474: AstroCosmos: Aprender na Escola, no Campo e na Cidade, no Céu de Portugal

 

Este é o projecto que submeti ao Orçamento Participativo Portugal. Tem o #582 e podem votar em https://opp.gov.pt/proj/582

É um projecto pela Astronomia com o público mas dando muita ênfase às Escolas, à formação dos alunos e professores — DIVULGUEM —.

Vai tirar partido da posição privilegiada de instituições de divulgação científica, os CCVs, apoiadas por uma instituição do Ensino Superior em Lisboa, com muita competência em Astronomia.

Um CCV deve estar sediado em Lisboa, com uma localização de eleição e infraestruturas muito boa. Permitirá a observação do Sol e da Lua integradas nas sessões públicas regulares, onde as Escolas têm um assento preferencial.

O complemento perfeito está na excelente qualidade do céu no alentejano, a Sul de Grândola, num CCV onde aflui muito público com regularidade e onde se farão observações astronómicas no grande telescópio de 45 cm, Ritchey-Chrétien com montagem equatorial de garfo. Para além dum óptima câmara de CCD+filtros+espetroscópio, também será usado nas suas actividades regulares de observação do Sol (branco e Halfa), da Lua e dos planetas.

Os objectivos estão resumidos neste curto texto mas irei explicar nas próximas semanas.

Já está a votação o nosso projecto no OPP: é o #582. Pode votar nele em: https://opp.gov.pt/proj/582

Aproveitando infraestruturas já existentes, propõe-se a instalação duma estrutura de observação astronómica que contribuirá para a educação formal e não formal, assim como para a comunicação e divulgação da ciência e tecnologia. O projecto também pretende dar cobertura e relevo aos eventos astronómicos com impacto popular com recurso a acções públicas, nomeadamente através da Internet, para que, de uma forma inclusiva e de máxima acessibilidade, contribua para a melhoria da literacia científica.

Esta instalação deve tirar partido das capacidades existentes em três pólos de cariz científico: um no Alentejo e dois em Lisboa. Os pólos devem reunir instituições competentes na formação científica a diversos níveis (Superior é obrigatório), mas também na divulgação da Ciência. Na parte observacional no Alentejo é fundamental que se utilize um telescópio que satisfaça requisitos de grande qualidade: ter pelo menos 45 cm de diâmetro no espelho principal, configuração óptica do tipo Ritchey-Chrétien e montagem equatorial em garfo, de modo a poder tirar partido da excelente qualidade do céu alentejano, a Sul de Grândola, onde se reúnem características atmosféricas e antrópicas óptimas, principalmente para a observação astronómica nocturna.

Há instituições de Ensino Superior em Lisboa que possuem recursos físicos e humanos que têm capacidade para a concretização deste objectivo: tanto na infraestrutura tecnológica bem como nas excelentes competências científico-pedagógicas na área da Astronomia, crucial no projecto. Por outro lado, as outras instituições devem ter competências em divulgação científica para o grande público, já ter instrumentos de observação, infraestruturas de apoio e espaços de qualidade reconhecida para estas actividades. São candidatos perfeitos instituições de Ensino Superior e Centros Ciência Viva.

O projecto é composto por duas grandes partes:

A— A instalação de telescópios já existentes, melhorados com a aquisição do equipamento acessório/complementar e necessário às observações astronómicas, nos diferentes tipos, tanto em Lisboa como no Alentejo.

B— O desenvolvimento e concretização das actividades em si:

i) Observação astronómica em Lisboa e no Alentejo, integradas em sessões públicas regulares, mas que podem ser partilhadas via Internet;

ii) Projectos de astronomia com as escolas, com fins educativos na área das ciências. Os projectos podem contemplar um ensino mais desenvolvido, explorando componentes, tais como: obtenção de imagem e fotometria para estudar planetas extra-solares, estudo de estrelas variáveis, trânsitos de planetas no Sol , ocultações de estrelas pelos asteróides, obtenção de espectros para classificação estelar, medição de velocidades radiais de estrelas, além da aprendizagem de técnicas de fotografia astronómica digital. Estes projectos deverão ter sempre o envolvimento de uma instituição de Ensino Superior com reconhecidas competências na área da Astronomia, garantindo a qualidade científica e pedagógica dos mesmos.

iii) Divulgação científica de qualidade associada aos eventos astronómicos de cariz mais popular, também com observação astronómica local e difusão via Internet.
Este projecto procura usar o fascínio pela Astronomia e pretende tirar partido da posição privilegiada de instituições de divulgação científica, apoiadas por uma instituição de Ensino Superior. Uma sediada em Lisboa, com uma localização de eleição e infraestruturas muito boas, permitirá a observação do Sol e da Lua integradas nas sessões públicas regulares, onde as Escolas têm um assento preferencial. O complemento perfeito está na excelente qualidade do céu no alentejano, a Sul de Grândola, numa instituição onde deve afluir muito público com regularidade e onde se farão observações astronómicas no grande telescópio, também para as suas actividades regulares.

Com estes dois pólos cria-se a capacidade de proporcionar, nos eventos astronómicos de massas, uma comunicação científica de qualidade: as imagens obtidas em tempo real e os comentários dos especialistas serão partilhados via Internet. Esta partilha será utilizada gratuitamente por qualquer outra entidade que localmente queira fazer o seu evento, potenciando-se assim a Educação e a Cidadania do Conhecimento em todo o país.

O projecto proporcionará igualmente a construção de uma base de dados de imagens que serão colocadas à disposição das escolas e dos professores, assim como de outras instituições, ou mesmo do cidadão comum. Esta base de dados facultará a acesso a imagens devidamente interpretadas e descritas para uso lúdico, de formação ou de educação.

Prazo de execução: este projecto AstroCosmos é para ser implementado no terreno durante o primeiro ano e lançado em pleno com as suas actividades, no prazo máximo de 2 anos.

Investimento: de acordo com o estudo feito e que contempla estimativas do custo de todo o equipamento necessário e respectiva instalação, o projecto tem um investimento total de 224.500 €.

Proponentes do projecto
  • Rui Jorge Lourenço Santos Agostinho


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