A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito

Pode ver-se na Fig. 2 a forma ‘real’ da órbita lunar, quando calculada com a força gravítica do sol e de todos os planetas do sistema solar, mas dispostos no plano da eclíptica (duas dimensões, 2D).

Fig. 2 – Órbita lunar duma simulação do Sistema Solar completo, a 2D. (clique…)

Clique na imagem para ver uma simulação da evolução temporal da órbita lunar. Nota-se que a órbita não é uma elipse fechada e que precessa em torno do ponto médio, o centro de massa (CM) do sistema Terra-Lua. É distinguível o movimento da Terra em torno do CM. A excentricidade das órbitas varia entre 2,6% e 7,7%.

A órbita lunar e as fases da Lua

À medida que a Terra progride à volta do Sol, surge a fase de Lua Cheia quando há  um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. Porém, a Lua Cheia só ocorre próxima do perigeu uma vez por ano, como se vê na Fig.3, designando-se por Lua Cheia no perigeu.

Fig. 3 – A fase de Lua Cheia em várias posições da órbita lunar (com excentricidade exagerada).

Habitualmente a Lua passa no perigeu com outras fases de iluminação (ver Fig.4).

Fig. 4 – Algumas fases da Lua quando está no perigeu, em função da órbita terrestre.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
4 Mai 2020

A Lua vista esta madrugada – 05052020@04:15

 

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1220: Alinhamento de 4 planetas de 4 a 17 de Abril de 2020

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Quatro dos planetas visíveis a olho nu irão estar alinhados na primeira quinzena de abril desde o dia 4 até ao dia 17. A partir do dia 17 de abril Mercúrio deixa de estar visível, mas os outros três planetas continuam alinhados durante todo o mês.

Fig. 1 – Céu visível às 6:35 horas do dia 6 de Abril em Lisboa mostrando o alinhamento dos 4 planetas.

Os planetas apresentam-se no céu na seguinte sequência Mercúrio – Marte – Saturno – Júpiter quando observados de Este para Sul. Esta sequência forma um alinhamento quase perfeito durante este período.

A melhor altura para observar esta linha recta de planetas é logo após o nascimento de Mercúrio e antes que o crepúsculo matutino impeça a visibilidade (consultar as tabelas de visibilidade de Mercúrio, que inclui também os dados do crepúsculo matutino).

Na verdade os planetas estão sempre junto à linha da eclíptica e por isso formam sempre um alinhamento aproximado quando observados da Terra. No entanto esse alinhamento só se torna mais notado quando as posições dos planetas na eclíptica estão próximas umas das outras.

Isso acontece quando os planetas nos seus movimentos orbitais verificam as seguintes condições: i) estão todos do mesmo lado do plano da eclíptica, ii) estão todos em pontos das suas órbitas que ficam no mesmo quadrante no plano orbital, iii) e a Terra está numa extremidade  desse mesmo quadrante.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
1 Abr 2020

 

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