164: Sessão lunar 31.Out.2017

 


As imagens abaixo foram captadas com:

  • Telescópio Skywatcher Mak 127/1500 + montagem equatorial SW EQ3-2
  • Com e sem diagonal 45º
  • Filtro Light Yellow #8
  • Com e sem lente Powermate Televue 2,5x (Barlow)
  • Skywatcher buscador 9×50 com retícula iluminada
  • Ocular GSO SuperView 15mm WideView
  • Câmara Canon EOS 760D com grip e controlo remoto Canon








 


Extras





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163: Sessão lunar 30.Out.2017

 













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162: Sessão lunar de 29.Out.2017

 

Hoje, não é uma mas duas sessões. Fiz há pouco, cerca das 18:00 horas, com luz de dia mas com a tele-objectiva Samyang 500mm (descrição nas imagens). Logo à noite, virá a segunda sessão mas com o telescópio Mak 127. Ficam as imagens da tarde:







Sessão da noite:
As imagens abaixo foram captadas com:

  • Telescópio Skywatcher Mak 127/1500 + montagem equatorial SW EQ3-2
  • Com e sem diagonal 45º
  • Filtro Light Yellow #8
  • Com e sem lente Powermate Televue 2,5x (Barlow)
  • Focagem com Skywatcher buscador 9×50 com retícula iluminada e ocular GSO SuperView 15mm WideView
  • Câmara Canon EOS 760D com grip e controlo remoto Canon











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161: O que será possível observar nos céus do que resta de 2017

 

Chuva de meteoros Leónidas – 17 e 18 de Novembro

Apesar de ser uma chuva de meteoros média – produzindo até 15 meteoros por hora em seu pico -, a Leónidas tem um ciclo em que, a cada 33 anos, centenas de meteoros podem ser vistos por hora, sendo o último em 2001. Ela ocorre anualmente entre 6 e 30 de Novembro e, em 2017, chegará em seu auge na noite do dia 17 e na manhã do dia 18 e poderá ser vista de ambos os hemisférios.

Superlua – 3 de Dezembro

2017 terá apenas uma superlua – cerca de 12 a 14% maior que a lua normal – que ocorrerá no início do dia 3 de Dezembro. De acordo com o site TimeAndDate, o perigeu (aproximação entre a Terra e o satélite) volta a ocorrer somente em Janeiro de 2018 e mais duas vezes em Janeiro e Fevereiro de 2019. Em 2016, o fenómeno ocorreu três vezes em Outubro, Novembro e Dezembro, sendo a do mês de Novembro considerada a maior superlua em quase 70 anos e cuja proximidade só deverá voltar a se repetir em 2034.

Chuva de meteoro Gemínidas – 14 de Dezembro

A chuva de meteoros Gemínidas atingirá sua maior taxa de actividade no dia 14 de Dezembro, mas algumas estrelas cadentes associadas a ela poderão ser visíveis todas as noites dos dias 7 a 16 de Dezembro. O maior índice de meteoros visível a ser esperados é de 100 por hora, caso o céu esteja bastante escuro. Ainda segundo o site In The Sky, no Recife será possível ver cerca de 70 por hora, a depender das circunstâncias meteorológicas.

in CuriosaMente


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160: Sessão lunar 28.Out.2017

 

E porque a Vida também é a cores, a sessão de hoje divide-se a preto e branco e a cores. Ver sempre a Lua a preto e branco já chateia, então resolvi colocar dois filtros planetários: um #8 (amarelo) e um #82A (azul). Mas é melhor ver o resultado. Quem não gostar… paciência, porque eu até gosto!







As imagens de cima foram captadas com:

  • Telescópio Skywatcher Mak 127/1500 + montagem equatorial SW EQ3-2
  • Com e sem diagonal 45º
  • Filtro Light Yellow #8
  • Com e sem lente Powermate Televue 2,5x (Barlow)
  • Focagem com Skywatcher buscador 9×50 com retícula iluminada e ocular GSO SuperView 15mm WideView
  • Câmara Canon EOS 760D com grip e controlo remoto Canon








As imagens de cima foram captadas com:

  • Telescópio Skywatcher Mak 127/1500 + montagem equatorial SW EQ3-2
  • Com e sem diagonal 45º
  • Filtro Light Yellow #8
  • Filto Light Blue #82A
  • Com e sem lente Powermate Televue 2,5x (Barlow)
  • Focagem com Skywatcher buscador 9×50 com retícula iluminada e ocular GSO SuperView 15mm WideView
  • Câmara Canon EOS 760D com grip e controlo remoto Canon


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159: Relógios atrasam 60 minutos às 02h00 de domingo

(CC0/PD) ThePixelman / pixabay

Os relógios vão recuar uma hora às 02h00 de domingo, dando início ao horário de inverno, que se prolongará até ao último domingo de março de 2018.

O Observatório Astronómico de Lisboa informa que, quando forem 02h00 de domingo em Portugal continental e no arquipélago da Madeira, os ponteiros vão recuar uma hora, passando a ser 01h00.

No arquipélago dos Açores (que tem menos uma hora do que o continente e a Madeira), os relógios atrasam 60 minutos quando for 01h00, passando a ser meia-noite.

Ao atrasar os relógios uma hora, Portugal continental e a Madeira ficarão com a mesma hora TMG (Tempo Universal Coordenado), enquanto os Açores fica com menos uma.

A hora de inverno, que faz com que domingo seja o dia mais longo do ano, com 25 horas, vai manter-se até à madrugada de 25 de março de 2018, altura em que os relógios voltam a ser adiantados 60 minutos, entrando-se na hora de verão.

As mudanças de hora estão definidas por lei nacional e comunitária e acontecem no último domingo de outubro (hora de inverno) e no último domingo de março (hora de verão).

ZAP // Lusa

Por Lusa
28 Outubro, 2017

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158: Noites no Observatório – Videodifusão de Palestra (28 de Outubro 2017)

On 27 Out 2017 · In Destaques, Noites no Observatório

Na palestra da sessão deste mês das Noites no Observatório vamos discutir a importância e utilidade futura da descoberta que abalou o mundo – as ondas gravitacionais.​

Após a palestra haverá um pequeno espetáculo de música e efeitos na cúpula do Planetário e observações astronómicas com telescópios.

Ondas Gravitacionais – Uma descoberta que abalou o mundo, por Francisco Lobo, investigador do Instituto de Astrofisica e Ciências do Espaço.

Poderá acompanhar a palestra, a partir das 21h30, através da videodifusão em: https://videocast.fccn.pt/live/id_fc_ul/noites_no_observatorio

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157: Sessão lunar 27.Out.2017

 
18:00 horas, Sol bem forte, Lua bem visível, experiência de imagens nestas condições:



As 3 imagens de cima foram captadas com:

  • Telescópio Skywatcher Mak 127/1500 + montagem equatorial SW EQ3-2
  • Com e sem diagonal 45º
  • Filtro Light Yellow #8
  • Focagem com Skywatcher buscador 9×50 com retícula iluminada e ocular GSO SuperView 15mm WideView
  • Câmara Canon EOS 760D com grip e controlo remoto Canon




As 3 imagens de cima foram captadas com:

  • Telescópio Skywatcher Mak 127/1500 + montagem equatorial SW EQ3-2
  • Filtro Light Yellow #8
  • Focagem com Skywatcher buscador 9×50 com retícula iluminada e ocular GSO SuperView 15mm WideView
  • Powermate Televue 2,5x (Barlow)
  • Câmara Canon EOS 760D com grip e controlo remoto Canon

Mais logo, quando o céu estiver escuro, embora altamente poluído com iluminação e poluição ambiental citadinas, com a Lua em ângulo correcto, será efectuada nova sessão.

As imagens captadas com Sol, foram tiradas num pequeno terraço que as traseiras do prédio possui, num corredor que não tem mais de 6 metros de largura (metade do qual é terreno camarário), tendo do lado direito prédios com dois andares e do lado esquerdo uma escarpa com a altura de prédios de 4 andares.

Imaginem agora as “excelentes” condições para praticar astronomia e astrofotografia… Ah! E do lado da frente do prédio, que dá para a rua, o ângulo de captação da janela não tem mais de 45º, com um candeeiro público espetado na parede do prédio, quase por cima da janela e mais uns quantos espalhados ao mesmo nível pela rua fora, não contando com a poluição lumínica dos candeeiros da ponte 25 de Abril, iluminação citadina de ruas, semáforos, luzes de viaturas ligeiras, pesadas e motos… Gostava de ver um astrofotógrafo a sério, captar imagens com o meu equipamento e nestas condições…

Ainda nem consegui testar a máscara de Bahtinov porque a poluição é de tal ordem que não consigo vislumbrar uma estrela mais brilhante para o fazer.

E depois de uma Lua azulada por força de ser dia com o Sol em pleno, cá estou de novo às  22:00 horas com o céu escuro mas cheio de lixopoluidor…










E uma imagem de teste com uma objectiva fotográfica:


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156: Astrofotografia aficionada

 

Voltando ao tema que ontem aqui deixei ficar sobre a qualidade das minhas imagens lunares, feitas por um astrónomo/astrofotógrafo profissional, é preciso lembrar que uma coisa é captar imagens com um SW Mak 127/1500 e outra coisa – a que estes eruditos estão habituados – é captar imagens com telescópios com 356mm de diâmetro contra os meus 127mm, assim como 3910mm de distância focal contra os meus 1250mm, já nem indo para as aberturas de 6, 8, 9 e 11 metros (11000mm). Nada a ver, nada a comparar, ou antes, comparar um tubarão com um carapau, pode ainda lá chegar…

Mas como tenho andado a pesquisar temas sobre astronomia e telescópios, encontrei este (brasileiro) que acho bastante interessante:

Como escolher um Telescópio

Um bom par de binóculos perfaz um excelente “primeiro telescópio”, pelo menos até certo ponto. Os binóculos foram os únicos instrumentos óticos que eu tive no meu primeiro ano como observador do céu, e estes me pareceram ser exatamente a maneira correta de começar. Mas durante aquele tempo eu estava trabalhando na direção de um objetivo maior: construir um refletor de 150 mm.

Fazer o próprio telescópio foi a única maneira de ter um. Eu percebi depois que essa limitação foi na verdade uma benção. Isto evitou que eu tivesse um telescópio muito cedo, (antes de eu saber o que fazer com ele), e me fez valorizá-lo com uma jóia a despeito das coisas que um telescópio deste tamanho não pode fazer.

Mais cedo ou mais tarde todo astrónomo amador iniciante tem que encarar a questão sobre o que fazer para conseguir um bom telescópio. Esta é a decisão mais critica que você vai tomar no seu hobby. Escolha bem e o telescópio vai oferecer-lhe uma vida inteira de noites agradáveis de exploração do céu. Escolha mal e é muito provável que ele lhe traga frustração e desapontamento e acabe sendo oferecido nos anúncios de classificados como “Excelente condição, raramente usado”.

O que fazer para tomar a decisão certa? Isto depende mais de você do que do telescópio em si. Se você vive no quinto andar de um apartamento no centro da cidade com pouco espaço para guardar coisas e é fascinado pela Lua e planetas, você deveria ter um telescópio inteiramente diferente daquele que você teria se morasse numa fazenda em Mato Grosso com um grande e espaçoso galpão e se o seu verdadeiro amor fossem as galáxias. O dinheiro que você pode gastar, o peso que você pode carregar e a quantidade de observações que você já fez a olho nu e com binóculos são também cruciais.

A característica mais importante de um telescópio é a abertura, isto é, o diâmetro da lente principal ou do espelho. A abertura determina o brilho e a definição de tudo o que você irá’ observar. Um telescópio de 70 mm nunca poderá mostrar estrelas mais apagadas, ou detalhes num planeta como fará um telescópio de 150 mm bem feito. Um 150 mm, por sua vez, jamais poderá’ competir com um bom 250 mm.

O aumento, não é algo a se considerar quando estiver encomendando um telescópio. Você pode fazer qualquer telescópio aumentar quantas vezes  quiser usando diferentes oculares. Uma ocular é um pequeno conjunto de lentes que se acopla ao telescópio e por onde se observa os objetos. A maioria dos telescópios vem com algumas delas, e outras podem ser compradas separadamente. Mas é inútil usar um aumento muito grande num telescópio de pouca abertura. Você não verá nada a não ser um borrão aumentado várias vezes. Apenas um telescópio de grande abertura (com uma montagem solida) pode mostrar uma imagem decente com 200x ou mais. Em todo caso, as oculares que aumentam menos são as mais fáceis de usar e as que oferecem as imagens mais agradáveis. Você usará um aumento baixo na maior parte do tempo.

A regra geral afirma que o máximo aumento útil, mesmo sob condições ideais de céu, é 20 vezes por centímetro de abertura. Isto o limita a usar 140x numa luneta de 70 mm, 300 x num telescópio de 150 mm, etc. Mas ainda assim considera-se este limite muito acima do ideal.

Desconfie de qualquer telescópio anunciado pelo alto poder de aumento. Se você vir um 60 mm sendo anunciado numa loja de departamentos como “Aumenta 475 x !!!”, quer dizer que o fabricante acha que você é ignorante e ingénuo. Com esta atitude eles também tentam esconder varias outras deficiências do equipamento. Uma ênfase exagerada no alto aumento é certeza de que o equipamento na verdade é um lixoscópio de brinquedo.

Já que a abertura é tão importante, você pode imaginar que escolher um telescópio é fácil, basta escolher o de maior abertura que você encontrar! Mas na prática não é tão simples. Se o telescópio for muito pesado para transportar facilmente ou exigir muito tempo para se montar, você raramente vai usá-lo. Mesmo entre os telescópios de mesma abertura, alguns tipos são mais portáteis, outros oferecem imagens mais nítidas e outros são mais económicos. Os conselhos que seguem o ajudarão a avaliar todos os fatores para tomar a melhor decisão.


Tipos de Telescópios

Existem basicamente três tipos de telescópio a escolher: o refrator, o refletor e o catadióptrico. Cada um deles tem vantagens e desvantagens, as quais você deverá avaliar de acordo com o seu estilo de vida e objetivos de observação.


Refrator

Os refractores possuem tubos longos e relativamente finos com uma lente objetiva frontal que capta e focaliza a luz. A qualidade de um refrator varia do pior ao melhor dos telescópios. Refractores de lojas de departamento do tipo anunciado para o povão são geralmente os piores. A qualidade pode ser baixa, e a sua montagem é frequentemente tão cambaleante que você quase não consegue apontá-lo para objeto algum. Se o seu orçamento para astronomia o limita a esta faixa de preço, fique com os binóculos.

Você diz que já tem um telescópio deste tipo? Bem, coragem; Galileo iria se deliciar com ele. Mantenha suas expectativas baixas, a sua paciência intacta e não se culpe se ele apresentar problemas. Atitude é tudo. Muitos amadores iniciaram com sucesso com refractores de lojas de departamento. Para os objetos brilhantes e facilmente encontráveis (tente a Lua) eles podem servir muito bem.

Os refractores melhores, por outro lado, também são encontrados no mercado se você tiver paciência de procurar por eles e caixa para pagar por eles. Novos e complexos desenhos de lentes, oferecidos por algumas poucas companhias tem criado os mais soberbos (e caros) telescópios do mundo. Estes telescópios são chamados de “apocromáticos”, e não devem ser confundidas com os telescópios mais simples chamados de “acromáticos”. Com tanto dinheiro investido nas lentes principais, os fabricantes geralmente também produzem montagens de alta qualidade que trabalham suavemente.

Vantagens

Os refractores de todos os tipos são rígidos, requerem pouca ou nenhuma manutenção e possuem tubos fechados que o protegem da poeira e reduzem a degradação da imagem causada por correntes de ar. Se as lentes forem boas, um refrator oferece imagens nítidas e de alto contraste para uma determinada abertura; isto é especialmente desejável para a lua e os planetas.

Desvantagens

Os refractores geralmente têm abertura pequena, tipicamente entre 60 e 120 mm. Para muitos propósitos astronómicos isto é ainda muito pouco; objetos pouco luminosos como galáxias e nebulosas irão aparecer como fracos borrões quando você conseguir detectá-los. Um refrator normalmente exige um espelho ou prisma diagonal na ocular para tornar a observação mais confortável. Isto torna a imagem espelhada, o que dificulta a comparação com as cartas celestes. Alem disso, um bom refrator custa mais por centímetro de abertura do que qualquer outro dos tipos de telescópio.


Reflectores

Os refletores usam um espelho côncavo grande e pesado ao invés de lentes para coletar a luz e focalizá-la. Você olha através de uma ocular colocada no tubo próxima a entrada de luz. Por décadas o refletor reinou sem concorrentes na astronomia amadora. Alguns dizem que ainda reina. O refletor é também conhecido como “newtoniano”.

Vantagens

O refletor oferece mais abertura por dólar investido. É simples o suficiente para que os adeptos do “faça – você – mesmo” possam construir um a partir de um esboço ou mexendo em um já pronto. A qualidade ótica pode ser bastante alta. O refletor contém um numero par de espelhos (dois), então você vê uma imagem correta (não invertida). É improvável que a humidade se condense nos espelhos em noites frias, um problema comum em outros tipos de telescópios. A montagem pode ser pequena e baixa próxima ao chão, o que oferece estabilidade, enquanto a ocular ainda fica numa altura conveniente.

Desvantagens

Os refletores podem exigir mais cuidados e manutenção. O tubo é aberto ao ar, o que significa poeira nos espelhos, mesmo que o tubo seja guardado envolto em capas apropriadas (embora uma quantidade moderada de poeira nos espelhos não afete a performance do telescópio). Os espelhos precisam de ajustes ocasionais para mantê-los perfeitamente alinhados, uma tarefa simples porem tediosa de girar parafusos e roscas nos suportes dos espelhos. Durante a observação, é provável que correntes de ar embaciem a imagem até que o telescópio fique com a mesma temperatura do ar circundante (a menos que o tubo seja muito bem ventilado).


Diferentes relações focais

Todos os telescópios, e em especial os  refletores, eles apresentam desempenhos diferentes em diferentes relações f/. Em geral quanto maior a relação focal melhor. Relações menores que f/6 ou f/5 exigem que o espelho secundário seja relativamente grande, e isto reduzem um pouco a nitidez da imagem. As distorções se tornam mais aparentes próximas a borda do campo de visão, e todo o sistema ótico é muito mais sensível a pequenos desalinhamentos. Um espelho de relação focal baixa é difícil de fazer com alta qualidade. Também, com uma relação f/ baixa você tem que usar oculares melhores e mais caras para conseguir imagens nítidas em qualquer lugar exceto no centro do campo visão. Por todas estas razões um refletor com f/4 quase nunca vai conseguir o mesmo desempenho de um refletor f/8 bem feito.

Por outro lado, um f/4 é muito mais portátil e manuseável. Tem apenas a metade do tamanho de um f/8. Um refletor de 25 centímetros de abertura com f/4 tem um metro de comprimento e cabe no banco de trás de um carro para que você possa levá-lo para um lugar que tenha um céu bem escuro. Um 25  centímetros f/8 têm 2 metros de comprimento e é um problema logístico maior para transportá-lo.


Catadióptrico

Ou telescópios compostos usam tanto lentes quanto espelhos. A versão mais popular é o Schmidt-Cassegrain, que surgiu no mercado na década de 70 e rapidamente conquistou seu lugar ao lado dos refractores e refletores que já existiam ha séculos. Os comentários seguintes aplicam-se primordialmente aos SCs.

Vantagens

A vantagem dos SCs não está na performance visual, mas sim na portabilidade, conveniência e opções especiais tais como sistemas avançados de acompanhamento computorizado. Apesar de a maioria das pessoas poderem carregar um refletor de 20 cm para lá e para cá, eles na verdade são pesados e desengonçados. A maioria dos Schmidt-Cassegrain vem com numa maleta que pode ser levantada com uma só mão (o tripé é separado). A maleta pode ser colocada no bagageiro de um carro ou num armário como se fosse uma mala de viagem, enquanto que um refletor tende a tomar todo o espaço de que você dispõe.

O tubo relativamente pequeno de um SC permite um acompanhamento mais confiável, tornando a astrofotografia menos difícil (nunca é fácil). Eles são excelentes telescópios fotográficos. Controles eletrónicos elaborados é uma opção nas montagens dos SCs para fotógrafos e usuários de câmaras CCD. Alguns podem ser adquiridos com sistema de apontamento computorizado. O usuário digita o numero do objeto que deseja observar e o telescópio automaticamente aponta para o objeto.

Desvantagens

A imagem formada por um SC será provavelmente um pouco menos nítida do que a imagem formada por um bom refletor de mesma abertura. Isso é mais perceptível quando se observa os planetas. O custo de um SC é maior do que o de um bom refletor de mesma abertura. Um espelho ou prisma diagonal é normalmente usado na ocular para oferecer uma posição de observação mais confortável (como nos refractores), e isso significa que a imagem que você vê fica de cabeça para baixo e espelhada. O mecanismo de focalização pode ser muito delicado e impreciso. Você não pode desmontar o telescópio; ajustes maiores significam que você tem de devolver o telescópio para a fábrica ou chamar um ótico especializado.


Montagens

O melhor telescópio não tem valor se ele estiver numa montagem medíocre. O menor balanço será transformado num terremoto seja qual for o aumento que você estiver usando. Você não verá muita coisa enquanto o céu estiver tremendo na ocular.

Infelizmente, quase todas as montagens têm uma desagradável tendência a ficar balançando. Geralmente isto é devido a um descuido na fabricação (ou corte de custo do fabricante) em um ou mais pontos cruciais. Mas, um pequeno grau de instabilidade é o inevitável de se fazer uma montagem leve o suficiente para não ter que ser carregada por um guindaste.

Existem dois tipos básicos de montagens:

A montagem equatorial é construída para que você possa facilmente seguir os objetos celestes na medida que a Terra gira. De outro modo, a rotação da Terra faz com que os objetos saiam do campo de visão da ocular muito rapidamente (em cerca de um minuto usando-se 75 ou 100x). A maioria das montagens equatoriais vem com um motor de passo (acompanhamento) para compensar a rotação da Terra automaticamente. A montagem equatorial deve ser alinhada com o Polo Sul Celeste toda vez que você montar o telescópio. Felizmente, isso não precisa ser feito muito acurado para observação visual. Basta que se aponte o eixo polar na direção do Polo Sul Celeste.

A montagem altazimutal é mais simples. Ela apenas se movimenta da esquerda para a direita e para baixo e para cima. Você deve cutucar o telescópio sempre que quiser seguir os objetos pelo céu. A montagem altazimutal é mais barata e mais leve e possui muita estabilidade, vantagens que são exploradas ao máximo nas montagens dobsonianas para refletores gigantes e de baixo custo. Grandes telescópios altazimutais, entretanto, exigem que o usuário seja muito hábil para encontrar os objetos pelo céu. Os dobsonianos realmente grandes são os melhores para observadores experientes de objetos difusos, que são sedentos de abertura.

Qualquer que seja a montagem que você tiver não se impressione com o peso ou tamanho da mesma. Nada pode destruir o seu entusiasmo como uma visão eternamente trémula, exceto um telescópio apoiado numa montagem realmente solida e estável. Uma montagem que dificilmente balança quando você a toca ou quando você focaliza um objeto é um prazer de usar.


Seus Interesses

Os planetas, a Lua, e estrelas binárias cerradas exigem grande aumento, bom contraste e excelente resolução. Se estes são os objetos que mais lhe interessam, a melhor escolha é um refrator ou um refletor de alta relação focal.

Objetos pouco luminosos como galáxias e nebulosas precisam de abertura, abertura e abertura. Um grande refletor é a escolha lógica se esta será a sua especialidade.

Se você não tem um interesse específico e pretendo tê-lo, um telescópio de tamanho médio será o ideal, talvez um refletor de 15 ou 20cm com relação focal f/6 ou f/8, ou um Schmidt-Cassegrain de 20 cm.

Um fator pode limitar a sua escolha de interesse: poluição luminosa. A Lua e os planetas mais brilhantes escapam ilesos mesmo através da pior poluição luminosa. Mas os objetos mais apagados como as galáxias e nebulosas são devastados por ela. Se você conseguir se proteger de luzes que incidem diretamente sobre você ou seu telescópio, poderá observar a Lua como estivesse numa fazenda. Os objetos menos luminosos, porem, ficarão invisíveis.

Finalmente um conselho em relação ao tamanho do telescópio. Você não apenas olha pela ocular do telescópio, você também tem que transportá-lo, montá-lo e desmontá-lo. E, tudo isso  quando a maioria das outras pessoas está mais disposta a ir para a cama dormir. Se você acha que estas tarefas são aborrecidas, provavelmente não irá observar muito frequentemente. Muitos iniciantes esquecem isso e compram grandes telescópios que se tornam elefantes brancos, pois raramente são usados.

Antes de sair à procura de um telescópio lembre-se que um instrumento pequeno de 60 ou 70 mm pode lhe mostrar mais do universo do que um instrumento de 40 cm, se você usá-lo mais frequentemente.

O melhor telescópio é o que você vai usar mais. O quando de diversão você vai ter, o quão bom você será como astrónomo amador, dependerá muito mais do tempo que você permanecer observando e não do diâmetro do seu telescópio.

Notas:
(*) – Relação f/ ou #f – A razão entre a distância focal e o diâmetro da objetiva ou espelho do telescópio determina um número – a RELAÇÃO f/ ou #F –  quanto menor esse número mais caro e igualmente mais sofisticado tem que ser o desenho óptico do instrumento. Salvo projetos especiais com as objetivas apocromáticas que são extremamente caras dadas a sua alta qualidade e performance óptica. Exemplo: Refrator Amaetur Zeiss 100/1000 é um telescópio com objetiva acromática de 100 mm de diâmetro e 1000 mm de distância focal, logo o seu #f= 1000/100, ou seja: f/10 ou #f=10.

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155: Sessão lunar 26.Out.2017

 

Como fotógrafo de reportagem em diversas áreas e técnico de laboratório fotográfico (um dos primeiros técnicos de laboratório não profissional a revelar diapositivos (slides a cor) em Portugal quando estes ainda eram enviados para Espanha para serem revelados e devolvidos encaixilhados, prontos a usar), considero estas imagens não estarem mázinhas de todo, mas uma coisa é um fotógrafo captar um boneco com uma máquina de € 450,00 (Canon 1300D só corpo) e outra coisa é o mesmo boneco ser captado com uma câmara de € 5.790,00 (1DX Mark II só corpo), ambas Canon EOS e depois adicionar as objectivas que podem variar entre os € 125,00 (Canon EF 50mm f/1.8 STM) até € 13.560,00 (Canon EF 800mm f/5.6 L IS USM).

O mesmo acontece com os telescópios, montagens equatoriais, acessórios, motores GOTO, oculares, diagonais, filtros, etc.. Fazer omeletes com ovos sãos, ainda é viável e faz bem à saúde; fazer omeletes com ovos podres é que já não é nem viável nem saudável… E mais, pelas pesquisas que costumo efectuar pela Internet, em fóruns, blogues, websites, etc., tenho visto fotografias lunares que são uma autêntica desgraça técnica (em termos fotográficos) e tiradas por astrónomos não amadores.

Um Maksutov/Schmidt-Cassegrain de € 259,00 (Vixen Telescópio Cassegrain MC 110/1035 VMC110L OTA), não possui a mesma qualidade e poder de resolução que um de € 22.900,00 (Meade Telescópio ACF-SC 406/3251 Starlock LX600 sem tripé). Pois é… e nem todos os amantes da fotografia e/ou de astrofotografia, podem ter a capacidade financeira necessária para – nem digo escolher modelos de topo -, ficar-se pela meia-gama…


Embora tivesse sido “aconselhado” a não utilizar a diagonal e os filtros quando fotografasse a Lua (utilizar apenas a câmara + powermate (Barlow) + telescópio + uma boa atmosfera e a Lua alta). O problema é que testei com esta configuração (primeiras sete fotografias abaixo) e não a considero positiva. Depois, instalei o filtro Light Yellow #8 e a imagem melhorou bastante, com e sem diagonal. Cheguei à conclusão que o melhor é ir testando as várias configurações e escolher a que melhor me satisfaz como fotógrafo.














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