1496: O céu nocturno de Agosto em 2021

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Agosto de 2021

Mercúrio será visível ao anoitecer a partir do dia 10 na constelação de Caranguejo, movendo-se para a constelação de Leão, e depois para a constelação de Virgem. Encontra-se visível na direcção Oeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -2,0 a -0,2. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2021”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Leão, movendo-se para a constelação de Virgem. Encontra-se visível na direcção  Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,8 a -3,9.

Marte será visível ao anoitecer na constelação de Leão, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Oeste.  A sua magnitude ao longo do mês varia é de 1,8.

Júpiter será visível durante a noite na constelação de Aquário, movendo-se depois para a constelação de Virgem. Encontra-se na direcção Sudeste no inicio da noite. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,8 a -2,9.

Saturno será visível durante toda noite na constelação de Capricórnio.  Encontra-se na direcção Sudeste no inicio da noite. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,2 a 0,3.

Fig. 1 – Céu visível às 05:30 horas do dia 1 de Agosto em Lisboa mostrando os planetas Júpiter e Saturno.

Fig. 2 – Céu visível às 22:30 horas do dia 15 de Agosto em Lisboa mostrando os planetas Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Agosto

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Visibilidade dos Planetas em 2021 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das δ Aquáridas e das Perseidas em Agosto

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas ocorre entre 12 de Julho e 23 de Agosto, como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Fig. 4 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Perseidas entre Julho a Agosto, que encontra-se na constelação de Perseu.

Quanto à famosa chuva de meteoros das Perseidas, a sua actividade máxima ocorre no dia 12 de Agosto entre as 20h e as 23h. Em Portugal a melhor ocasião para a observar a olho nu será a partir das 21h30, onde se poderá observar até 110 meteoros por hora. O instante da fase da Lua Nova ocorrerá no dia 8 de Agosto o que proporcionará excelentes condições para a observação da chuva de meteoros das Perseidas.

Fig. 5 – mostra o radiante da chuva de meteoros das Perseidas no dia 12 de Agosto pelas 22h30, que encontra-se abaixo da constelação da Cassiopeia e entre as direcções Norte a Nordeste.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das δ Aquáridas e das Perseidas em Agosto

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Agosto

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em Agosto

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Jul 2021

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1495: 31.Jul.2021@04:12

Lisbon, Portugal
Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Julho 2021

 

Moon: 54.1%

Waning Gibbous

Current Time: 31 de Jul de 2021, 4:23:42
Moon Direction: 116,45° ESE
Moon Altitude: 42,35°
Moon Distance: 401.454 km
Next New Moon: 8 de Ago de 2021, 14:50
Next Full Moon: 22 de Ago de 2021, 13:01
Next Moonset: Today, 14:05

Stellarium

Stellarium

31072021@04:12

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1494: 28.Jul.2021@06:07

Lisbon, Portugal
Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Julho 2021

 

Moon: 80.7%

Waning Gibbous

Current Time: 28 de Jul de 2021, 6:17:50
Moon Direction: 203,20° SSW
Moon Altitude: 42,51°
Moon Distance: 389.330 km
Next New Moon: 8 de Ago de 2021, 14:50
Next Full Moon: 22 de Ago de 2021, 13:01
Next Moonset: Today, 11:04

Stellarium

Stellarium

28072021@06:07

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1493: 27.Jul.2021@05:59

Lisbon, Portugal
Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Julho 2021

 

Moon: 88.2%

Waning Gibbous

Current Time: 27 de Jul de 2021, 6:17:26
Moon Direction: 213,43° SSW
Moon Altitude: 33,40°
Moon Distance: 383.978 km
Next New Moon: 8 de Ago de 2021, 14:50
Next Full Moon: 22 de Ago de 2021, 13:01
Next Moonset: Today, 10:00

Stellarium

27072021@05:59

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1492: 26.Jul.2021@06:10

Lisbon, Portugal
Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Julho 2021

 

Moon: 94.2%

Waning Gibbous

Current Time: 26 de Jul de 2021, 6:27:49
Moon Direction: 224,24° SW
Moon Altitude: 21,99°
Moon Distance: 378.668 km
Next New Moon: 8 de Ago de 2021, 14:50
Next Full Moon: 22 de Ago de 2021, 13:01
Next Moonset: Today, 8:53

Stellarium 0.21.1

Stellarium 0.21.1

26072021@06:10

Céu com bastante nebulosidade e já com luz diurna

Esta não é a melhor fase para se fotografar a Lua dado que a intensa luminosidade solar, “esconde” o relevo das crateras lunares.

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1491: 25.Jul.2021@00:16

Lisbon, Portugal
Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Julho 2021

 

Moon: 98.8%

Waning Gibbous

Current Time: 25 de Jul de 2021, 0:27:31
Moon Direction: 147,45° SSE
Moon Altitude: 22,20°
Moon Distance: 372.624 km
Next New Moon: 8 de Ago de 2021, 14:50
Next Full Moon: 22 de Ago de 2021, 13:01
Next Moonset: Today, 7:43

Stellarium

Stellarium

25072021@00:16

Céu com bastante nebulosidade

Esta não é a melhor fase para se fotografar a Lua dado que a intensa luminosidade solar, “esconde” o relevo das crateras lunares.

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Friday’s full Buck Moon may be an eerie orange. Here’s how to spot it.

SCIENCE/FULL MOON

Smoke from fires may lead to an intensely-colored moon.

Ash and smoke from the Whittier Fire in California turned the full moon a red-orange color on July 8, 2017. (Image credit: George Rose/Getty Images)

July’s full moon will shine brightly Friday night (July 23), although it may appear orange if you’re in a region affected by smoky skies from this summer’s wildfires.

To catch the Buck Moon at its fullest, look skyward at 10:37 p.m. EDT on Friday (0237 GMT on Saturday, July 24). At that moment, the sun, Earth and moon will be in perfect alignment, but because the moon is about 5 degrees off the plane of Earth’s orbit, the sun’s light will fall fully on the moon’s side facing Earth.

The moon will appear full for about three days around its peak, from Thursday evening (July 22) through Saturday morning, so there’s plenty of time to see it, according to NASA.

Related: Blood supermoon lunar eclipse wows skywatchers around the world (photos)

July’s full moon may appear an unusual color to many people. About 120 fires burning on the U.S. West Coast, including the Bootleg Fire in Oregon, have sent smoke particles across much of the country’s skies, leading to smog and poor air quality, according to Gothamist, a New York City-based publication. This air pollution has caused the sun to appear red-tinted and the moon to look orange.

These brilliant hues are different from the blood-red moon that appears during a lunar eclipse. During a lunar eclipse, Earth blocks the sun’s light from reaching the moon. However, the sun is so big and bright that its light can bend around Earth. This light passes through Earth’s atmosphere, which filters out the shorter blue wavelengths but lets the longer red and orange wavelengths pass through. Those wavelengths reach the moon, turning it rusty red, Live Science previously reported.

In contrast, the Buck Moon’s tint will come from dense smoke particles in Earth’s atmosphere. These smoke particles block the shorter wavelengths of yellow, blue and green but let the longer wavelengths of red and orange pass through, according to NASA. Those longer wavelengths give the sky, and hence the moon and the sun, a red-orange color. These colors may appear especially intense during sunrise and sunset, because sunlight has to travel through more of Earth’s atmosphere at those times, NASA reported.

July’s full moon is called the Buck Moon by the Algonquin Indigenous people of what is now the northeastern United States, according to the now-defunct Maine Farmer’s Almanac, which published the names of the full moons in the 1930s, NASA said. The full moon got this name because this is around when male deer, known as bucks, sprout their velvety antlers.

Male deer use their antlers to attract mates, but when wintertime comes, their antlers fall off, according to the U.S. Fish and Wildlife Service (FWS).

Other Algonquin names for July’s full moon include the Thunder Moon, due to early summer’s frequent thunderstorms, according to the Maine Farmer’s Almanac. In Europe, the full moon is called the Hay Moon (for haymaking season) and sometimes the Mead or Honey Moon, in honor of the summer’s busy bees.

Hindus, Buddhists and Jains call this full moon the Guru Full Moon (Guru Purnima), which is celebrated as a time for clearing the mind and honoring the guru, or spiritual master, according to NASA.

Originally published on Live Science.
By Laura Geggel – Editor
22/07/2021

– Informação chegda hoje, dia 24 de Julho, aliás como tem sido habitual nas publicações da Live Science.

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1489: 23.Jul.2021@23:02

Lisbon, Portugal
Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Julho 2021

 

Para ver o Buck Moon em sua plenitude, olhe para o céu às 22h37. EDT na sexta-feira (0237 GMT no sábado, 24 de Julho). Nesse momento, o Sol, a Terra e a Lua estarão em alinhamento perfeito, mas como a Lua está cerca de 5 graus fora do plano da órbita da Terra, a luz do Sol incidirá totalmente no lado da Lua voltado para a Terra.

A Lua aparecerá cheia por cerca de três dias em torno de seu pico, da noite de quinta-feira (22 de Julho) até a manhã de sábado, então há muito tempo para vê-la, de acordo com a NASA.

Moon: 99.7%

Full Moon

Current Time: 23 de Jul de 2021, 23:17:14
Moon Direction: 146,52° SSE
Moon Altitude: 18,25°
Moon Distance: 368.606 km
Next Full Moon: 24 de Jul de 2021, 3:36
Next New Moon: 8 de Ago de 2021, 14:50
Next Moonset: Tomorrow, 6:31

Stellarium

Stellarium

23072021@23:02

Céu com alguma nebulosidade

Esta não é a melhor fase para se fotografar a Lua dado que a intensa luminosidade solar, “esconde” o relevo das crateras lunares.

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1488: 21.Jul.2021@00:19

Lisbon, Portugal
Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Julho 2021

 

Moon: 87.0%

Waxing Gibbous

Current Time: 21 de Jul de 2021, 0:38:17
Moon Direction: 209,36° SSW
Moon Altitude: 21,19°
Moon Distance: 364.645 km
Next Full Moon: 24 de Jul de 2021, 3:36
Next New Moon: 8 de Ago de 2021, 14:50
Next Moonset: Today, 3:23

Stellarium

Stellarium

20072021@00:19

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1487: Telescópios. Vamos descobrir o Universo nestas noites de verão?

– Não sendo um astrónomo “especialista”, até porque vivendo em plena Lisboa, com forte poluição luminosa proveniente dos candeeiros públicos, além da poluição atmosférica, não tenho a veleidade de ensinar astronomia a quem quer que seja. Pelos poucos anos que já possuo na astro-fotografia lunar (não dá para mais) e com os meus três telescópios – um refractor Bresser, um reflector newtoniano Bresser e um catadióptrico Maksutov-Cassegrain SkyWatcher, lá me vou entretendo nas noites em que o céu (e as fases lunares) permitem, utilizando também a minha Nikon B500 com uma equivalência de 900mm ao formato 35mm. Ao ler o artigo que a seguir insiro, reparei nalguns erros que também podem levar em erro quem desconhece, por completo, este hobby dos telescópios. As minhas rectificações serão anotadas em destaque para se saber que as anotações são de minha autoria. Mas vamos ao artigo do Ricardo Simões Ferreira.

É esta a proposta que lhe fazemos: liberte a curiosidade que há em si. Com um pouco de investimento — e algum tempo — veja com os seus olhos quão fascinante e grandioso é o cosmos em que vivemos.

A nossa galáxia, a Via Láctea, vista do hemisfério Norte.
© James Marvin Phelps/Flikr/CC

As estrelas sempre exerceram um fascínio irresistível sobre o ser humano, que é transversal a todas as culturas. Desde que olhámos para o céu que pensamos “o que está lá em cima?”

Sabemos à partida que é impossível reproduzir “em casa”, por muito bom que seja o equipamento, as incríveis imagens do telescópio espacial Hubble, acessíveis em qualquer lugar, no smartphone. Mas nada é capaz de substituir a magia de ver, pelos seus olhos, num telescópio, os anéis de Saturno, numa noite de verão estrelada. Experimente!

Há no mercado telescópios praticamente para todos os preços e experiências, desde as dos astrónomos mais experimentados às dos que, literalmente, “não percebem nada disto”.

Comecemos pelo princípio. O elemento mais importante de um telescópio é a abertura: o diâmetro da lente ou espelho que recolhe a luz do que está a ser focado. Por norma, este valor é indicado em milímetros e o mínimo considerado aceitável é 70mm ou preferencialmente mais.

Lembre-se, ao observar o céu está a tentar ver a luz de objetos a minutos, horas ou mesmo anos-luz de distância, luz essa muito ténue. O que é relevante na lente do telescópio é a sua capacidade de captar essa pouca luz o mais possível para que consiga vê-la. Esqueça a ideia de lentes “zoom” de x ampliações, que neste caso pouco interessam.

– Com as lentes fotográficas zoom ou as tele-objectivas, também se podem fazer boas imagens embora sem a mesma capacidade de um telescópio. Tenho várias teles (500mm, 1000mm, 1300mm e 2600mm) que me dão excelentes imagens lunares. E a minha Nikon B500 com um zoom digital que equivale a uma tele de 900mm, tira imagens de excelente definição. Já referi que planetas, no espaço em que resido, nem pensar!

O segundo factor importante nem tem a ver com o telescópio — é mesmo a base.

Não adianta ter o melhor telescópio do mundo se este estiver mal suportado. Qualquer pequena vibração impede uma boa observação. Um simples tripé de fotografia pode não ser a melhor solução. Ao investir num aparelho deste género, não “corte” nesta parte. Provavelmente será o suficiente para dar cabo de toda a experiência.

– À “base” de um telescópio, seja ele de que categoria for, chama-se de montagem que pode ser equatorial ou azimutal e que no fundo é mais que um tripé robusto que suporte não só o telescópio e seus acessórios, como dá a estabilidade necessária para a observação. Nunca um tripé utilizado em fotografia, mesmo topo de gama xpto, servirá para montar um telescópio.

Os telescópios dividem-se em três tipos: refractor, reflector, e catadióptrico.

O primeiro é o mais próximo do imaginário popular — só tem uma lente na frente do tubo e é também conhecido como telescópio de Newton. O segundo utiliza um espelho na parte de trás do tubo para aumentar a ampliação — tem a desvantagem de ser um pouco mais frágil. O terceiro usa uma combinação de lentes e espelhos, o que obriga a um design mais compacto — mas arrisca precisar de manutenção periódica.

– O telescópio refractor não é chamado de Newton. Este tipo de telescópio é atribuído ao físico e astrónomo Galileu Galilei. Possui duas lentes do tipo convergente. O funcionamento do aparelho pode ser explicado ao se analisar o comportamento da luz ao passar por essas lentes. A primeira lente que a luz encontra é a Objectiva, que ao receber os raios luminosos forma uma imagem real e invertida em um de seus focos. A segunda lente é a ocular que utiliza como seu objecto a imagem da lente objectiva. A ocular tem como finalidade aumentar a imagem formada pela primeira lente, de maneira que o observador possa visualizá-la. A imagem formada pela lente ocular, vista pelo operador do telescópio, será do tipo virtual e invertida. Os telescópios newtonianos ou de Newton são os reflectores. Um telescópio reflector é um telescópio óptico que usa uma combinação de espelhos curvos e planos para reflectir a luz e formar uma imagem. Os telescópios reflectores podem assumir diversos formatos, destinados a corrigir determinados erros ou diminuir algumas interferências e, por usarem conjuntos de espelhos, também podem ser chamados de catóptricos. As funções que são desempenhadas por um telescópio reflector, como a necessidade de fotografar objectos a distâncias infinitas, visualizá-los em diferentes comprimentos de onda de luz, juntamente com a necessidade de ver a imagem que o espelho primário produz, mostram que sempre há algum comprometimento no design óptico dele, dessa forma, não é capaz de produzir imagens perfeitas. Utilizando-se de dois espelhos, em que o espelho primário focaliza a luz num ponto comum em frente à sua própria superfície reflectora, o espelho secundário é projectado numa posição próxima a esse ponto focal, obstruindo, de forma parcial, a luz de alcançar o espelho primário. Isso causa uma redução na quantidade de luz que o sistema colecta, bem como uma perda de contraste na imagem devido aos efeitos de difracção da obstrução. Foi concebido por Isaac Newton no século XVII, como alternativa aos telescópios refractares, que causavam muitas aberrações cromáticas. Embora os reflectores ainda causem outros tipo de alterações (aberrações esféricas), permitem objectivas de diâmetros muito maiores e, hoje em dia, são os mais utilizados na pesquisa astronómica e na astronomia. Em ordem aos telescópios catadióptricos e por estes serem totalmente fechados, não existindo entrada de poeiras no tubo que sujem os espelhos, a sua manutenção é muito inferior ou quase nula em ordem aos refractores que são tubos abertos e que necessitam de constantes colimações para corrigir os dois espelhos (primário e secundário), além de serem mais compactos e fáceis de transportar.

As sugestões de aparelhos que se seguem prometem boas observações, desde que as condições atmosféricas o permitam. Quem o diz é o site especializado Space.com (que consultámos, tendo em conta a especificidade desta matéria).

Uma última nota: as cidades sofrem daquilo a que os astrónomos chamam de “poluição luminosa”, isto é, a luz artificial das ruas e das casas reflectida para o céu impossibilita a observação das estrelas. Por isso, pegue no seu telescópio e vá para um sítio longe da civilização. De gente. E mergulhe nas estrelas.

E depois vem uma série de PUB a marcas e modelos de telescópios que não vou aqui inserir mas que pode ser consultado no link que referencia este artigo.

Diário de Notícias
Ricardo Simões Ferreira
19 Julho 2021 — 07:00

Os meus telescópios já são conhecidos por quem passa por este Blogue e utilizo-os regularmente sempre que o céu permita e apenas em fotografia lunar.

O catadióptrico Maksutov-Cassegrain SkyWatcher de ∅127/1500mm com montagem equatorial SkyWatcher, tripé de aço e acessórios:

O refractor Bresser ∅102/1000mm:

O reflector newtoniano Bresser ∅150/750mm: