1250: Solstício de Verão 2020

O Solstício de Verão ocorrerá no dia 20 de Junho de 2020 às 22h44min, marcando o início da estação no hemisfério norte (a mais quente apesar da Terra vir a estar o mais longe do sol a 4 de Julho). O sol neste dia de solstício estará o mais alto possível no céu e aquando da sua passagem meridiana atingirá a altura máxima de 75° em Lisboa.

A tabela abaixo mostra que a duração do dia no Solstício de Verão é efectivamente a mais longa. A 20 de Junho de 2020 o disco solar nascerá às 06:11:40 horas e pôr-se-á às 21:04:48 horas em Lisboa.

A duração do dia será de 14:53:08 horas, o que é apenas 1 segundo a mais do que no dia seguinte.

O Verão prolonga-se por 93,66 dias até ao próximo Equinócio, a 22 de Setembro de 2020.

Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as alturas (distância angular) máxima e mínima em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação solar atinge extremos: máxima no solstício de Verão (+23° 26′) e mínima no solstício de Inverno (-23° 26′). A palavra de origem latina (Solstitium) associa-se ao facto do Sol travar o movimento diário de afastamento ao plano equatorial e “estacionar” ao atingir a sua posição mais alta ou mais baixa no céu local.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
15 Jun 2020

 

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886: Solstício de Verão 2019

 

O Solstício de Verão ocorrerá no dia 21 de Junho de 2019 às 16h54min, marcando o início da estação no hemisfério norte (a mais quente apesar da Terra vir a estar o mais longe do sol a 4 de Julho). O sol neste dia de solstício estará o mais alto possível no céu em Lisboa e aquando da sua passagem meridiana atingirá a altura máxima de 75° .

A tabela abaixo mostra que a duração do dia no Solstício de Verão é efectivamente a mais longa. A 21 de Junho de 2019 o disco solar nascerá às 06:11:44 horas e pôr-se-á às 21:04:51 horas em Lisboa.

A duração do dia será de 14:53:07 horas, o que é apenas 1 segundo a mais do que no dia seguinte.

O Verão prolonga-se por 93,66 dias até ao próximo Equinócio, a 23 de Setembro de 2019.

Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as alturas (distância angular) máxima e mínima em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação solar atinge extremos: máxima no solstício de Verão (+23° 26′) e mínima no solstício de Inverno (-23° 26′). A palavra de origem latina (Solstitium) associa-se ao facto do Sol travar o movimento diário de afastamento ao plano equatorial e “estacionar” ao atingir a sua posição mais alta ou mais baixa no céu local.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
17 Jun 2019



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478: Dia do relógio de Sol (21/06/2018)

 

No dia do solstício de verão também se começou a celebrar por iniciativa portuguesa, desde 1990, o dia do relógio de Sol.

Para assinalar esta data, aqui deixamos umas notas sobre o relógio de Sol.

O que é um relógio de Sol?

Um relógio de Sol é um instrumento que determina a hora do dia através da sombra de um objecto (gnómon) feita pelo Sol. O relógio de Sol mostra o tempo solar verdadeiro, também chamado hora solar aparente. Num sentido mais amplo, um relógio de Sol é qualquer dispositivo que use a altitude ou o azimute do Sol (ou ambos) para mostrar a hora. Além da sua função de contagem de tempo, os relógios de Sol têm também interesse como objectos decorativos e de estudo matemático.

O relógio de Sol comum tem um mostrador e um gnómon. O mostrador pode ser plano com as linhas horárias marcadas e o gnómon é um objeto que produz a sombra que vai funcionar como um ponteiro. A posição do gnómon deve ser paralela ao eixo de rotação da Terra, apontando no hemisfério norte para o pólo norte celeste, para que o relógio de Sol seja preciso ao longo do ano. À medida que o Sol se move no céu, a sombra do gnómon no mostrador indica a hora do dia que corresponde à hora solar aparente. O mostrador deve estar perfeitamente alinhado com o meridiano, ou seja, a linha horária das 12 horas no mostrador deve coincidir com a linha Sul-Norte. No instante em que o Sol cruza o meridiano celeste local, isto é, a linha norte-zénite-sul, a sombra do gnómon recai, obviamente, na direcção norte-sul e o relógio de Sol indica o instante do meio-dia solar verdadeiro que corresponde às 12 horas do relógio de Sol. A qualidade da medição depende do rigor da orientação Norte-Sul do relógio e da inclinação do gnómon, que depende da latitude do lugar de observação.

Relógio Equatorial do OAL/FCUL

O segundo aspecto crítico na construção de um relógio de Sol é a marcação das linhas horárias no mostrador. Este processo varia conforme o tipo de relógio de Sol. Existem vários tipos de relógios de Sol, com o mostrador horizontal, vertical, equatorial, declinante, inclinante, polar e ainda o analemático. Em Portugal é muito comum ver-se o relógio horizontal e vertical. Por exemplo, no jardim do OAL está um relógio horizontal, infelizmente o gnómon foi roubado. Uma vez que os mostradores dos relógios horizontal e vertical estão inclinados relativamente ao plano do equador, o movimento da sombra não é uniforme, sendo mais lento em torno do meio-dia. Assim, as marcações não estão igualmente espaçadas. No caso do relógio equatorial, o plano do mostrador faz com a horizontal um ângulo igual à colatitude (90º – latitude) do lugar. Só neste caso é que as marcações horárias estão igualmente espaçadas, com um intervalo de 15º entre as linhas.

Encontrará explicações passo a passo de como construir um relógio de Sol no sítio da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa em https://ciencias.ulisboa.pt/sites/default/files/fcul/Os%20relogios%20de%20Sol%20e%20a%20Matematica.pdf

Como ler as horas num relógio de Sol e convertê-las na hora Legal?

A hora indicada no relógio de Sol é a hora solar verdadeira local. Pelo contrário, a hora legal, usada no dia-a-dia e dada pelos relógios normais, é baseada no tempo solar médio. Um dia solar aparente é o intervalo entre duas passagens consecutivas do Sol pelo meridiano local. Devido à inclinação do eixo da Terra, e ao facto de a sua órbita ser elíptica, a altura máxima do Sol varia ao longo do ano, e o mesmo acontece à duração do dia solar aparente. Assim, o movimento aparente do Sol não é suficientemente regular para poder servir de referência à medição do tempo e a nossa vida quotidiana rege-se não pela escala de tempo solar verdadeiro, mas sim pela escala de tempo solar médio. Esta escala foi criada pelos astrónomos de maneira a compensar estas variações.

Para passar de uma escala de tempo à outra é preciso fazer uma conversão que depende de 3 factores:

  1. Equação do tempo: a equação do tempo representa a diferença entre a posição real do Sol no firmamento e a posição que ele ocuparia nesse momento se o eixo da Terra fosse perpendicular à eclíptica e a órbita terrestre circular.
  2. Longitude do lugar: a hora solar medida varia com a longitude de forma contínua, no entanto a hora legal é constante dentro de um fuso horário, variando de forma discreta entre fusos. Por isso é necessário aplicar uma diferença de 4 minutos (60/15) por cada grau de longitude em que o lugar de medição difira do meridiano de referência do seu fuso.
  3. Hora de Verão: durante o período de mudança de hora, é preciso fazer uma correcção adicional à hora medida.

Estes três factores estão implementados na seguinte equação que permite assim fazer a conversão entre a Hora Solar Local lida no relógio de Sol e a Hora Legal (HL):

  • No período da hora de Inverno: HL = Hora Solar Local + DET – DT
  • No período da hora de Verão: HL = Hora Solar Local + DET – DT + 1hora

Nesta equação, DET é a correcção ao fuso horário de referência mais a Equação do Tempo. É dada pela diferença DET = Tempo Universal ao Meio-dia solar verdadeiro – 12horas. O Tempo Universal ao Meio-dia solar verdadeiro é fornecido na tabela  “TEMPO UNIVERSAL AO MEIO-DIA SOLAR VERDADEIRO (LISBOA) ” .

Quanto a DT, é uma correção extra a aplicar devida ao facto dos valores dados na tabela serem válidos apenas para Lisboa. Assim, em Lisboa DT=0, enquanto que para qualquer outra localidade, DT = – λ+ 36min 45s, em que λ é a longitude da localidade convertida em horas.

Exemplo, a correcção DT para o Porto e Coimbra: DT(Porto)= 2min; DT(Coimbra)= 3min.

Note-se que também existem relógios de Sol mais sofisticados, construídos de forma a indicar directamente a Hora Legal.

Nunca é demais recordar que nunca deverá olhar directamente para o Sol, a sua visão corre perigo! Para ver as horas num relógio de Sol, só as sombras interessam.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
20 Jun 2018

E a propósito de começar hoje o Verão, segue uma informação meteorológica nada condizente com esta época do ano.

Verão começa com chuva, granizo e trovoada

Rovena Rosa / ABr

O verão começa esta quinta-feira com chuva, por vezes forte e acompanhada de granizo e trovoadas, mas com temperaturas a rondar os 30 graus, adiantou à Lusa a meteorologista Patrícia Gomes.

O solstício de verão ocorrerá às 11h07 desta quinta-feira, marcando o início da estação no hemisfério norte. O verão vai prolongar-se por 93,66 dias até ao próximo Equinócio, a 23 de Setembro de 2018, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa.

Em declarações esta quinta-feira à Lusa, Patrícia Gomes, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), adiantou que durante a noite ocorreu bastante precipitação, em especial na região sul e litoral centro, que em alguns locais foi acompanhada por granizo e bastantes descargas eléctricas (relâmpagos).

“Por causa desta situação, o IPMA colocou sob aviso amarelo dez distritos de Portugal continental – Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora e Beja – até às 10h00. Contudo, ao longo do dia de hoje poderá haver novos avisos“, disse.

Na quarta-feira, os concelhos de Lamego, Armamar e Resende, no norte do distrito de Viseu, foram afectados pelo mau tempo, que provocou inundações e quedas de árvores.

De acordo com a meteorologista, esta quinta-feira poderão ocorrer situações semelhantes como a registada no distrito de Viseu. “Pode acontecer. O que aconteceu foi realmente um aguaceiro forte com bastante granizo e para hoje a situação é semelhante”, disse.

Além da chuva forte, o IPMA prevê também para esta quinta-feira vento forte nas terras altas e descida da temperatura máxima, com excepção do Algarve onde está prevista uma subida.

Melhoria para o fim-de-semana

“Amanhã ainda haverá alguma instabilidade, em especial nas regiões do Norte e Centro e em especial no interior destas regiões que ainda com alguns aguaceiros que pontualmente poderão ser fortes e de granizo”, disse.

Patrícia Gomes destacou que a partir do fim da tarde de sexta-feira deverá começar a registar-se uma melhoria.

“Para o fim-de-semana ainda existem condições de instabilidade. Ainda existem aguaceiros e condições favoráveis à ocorrência de trovoadas, mas serão menos frequentes e mais dispersos”, indicou.

No que diz respeito às temperaturas, Patrícia Gomes adiantou que esta quinta-feira descem, mas amanhã sobem e no sábado vão registar-se pequenas variações.

“No entanto, as máximas vão rondar os 30 graus em todo o país e em alguns locais serão acima dos 30. As mínimas serão amenas e em muitos locais tropicais, ou seja, com 20 graus ou acima”, disse.

A tendência para o início da próxima semana será de melhoria.

ZAP // Lusa

Por Lusa
21 Junho, 2018



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