1440: O céu nocturno de Maio em 2021

No dia 26 de Maio de 2021 ocorrerá o Eclipse Total da Super Lua que não será visível  em Portugal,  por ocorrer à luz do dia. Neste dia, a lua começará a entrar na penumbra pelas 09h46. Às 10h45, a lua entra na sombra e ficará completamente coberta a partir das 12h10. Pelas 12h19 o eclipse atinge o seu máximo, permanecendo na totalidade até às 12h28. A partir das 13h53, a Lua sai totalmente da sombra, terminando a ultima fase do eclipse pelas 14h51.

A Super Lua de Maio ocorrerá durante um Eclipse total da Super Lua. 

No dia 26 de Maio de 2021 ocorrerá o Eclipse Total da Super Lua que não será visível  em Portugal,  por ocorrer à luz do dia. Neste dia, a lua começará a entrar na penumbra pelas 09h46. Às 10h45, a lua entra na sombra e ficará completamente coberta a partir das 12h10. Pelas 12h19 o eclipse atinge o seu máximo, permanecendo na totalidade até às 12h28. A partir das 13h53, a Lua sai totalmente da sombra, terminando a ultima fase do eclipse pelas 14h51.

A Super Lua de Maio ocorrerá durante um Eclipse total da Super Lua. 

Fig. 1 – Céu visível às 21:30 horas do dia 26 de Maio em Lisboa mostrando a Super Lua, os planetas Júpiter e Saturno.

Veja aqui com mais detalhes a notícia do OAL referente às duas Super Luas em 2021.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de maio de 2021

Mercúrio será visível ao anoitecer na constelação de Touro. Encontra-se visível na direcção  Sudoeste. No dia 13, Mercúrio estará a 2°N da Lua pelas 19 horas. A sua magnitude no inicio do mês varia de -1,3 a 2,0. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2021”.

Vénus será visível ao anoitecer a partir do dia 21 na constelação de Carneiro, movendo-se depois para a constelação de Touro. Encontra-se visível na direcção  Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,7 a -3,8.

Marte será visível durante a primeira parte da noite na constelação de Gémeos, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Oeste.  A sua magnitude ao longo do mês varia de 1,6 a 1,7.

Júpiter será visível de madrugada na constelação de Aquário. Encontra-se na direcção Sudeste. No dia 7, Júpiter estará a 4°N da Lua pelas 9 horas. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,2 a -2,4.

Saturno será visível durante a madrugada na constelação de Capricórnio.  Encontra-se na direcção Sudeste. No dia 31, Saturno estará a 4°N da Lua pelas 2 horas. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,6 a 0,7.

Fig. 2 – Céu visível às 05:30 horas do dia 1 de Maio em Lisboa mostrando os planetas Júpiter e Saturno.

Fig. 3 – Céu visível às 21:30 horas do dia 15 de Maio em Lisboa mostrando o planeta Marte e as estrelas mais brilhantes: Sírio, Arturo, Capela, Aldebarã, Prócion e Vega.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Maio

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano. Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Visibilidade dos Planetas em 2021 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das η Aquáridas em Maio

A Terra cruza a órbita do cometa 1P/Halley e são os restos deste cometa os responsáveis pela chuva de meteoros das η Aquáridas. A sua actividade decorre entre 19 de Abril e 28 de Maio. As previsões indicam que as η Aquáridas estão uma  THZ (Taxa Horária Zenital) estimada de 50 meteoros por hora. O pico desta chuva de meteoros ocorre pelas 04 horas do dia 6 de maio. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante). A constelação do Aquário só começa a nascer por volta das 3 horas da manhã a sudeste. Assim sendo, só a partir desta altura é que é possível a observação das η Aquáridas.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das η Aquáridas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Maio

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa).

A órbita lunar em maio

A órbita da lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

Para obter mais informação sobre o “Apogeu e Perigeu lunar” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2021/ Apogeu/Perigeu lunar e consulte também a tabela Apogeu/Perigeu lunares e distâncias Terra-Lua.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
1 Mai 2021

©® astrofotography.eu é um domínio registado por F. Gomes

 

1377: 21.Dez.2020-Conjugação de Júpiter e Saturno

Hoje não houve sessão fotográfica lunar dado que o céu estava coberto por nuvens, mas há uma boa notícia para logo ao fim da tarde, se o tempo o permitir. Leiam a notícia a seguir porque só daqui a VINTE ANOS, voltará a acontecer.

O fenómeno acontece a cada 20 anos, mas os planetas Júpiter e Saturno já não estavam tão próximos desde 1623. Tal conjugação irá já acontecer esta segunda-feira e será visível a partir dos Açores, garante o Observatório Astronómico de Santana – Açores (OASA).

Vai ser possível observar o fenómeno com um telescópio, binóculos “de brincar” e até a “olho nu”.

Poderá ser possível ver a conjugação de Júpiter e Saturno a “olho nu”

Com a aproximação ao Natal, e no dia do solstício de inverno, este alinhamento reveste-se de especial relevância, já que há quem o compare com a estrela que guiou os Reis Magos. Para observar tal fenómeno, o ideal será usar um telescópio, mas “a olho nu” e “num céu com muito pouca poluição luminosa e numa noite com boas condições meteorológicas, vai ser possível ver os dois planetas tão juntos que vai parecer apenas um”, revela Pedro Garcia, técnico de comunicação do OASA.

Também uns binóculos, que “até podem ser daqueles de brincar”, podem ajudar. “Se os binóculos tiverem alguma dimensão, 50×70, vão já conseguir ver as luas de Júpiter e perceber que Saturno tem umas ‘orelhas’, que são os anéis”, garante o técnico.

Há 20 anos, em 2000, “estes dois planetas estiveram muito perto, ao ponto que conseguíamos pôr um dedo mindinho entre os dois, que é mais ou menos um grau no céu. Desta vez, se pusermos um dedo mindinho, vamos conseguir tapar os dois planetas, o que quer dizer que é mesmo, mesmo, muito próximo”.

Face à pandemia, o OASA não irá abrir portas, devido às restrições impostas. No entanto, o responsável deixa algumas sugestões para quem quiser observar o alinhamento. O fenómeno acontece por volta das 17:30 nos Açores (18:30 em Portugal continental), mas Pedro Garcia aconselha a que se comece a acompanhar o fenómeno a partir das 15:30 (16:30 em Lisboa). “A partir das 19:00, os objectos (planetas) já estarão a tocar no horizonte e vão desaparecer ao longo da noite”.

Quanto à sua posição, “o objecto vai ser visto a sudoeste. Depois de o sol se pôr, mais ou menos na mesma posição”, adianta.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
20 Dez 2020

 

 

1361: Júpiter e Saturno vão unir-se no céu como um “planeta duplo” pela primeira vez desde a Idade Média

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Júpiter e Saturno vão “unir-se” no céu, no próximo mês de Dezembro, como um “planeta duplo” pela primeira vez desde a Idade Média.

Estes gigantes do Sistema Solar estão actualmente muito próximos quando vistos da Terra e, logo após o pôr-do-sol de 21 de Dezembro, data do solstício do Inverno, estes mundos vão praticamente “colidir”, transformando-se num ponto de luz super-brilhante.

Os dois maiores planetas do Sistema Solar, presentes no céu nocturno há meses, parecem estar agora mais próximos um do outro do que já estiveram desde a Idade Média.

Se as condições climáticas permitirem, o evento astronómico poderá ser observado à noite a partir de qualquer lugar do planeta, apesar de a visibilidade para o fenómeno ser melhor perto do equador, escreve o portal Phys.org.

“Os alinhamentos entre estes dois planetas são bastante raros, ocorrem uma vez a cada 20 ou mais anos, mas esta conjunção é excepcionalmente rara devido à proximidade dos planetas”, explicou Patrick Hartigan, astrónomo da Rice University.

“Teríamos de recuar um pouco antes do nascer do Sol a 4 de Março de 1226 para encontrar um alinhamento mais próximo entre estes dois objectos visíveis no céu nocturno”.

“Na noite de maior aproximação, a 21 de Dezembro, [estes dois planetas] vão parecer-se com um planeta duplo, separados apenas por um quinto do diâmetro da Lua cheia“.

De acordo com o especialista, os planetas voltarão a estar tão próximos a 15 de Março de 2080 e depois no ano de 2400.

ZAP //

Por ZAP
24 Novembro, 2020

 


1330: Este mês é o melhor dos últimos 14 anos para vermos Marte da Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O Homem quer pisar solo de Marte dentro de poucos anos. Contudo, para já, enviamos sondas e naves até ao planeta e vamos aproveitando para o olhar da Terra. Como tal, o planeta vermelho será o protagonista dos céus de Outubro.

Há vários eventos que vão marcar este mês no que toca à observação de Marte.

Marte está em destaque neste mês de Outubro

Este fim de semana Marte está, em conjunto com a Lua, também muito brilhante, porque passou pela lua cheia no dia 1. Já no dia 2, Marte aproximou graduadamente da Lua até ficar visualmente muito próximo dela.

Portanto, nestes dias, a sua proximidade, a sua orientação e a sua iluminação farão com que Marte esteja em óptimas condições para o podermos observar daqui, condições que não são tão boas há 14 anos.

O planeta vermelho aparecerá no céu no leste após o pôr do sol. Posteriormente atingirá a sua elevação máxima cerca de 45 graus acima do horizonte, já ao amanhecer, quando passar pelo meridiano.

Dia 6 o planeta estará “mais perto”

Se Vénus é considerado o planeta gémeo da Terra, Marte é o irmão mais novo do nosso planeta. Este é um planeta rochoso com atmosfera. O dia marciano é semelhante ao da Terra, mas o diâmetro do planeta vermelho é aproximadamente metade do nosso.

Com o passar dos dias, Marte está a aproximar-se progressivamente da Terra. No dia 6, estará a “apenas” 62 milhões de quilómetros de distância. A sua proximidade e a iluminação quase frontal pela luz solar fazem com que o seu lindo brilho laranja-avermelhado supere o do gigante Júpiter, que também é observável nestas noites, a oeste de Marte.

Dia 13: o alinhamento da estrela com os planetas e a oposição

Na terça-feira, 13, o Sol, a Terra e Marte estarão perfeitamente alinhados. Visto da Terra, Marte aparecerá numa posição completamente oposta à do Sol. É por isso que os astrónomos dizem que este está em ‘oposição’.

Os dias em torno da oposição são, sem dúvida, os mais propícios para a observação do planeta vermelho, pois a iluminação é totalmente frontal: todo o disco marciano é iluminado pela luz solar.

Tendo o Sol como ponto de partida, Marte está localizado 1,5 vezes mais longe do que a Terra da estrela. Assim, o planeta vermelho leva 1,88 vezes mais do que o nosso planeta para completar uma volta do Sol.

Como consequência de tudo isso, as oposições de Marte ocorrem a cada 2 anos e 47 dias. Durante a última competição, que ocorreu em 27 de Julho de 2018, também desfrutamos de um belo eclipse lunar total. A próxima oposição ocorrerá em 8 de Dezembro de 2022.

Como a órbita de Marte é mais elíptica do que a da Terra, isso leva a que nem todas as oposições marcianas sejam idênticas. Como tal, a distância entre os dois planetas varia ligeiramente de uma oposição para outra.

Por exemplo, em 2018, Marte estava a 57,6 milhões de quilómetros de distância, enquanto este ano, como já dissemos, Marte estará mais longe, a cerca de 62,2 milhões de quilómetros no dia 13.

No entanto, em Julho de 2018, Marte permaneceu relativamente baixo, acima do horizonte, e as camadas inferiores da atmosfera, mais turbulentas, estavam no caminho da observação.

Este ano, Marte culmina numa altitude muito mais elevada, a cerca de 50 graus visto da Península, a atmosfera não irá perturbar tanto e as condições para a sua observação serão muito melhores.

Marte a olho nu

A olho nu, o brilho de Marte será esplêndido, mas para observar os detalhes da sua superfície é necessário usar um telescópio de pelo menos 100x de ampliação. Mesmo com o telescópio, a imagem ainda parece pequena e as calotas polares esbranquiçadas, por exemplo, são muito difíceis de ver. No entanto, é possível ver as grandes manchas escuras chamadas ‘mares’, vastas planícies arenosas onde abunda o óxido de ferro.

Outra curiosidade prende-se com a cor avermelhada do planeta. Tal como acontece com o nosso sangue, é o ferro que dá a cor avermelhada à superfície do planeta.

Um dia no planeta demora 24 horas e 37 minutos. Durante esta jornada, poderão os astrónomos ver a superfície mais clara, a não ser que, como aconteceu em 2018, as tempestades de areia deixem a superfície de Marte completamente isolada durante semanas.

Felizmente, as previsões meteorológicas para o planeta vermelho são muito mais favoráveis ​​este ano, já que não são esperadas grandes tempestades.

Autor: Vítor M.
04 Out 2020

 

1220: Alinhamento de 4 planetas de 4 a 17 de Abril de 2020

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Quatro dos planetas visíveis a olho nu irão estar alinhados na primeira quinzena de abril desde o dia 4 até ao dia 17. A partir do dia 17 de abril Mercúrio deixa de estar visível, mas os outros três planetas continuam alinhados durante todo o mês.

Fig. 1 – Céu visível às 6:35 horas do dia 6 de Abril em Lisboa mostrando o alinhamento dos 4 planetas.

Os planetas apresentam-se no céu na seguinte sequência Mercúrio – Marte – Saturno – Júpiter quando observados de Este para Sul. Esta sequência forma um alinhamento quase perfeito durante este período.

A melhor altura para observar esta linha recta de planetas é logo após o nascimento de Mercúrio e antes que o crepúsculo matutino impeça a visibilidade (consultar as tabelas de visibilidade de Mercúrio, que inclui também os dados do crepúsculo matutino).

Na verdade os planetas estão sempre junto à linha da eclíptica e por isso formam sempre um alinhamento aproximado quando observados da Terra. No entanto esse alinhamento só se torna mais notado quando as posições dos planetas na eclíptica estão próximas umas das outras.

Isso acontece quando os planetas nos seus movimentos orbitais verificam as seguintes condições: i) estão todos do mesmo lado do plano da eclíptica, ii) estão todos em pontos das suas órbitas que ficam no mesmo quadrante no plano orbital, iii) e a Terra está numa extremidade  desse mesmo quadrante.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
1 Abr 2020

 

 

1054: Raro evento astronómico ocorre na próxima semana (e só se repete em 2023)

CIÊNCIA

NASA

Na próxima segunda-feira, 11 de Novembro, Mercúrio passará entre a Terra e o Sol, protagonizando um raro evento astronómico que não se repetirá em 13 anos.

“Da nossa perspectiva da Terra, só podemos ver Mercúrio e Vénus quando [estes] estão ou passam em frente ao Sol (…) e é por isso que este é um evento raro que não quererá perder”, escreve a agência espacial norte-americana (NASA) na sua página oficial.

A AccuWeather, por sua vez, detalhou que este tipo de movimentação ocorre, aproximadamente “13 vezes a cada 100 anos“, indicando que o próximo fenómeno deste tipo acontecerá a 13 de Novembro de 2031.

De acordo com a NASA, o fenómeno poderá ser observado em quase toda a América do Norte e do Sul, bem como na Europa, África e oeste da Ásia.

Durante o espectáculo, que durará 5,5 horas, Mercúrio será visível sob a forma de um ponto negro que se move em frente ao sol. Para observar evento e tendo em conta o tamanho pequeno do planeta, serão necessários binóculos ou telescópios com filtro solar.

Neste sentido, os cientistas recordam ainda que a observação directa do Sol sem equipamentos especiais de protecção pode causar danos nos olhos e perda de visão.

A este fenómeno chama-se o trânsito de Mercúrio. Por orbitar muito próximo da sua estrela, Mercúrio é difícil de observar. O planeta, em termos de tamanho, situa-se entre a Terra e a Lua, é composto sobretudo por ferro e tem uma atmosfera extremamente fina, formada por hélio, oxigénio, hidrogénio, mas também por sódio e potássio.

Apesar da sua proximidade com o Sol, Mercúrio não é o planeta mais quente (é Vénus), mas tem a maior variação de temperatura, entre -180ºC e +450ºC. Orbita o Sol em 87,97 dias e as suas crateras fazem lembrar as da Lua.

À semelhança de Mercúrio, também Vénus pode passar entre a Terra e o Sol, o que acontece duas vezes em cada cem anos.

ZAP //

Por ZAP
5 Novembro, 2019


 


 

534: Marte aqui tão perto


Marte ao telescópio. Créditos: Christoph Ries


Há 15 anos que Marte não estava tão perto da Terra, e não voltará a estar até ao ano de 2035! A partir das 22:00, venha até à Quinta do Covelo, no Porto, para ver não só o planeta vermelho, como um eclipse da Lua (que já estará a decorrer ao anoitecer) e Saturno através dos telescópios do Planetário do Porto – Centro Ciência Viva.
A entrada é gratuita. Será feita pelo Centro de Educação Ambiental da Quinta do Covelo, no portão em frente ao nº330 da R. Álvaro de Castelões.
Esta é uma acção integrada no programa Ciência Viva no Verão em Rede 2018.
Mais informações

Duração:

2 horas

Entrada livre

Localização

Centro de Educação Ambiental da Quinta do Covelo
Portão em frente ao nº330 da R. Álvaro de Castelões.

Como chegar

Sair da VCI na saída Porto Centro/Paranhos. Seguir pela R. de São Veríssimo e R. Álvaro de Castelões até à Quinta do Covelo. Entrada pelo portão em frente ao nº330 da R. Álvaro de Castelões



[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1831]

[powr-hit-counter id=e7ccda54_1532261099549]

See also Blog

466: 12.Jun.2018

 

12062018@21:46: dado que a Lua “desapareceu” por uns dias (Lua Nova), o céu encontrava-se limpo e apesar da enorme PL existente, visualizei este pontinho branco (260ºW) que, pela posição no Stellarium, deu-me a sensação de ser Uranus. Ficam as imagens:




Ficha técnica:

  • Nikon Coolpix B500
  • Resolução: 4608×3456
  • Distância focal: 640mm (equiv. a 914mm)
  • Zoom digital: 4.000x
  • Tempo de exposição: 1s
  • Abertura: f/6.5
  • ISO: 1250
  • DPI: 300




[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1831]

[powr-hit-counter id=d20e9624_1528897904157]

389: O céu nocturno de Abril em 2018

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Abril de 2018

Mercúrio será visível ao amanhecer a partir do dia 8 na constelação de Peixes, e depois passa para a constelação da Baleia. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 3,1 a 0,3. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Carneiro, movendo-se depois para as constelações de Touro. Encontra-se na direcção Sudoeste. No dia 17, Vénus estará a 5°N da Lua pelas 20 horas. A sua magnitude no inicio do mês é de -3,7. 

Marte será visível de madrugada na constelação de Sagitário, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,3 a -0,4.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,4 a -2,5.

Saturno será visível de madrugada na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. No dia 18, Saturno estará estacionário pelas 03 horas. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,5 a 0,3.

Fig. 1 – Céu visível às 20h30 do dia 1 de Abril em Lisboa mostrando o planeta Vénus.

Fig. 2 – Céu visível às 06h30 do dia 15 de Abril em Lisboa mostrando os planetas Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.
Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Abril

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros das Líridas

A partir de meados de Abril tem inicio as Líridas, umas das chuvas de meteoros de menor intensidade. Têm uma duração de visibilidade entre 14 a 30 de Abril, com a actividade máxima de apenas 18 meteoros (pode variar até 90 meteoros) na THZ (Taxa Horária Zenital). O pico desta chuva de meteoros ocorre às 19:00 horas do dia 22 de Abril o que impede de se observar o máximo da actividade. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite, a nordeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. As Líridas são conhecidas desde os tempos antigos pois aparecem nos registos chineses de 687 a.C. onde os cronistas relataram que “as estrelas caem como chuva”.

As Líridas estão associadas aos restos de poeira deixados pela passagem do cometa Tatcher. Quando estas partículas entram na nossa atmosfera provocam um fenómeno de “chuva de meteoros” ou “estrelas cadentes”. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação da Lira.

Fig. 3 – A deslocação da posição do radiante das Líridas entre 15 a 25 de Abril. Créditos de imagem: IMO

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Líridas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Abril

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Abril

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar
OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
31 Mar 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1831]

[powr-hit-counter id=595b99a1_1522600926163]