1220: Alinhamento de 4 planetas de 4 a 17 de Abril de 2020

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Quatro dos planetas visíveis a olho nu irão estar alinhados na primeira quinzena de abril desde o dia 4 até ao dia 17. A partir do dia 17 de abril Mercúrio deixa de estar visível, mas os outros três planetas continuam alinhados durante todo o mês.

Fig. 1 – Céu visível às 6:35 horas do dia 6 de Abril em Lisboa mostrando o alinhamento dos 4 planetas.

Os planetas apresentam-se no céu na seguinte sequência Mercúrio – Marte – Saturno – Júpiter quando observados de Este para Sul. Esta sequência forma um alinhamento quase perfeito durante este período.

A melhor altura para observar esta linha recta de planetas é logo após o nascimento de Mercúrio e antes que o crepúsculo matutino impeça a visibilidade (consultar as tabelas de visibilidade de Mercúrio, que inclui também os dados do crepúsculo matutino).

Na verdade os planetas estão sempre junto à linha da eclíptica e por isso formam sempre um alinhamento aproximado quando observados da Terra. No entanto esse alinhamento só se torna mais notado quando as posições dos planetas na eclíptica estão próximas umas das outras.

Isso acontece quando os planetas nos seus movimentos orbitais verificam as seguintes condições: i) estão todos do mesmo lado do plano da eclíptica, ii) estão todos em pontos das suas órbitas que ficam no mesmo quadrante no plano orbital, iii) e a Terra está numa extremidade  desse mesmo quadrante.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
1 Abr 2020

 

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1054: Raro evento astronómico ocorre na próxima semana (e só se repete em 2023)

CIÊNCIA

NASA

Na próxima segunda-feira, 11 de Novembro, Mercúrio passará entre a Terra e o Sol, protagonizando um raro evento astronómico que não se repetirá em 13 anos.

“Da nossa perspectiva da Terra, só podemos ver Mercúrio e Vénus quando [estes] estão ou passam em frente ao Sol (…) e é por isso que este é um evento raro que não quererá perder”, escreve a agência espacial norte-americana (NASA) na sua página oficial.

A AccuWeather, por sua vez, detalhou que este tipo de movimentação ocorre, aproximadamente “13 vezes a cada 100 anos“, indicando que o próximo fenómeno deste tipo acontecerá a 13 de Novembro de 2031.

De acordo com a NASA, o fenómeno poderá ser observado em quase toda a América do Norte e do Sul, bem como na Europa, África e oeste da Ásia.

Durante o espectáculo, que durará 5,5 horas, Mercúrio será visível sob a forma de um ponto negro que se move em frente ao sol. Para observar evento e tendo em conta o tamanho pequeno do planeta, serão necessários binóculos ou telescópios com filtro solar.

Neste sentido, os cientistas recordam ainda que a observação directa do Sol sem equipamentos especiais de protecção pode causar danos nos olhos e perda de visão.

A este fenómeno chama-se o trânsito de Mercúrio. Por orbitar muito próximo da sua estrela, Mercúrio é difícil de observar. O planeta, em termos de tamanho, situa-se entre a Terra e a Lua, é composto sobretudo por ferro e tem uma atmosfera extremamente fina, formada por hélio, oxigénio, hidrogénio, mas também por sódio e potássio.

Apesar da sua proximidade com o Sol, Mercúrio não é o planeta mais quente (é Vénus), mas tem a maior variação de temperatura, entre -180ºC e +450ºC. Orbita o Sol em 87,97 dias e as suas crateras fazem lembrar as da Lua.

À semelhança de Mercúrio, também Vénus pode passar entre a Terra e o Sol, o que acontece duas vezes em cada cem anos.

ZAP //

Por ZAP
5 Novembro, 2019


 


 

534: Marte aqui tão perto


Marte ao telescópio. Créditos: Christoph Ries


Há 15 anos que Marte não estava tão perto da Terra, e não voltará a estar até ao ano de 2035! A partir das 22:00, venha até à Quinta do Covelo, no Porto, para ver não só o planeta vermelho, como um eclipse da Lua (que já estará a decorrer ao anoitecer) e Saturno através dos telescópios do Planetário do Porto – Centro Ciência Viva.
A entrada é gratuita. Será feita pelo Centro de Educação Ambiental da Quinta do Covelo, no portão em frente ao nº330 da R. Álvaro de Castelões.
Esta é uma acção integrada no programa Ciência Viva no Verão em Rede 2018.
Mais informações

Duração:

2 horas

Entrada livre

Localização

Centro de Educação Ambiental da Quinta do Covelo
Portão em frente ao nº330 da R. Álvaro de Castelões.

Como chegar

Sair da VCI na saída Porto Centro/Paranhos. Seguir pela R. de São Veríssimo e R. Álvaro de Castelões até à Quinta do Covelo. Entrada pelo portão em frente ao nº330 da R. Álvaro de Castelões



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466: 12.Jun.2018

 

12062018@21:46: dado que a Lua “desapareceu” por uns dias (Lua Nova), o céu encontrava-se limpo e apesar da enorme PL existente, visualizei este pontinho branco (260ºW) que, pela posição no Stellarium, deu-me a sensação de ser Uranus. Ficam as imagens:




Ficha técnica:

  • Nikon Coolpix B500
  • Resolução: 4608×3456
  • Distância focal: 640mm (equiv. a 914mm)
  • Zoom digital: 4.000x
  • Tempo de exposição: 1s
  • Abertura: f/6.5
  • ISO: 1250
  • DPI: 300




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389: O céu nocturno de Abril em 2018

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Abril de 2018

Mercúrio será visível ao amanhecer a partir do dia 8 na constelação de Peixes, e depois passa para a constelação da Baleia. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 3,1 a 0,3. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Carneiro, movendo-se depois para as constelações de Touro. Encontra-se na direcção Sudoeste. No dia 17, Vénus estará a 5°N da Lua pelas 20 horas. A sua magnitude no inicio do mês é de -3,7. 

Marte será visível de madrugada na constelação de Sagitário, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,3 a -0,4.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,4 a -2,5.

Saturno será visível de madrugada na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. No dia 18, Saturno estará estacionário pelas 03 horas. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,3.

Fig. 1 – Céu visível às 20h30 do dia 1 de Abril em Lisboa mostrando o planeta Vénus.

Fig. 2 – Céu visível às 06h30 do dia 15 de Abril em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.
Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Abril

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Líridas

A partir de meados de Abril tem inicio as Líridas, umas das chuvas de meteoros de menor intensidade. Têm uma duração de visibilidade entre 14 a 30 de Abril, com a actividade máxima de apenas 18 meteoros (pode variar até 90 meteoros) na THZ (Taxa Horária Zenital). O pico desta chuva de meteoros ocorre às 19:00 horas do dia 22 de Abril o que impede de se observar o máximo da actividade. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite, a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. As Líridas são conhecidas desde os tempos antigos pois aparecem nos registos chineses de 687 a.C. onde os cronistas relataram que “as estrelas caem como chuva”.

As Líridas estão associadas aos restos de poeira deixados pela passagem do cometa Tatcher. Quando estas partículas entram na nossa atmosfera provocam um fenómeno de “chuva de meteoros” ou “estrelas cadentes”. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Lira.

Fig. 3 – A deslocação da posição do radiante das Líridas entre 15 a 25 de Abril. Créditos de imagem: IMO

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Líridas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Abril

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Abril

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar
OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Mar 2018

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